Câmara da Amadora responsabiliza Brisa e proprietário do terreno pelo incidente que provocou corte da CREL
“Já tinha havido um conjunto de indícios e nós fizemos além daquilo que nos compete. A Brisa e proprietários são responsáveis por aquilo e contactámo-los. Fizemos notificações no sentido de chamar a atenção de que a zona não estava estável”

Casa da Arquitectura atribui 10 bolsas de doutoramento para estudo de acervos da instituição
Exponor recebe Empack e Logistics & Automation Porto a 9 e 10 de Abril
Pipeline de novos escritórios na grande Lisboa mais que triplica para 330.000 m2
JLL reforça aposta na área de Patrimónios Privados
A arquitectura nacional em destaque em Osaka
PERFISA: Inovação e Sustentabilidade na Tektónica
Porto Business School debate sinergia energética África – Europa
Grupo Preceram na Tektónica | 10 a 12 de abril 2025
Grupo Norfin anuncia construção de hotel da marca JW Marriott
CBRE representa 42% das colocações de flex offices no mercado em 2024
A câmara da Amadora responsabilizou a Brisa e o proprietário do terreno pelo deslizamento de terras junto à CREL, provocando o corte da via, enquanto a concessionária referiu que o valor das portagens se vai manter.
O vereador da câmara da Amadora com o pelouro da Protecção Civil, Eduardo Rosa, disse à agência Lusa que a autarquia já tinha alertado o proprietário do terreno, que em tempos funcionou como aterro, e a concessionária da auto-estrada, a Brisa, para a possibilidade de acontecer um deslizamento de terras no local.
“Já tinha havido um conjunto de indícios e nós fizemos além daquilo que nos compete. A Brisa e proprietários são responsáveis por aquilo e contactámo-los. Fizemos notificações no sentido de chamar a atenção de que a zona não estava estável”, disse.
O responsável adiantou que “a autarquia estava preocupada com a situação daqueles terrenos há muito tempo”, embora nunca esperasse que “acontecesse um incidente com esta amplitude”.
O deslizamento de terras ocorrido sexta-feira soterrou parte da via da CREL – Circular Regional Exterior de Lisboa – e obrigou ao corte de circulação entre o túnel de Carenque e o nó de Belas e, segundo a Brisa, este corte deve manter-se nas próximas semanas.
No local encontram-se 60 camiões e cinco escavadoras para retirar as cerca de cinco mil toneladas diárias de terra que deslizaram para a via.
Segundo o porta-voz da Brisa, Franco Caruso, circulam, em média, cerca de 40 mil condutores entre o nó de Belas e a ligação à auto-estrada A16, que agora têm que procurar alternativas para as próximas semanas, como sair no nó de Belas e fazer um percurso dentro de localidades.
Questionado sobre se os condutores que tiverem que sair da CREL para voltar a entrar alguns quilómetros mais à frente nesta auto-estrada vão pagar a totalidade das portagens, Franco Caruso respondeu que “as pessoas quando andam na auto estrada pagam por cada sublanço que utilizam” e, dessa forma, não será feito qualquer desconto ao preço que actualmente já pagam.
Inaugurada em 1995, a CREL contemplou a construção de dois túneis, o de Carenque (junto a Belas) e o de Montemor que em 1996 sofreu o primeiro incidente com a abertura de um buraco de três metros provocado por infiltrações alegadamente devido a problemas “no revestimento de betão”.
Nesse ano, depois das infiltrações no túnel, foram os taludes laterais que se mostraram instáveis causando várias derrocadas e o desprendimento de pedras que provocaram sucessivos cortes parciais da via.
O então ministro do Equipamento, Planeamento e Administração do Território, João Cravinho, atribuiu esses problemas ao facto da auto-estrada estar desenhada em solos instáveis, considerando, na altura, que as “soluções construtivas ou de execução foram as menos adequadas”.