Certificação energética atinge 200 mil construções
Mensalmente são certificados cerca de três mil novos edifícios

Lusa
Casa da Arquitectura atribui 10 bolsas de doutoramento para estudo de acervos da instituição
Exponor recebe Empack e Logistics & Automation Porto a 9 e 10 de Abril
Pipeline de novos escritórios na grande Lisboa mais que triplica para 330.000 m2
JLL reforça aposta na área de Patrimónios Privados
A arquitectura nacional em destaque em Osaka
PERFISA: Inovação e Sustentabilidade na Tektónica
Porto Business School debate sinergia energética África – Europa
Grupo Preceram na Tektónica | 10 a 12 de abril 2025
Grupo Norfin anuncia construção de hotel da marca JW Marriott
CBRE representa 42% das colocações de flex offices no mercado em 2024
Cerca de 200 mil construções em Portugal já têm certificação energética, obrigatória para qualquer imóvel vendido, e todos os meses são emitidos 15 mil certificados. Já os edifícios classificados como sustentáveis não ultrapassam uma vintena.
São conceitos diferentes, o da eficiência energética e o da construção sustentável. O primeiro refere-se apenas à utilização racional de energia, enquanto o segundo requer eficiência, não só na utilização da energia, mas também de todos os recursos, ao longo de todo o ciclo de vida dos edifícios.
O responsável pelo LiderA, sistema de apoio e avaliação da construção sustentável, Manuel Pinheiro, avançou à Lusa que existem 12 imóveis já certificados e mais seis em fase final de processo de certificação.
São mais de mil fogos, que integram uma cooperativa de habitação a custos controlados e moradias, a que se juntam edifícios de serviços e empreendimentos turísticos, como hotéis. Em análise estão cerca de 40 projetos.
O sistema, que se baseia em 43 critérios de avaliação, três da área energética, já serve de referência aos municípios de Santarém, Torres Vedras e Lisboa, apontou Manuel Pinheiro.
O número de edifícios classificados pode, no entanto, ser superior, já que há casos em que os proprietários não querem certificar, como alertou o responsável, que espera que este tipo de certificação ganhe dimensão.
Mas se ainda são poucos os edifícios certificados como sustentáveis em Portugal, o país surge «na linha da frente» no contexto europeu nas questões da certificação energética.
No ano passado, «Portugal foi um dos cinco países da União Europeia que melhor se destacou na implementação do Sistema de Certificação Energética. Esse é um dos motivos pelo qual somos apontados como um exemplo a seguir pelos outros Estados-membros», disse à Lusa Paulo Santos, da Direção de Auditoria Edifícios da Agência para a Energia (ADENE).
A classificação energética é obrigatória para qualquer transacção imobiliária desde 01 de Janeiro de 2009 e «praticamente todas as câmaras [municipais] incorporaram este requisito nos seus procedimentos administrativos», referiu.
São mais de mil os peritos qualificados para emitir em todo o país as classificações energéticas, que podem ir de A+ a B- para os edifícios novos e de A a G para as construções já existentes. Até dezembro, o número de profissionais deverá duplicar.
Desde Julho de 2007, quando entrou em vigor o Sistema Nacional de Certificação Energética e da Qualidade do Ar do Interior nos Edifícios, e até final de 2009, tinham sido certificadas cerca de 200 mil construções no âmbito do SCE, a maior parte (92 a 93 por cento) de habitação.
Paulo Santos referiu que «mensalmente são certificados cerca de três mil edifícios novos (em fase de licenciamento) e 12 mil edifícios existentes», casos em que o certificado é necessário para transação imobiliária.