Câmara de Moura cria laboratório para desenvolver novas tecnologias de energia solar
O laboratório vai “apoiar a indústria ibérica do sector da energia fotovoltaica, através do desenvolvimento, apoio à construção, verificação e controlo de qualidade de novos equipamentos e produtos”

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Um laboratório de investigação para estudar, desenvolver, verificar e certificar novos produtos e tecnologias para aproveitar energia solar foi agora inaugurado em Moura, concelho onde funciona a maior central solar do mundo.
O laboratório na área da energia fotovoltaica, criado pela empresa municipal Lógica, está instalado no Parque Tecnológico de Moura, dedicado à investigação e criação de empresas do sector das energias renováveis.
Equipado com tecnologia de ponta, cuja compra custou 1,5 milhões de euros, o laboratório vai dedicar-se ao estudo, desenvolvimento, verificação e certificação de novos produtos e tecnologias para aproveitar energia solar, explicou à agência Lusa o administrador-delegado da Lógica, Vítor Silva.
O laboratório vai “apoiar a indústria ibérica do sector da energia fotovoltaica, através do desenvolvimento, apoio à construção, verificação e controlo de qualidade de novos equipamentos e produtos”.
“O laboratório está apto para fazer, através de testes de ensaio, a verificação do cumprimento das normas internacionais aplicáveis à qualidade dos produtos de energia fotovoltaica, nomeadamente painéis solares”.
A Lógica, através do laboratório, quer também “entrar no mercado global da certificação de produtos e materiais da indústria fotovoltaica”, mas, para tal, precisa de acreditar o laboratório junto do Instituto Português da Acreditação.
Um processo que já está “em curso” e deverá ficar concluído “em Setembro deste ano”, estimou, explicando que se o laboratório for acreditado como entidade certificadora irá entrar numa “área estratégica com futuro e um mercado significativo em termos globais”.
A Lógica foi criada para gerir parte do fundo social atribuído à Câmara de Moura com a instalação da maior central solar do mundo no concelho, perto da aldeia de Amareleja.
Parte do fundo, 500 mil euros, destina-se à construção de uma piscina na Amareleja, sendo os restantes três milhões para projectos de energias renováveis.
Ou seja, 900 mil euros para co-financiar candidaturas à microgeração solar térmica e fotovoltaica no concelho e 2,1 milhões de euros para a Lógica construir e gerir o Parque Tecnológico de Moura.
A funcionar desde o final de 2008, a Central Solar Fotovoltaica de Amareleja, com uma capacidade total instalada de 46,41 megawatts, vai produzir anualmente 93 gigawatts/hora de energia durante 25 anos.
A Câmara de Moura, em parceria com a associação Rota do Guadiana, inaugurou também o Centro de Acolhimento a Microempresas de Moura, situado no Parque Tecnológico de Moura.
O centro, num investimento de 530 mil euros, financiado pelo programa comunitário Interreg (70 por cento) e pela Câmara de Moura (30 por cento), inclui seis espaços para oficinas, quatro gabinetes para serviços, uma sala de formação e um bar de apoio.
Através do centro, pretende-se “estimular a economia local”, disponibilizando um espaço para as micro-empresas recém-criadas se instalarem e onde irão dispor de apoios jurídico, administrativo e de promoção de formação e de divulgação, explica a autarquia.