Mota-Engil atingiu em 2024 objectivos estratégicos definidos para 2026
O Grupo Mota-Engil publicou hoje os seus resultados anuais de 2024 que define como “os melhores de sempre”, assentes no recorde de volume de negócios, EBITDA e resultado líquido, antecipando em dois anos as metas definidas no Plano Estratégico para 2026. A carteira de encomendas de 15,6 mil milhões de euros traduz o maior ano de sempre em angariação de novos contratos

CONSTRUIR
Negócio PRO da Leroy Merlin ultrapassou 200 M€ de facturação
Sonae Arauco subscreve empréstimo de 200 M€ para “melhorar desempenho de sustentabilidade”
Mafra lança concurso de 7,5M€ para reabilitar habitações municipais
O ‘futuro’ do segmento das janelas, os prémios internacionais para Raulino, o projecto Surefit e Vila Galé em destaque no CONSTRUIR 524
Trump impõe tarifas sobre aço e alumínio
Recorde de participações portuguesas na Bauma 2025
Câmara de Viana lança concurso para o novo Mercado Municipal
Governo prepara pacote de investimentos em infraestruturas
Retalho português atrai investimentos de 1,2 MM€ em 2024 e antecipa um 2025 “animador”
O Grupo Mota-Engil publicou hoje os seus resultados anuais de 2024, “um período caracterizado por um desempenho muito positivo, e que permitiu, na conjugação dos principais indicadores, os melhores resultados de sempre”, refere em comunicado o Grupo.
A validar esse sentimento estão os resultados obtidos nos principais indicadores de actividade do grupo: “crescimento Volume de Negócios para 5.951 milhões de euros (+7%), um crescimento do EBITDA em 14% para 955 milhões de euros (alcançando uma margem de 16%, que coloca a Mota-Engil entre as construtoras com melhor desempenho operacional entre os seus peers internacionais) e um resultado líquido de 123 milhões de euros (+8% vs. 2023)” “Níveis inéditos de actividade e rentabilidade”, sublinha.
Na apresentação efectuada, o Grupo Mota-Engil sublinha que antecipou em dois anos alguns dos principais objectivos definidos no seu Plano Estratégico “Building´26”, a serem alcançados em 2026, o que levará ao início da elaboração, ainda em 2025, de um Novo Plano Estratégico com novos objectivos e ambições até 2030.
Relativamente ao desempenho financeiro, refira-se que o Grupo manteve novamente em 2024, como em anos anteriores, o rácio de dívida líquida / EBITDA abaixo de 2x conforme objectivo do Plano Estratégico, ainda que o Grupo tenha realizado investimentos no total de 511 milhões de euros (com 76% em áreas de crescimento como o Ambiente e Engenharia Industrial), o que configura a capacidade de conjugar uma actividade a níveis recorde com a melhoria da rendibilidade e controlo de endividamento, o que tem permitido reforçar a solidez do balanço.
Analisando o desempenho por áreas de negócios, destaca-se o crescimento de facturação em todas as áreas de negócio (8% em Engenharia e Construção, 10% no Ambiente e 5% na Mota-Engil Capital e MEXT), com destaque para o crescimento de 15% na actividade e de 41% no EBITDA em África, região na qual o Grupo tem uma posição entre as 10 maiores construtoras mundiais, e onde historicamente a Mota-Engil tem o segmento de actividade de maior margem operacional, o que contribuiu para a melhoria do desempenho do Grupo.
África foi a região que apresentou a melhor performance no período em análise, impulsionada pelas áreas de Engenharia e Construção e pela Engenharia Industrial , “tendo esta última trazido um contributo significativo para o volume de negócios e rendibilidade”.
A performance robusta em África reforça a confiança no crescimento para 2025 e anos seguintes, uma vez que a carteira de encomendas para os próximos anos já está assegurada. Em 2024 destacaram-se os novos contratos na Guiné (290MUSD para a extensão do contrato de mineração com o grupo Managem), Moçambique (contratp de 576MUSD de mineração com a Vulvan) e Ruanda (contrato de 500 MUSD para a segunda fase do Aeroporto Internacional de Bugerera com a Qatar Airways). Este último adjudicado em Novembro de 2024 no mesmo mês em que o grupo assinou contratos de engenharia industrial/mineração no valor global de 1, 4 MM USD na Costa do Marfim, Mali e Etiópia.
Portugal reforça peso na Europa
Na Europa o grupo reforçou a actividade em Portugal. A adjudicação do 1º troço da Alta Velocidade que terá um investimento de 2MM de euros, o início dos trabalhos no Novo Hospital de Lisboa e a adjudicação da 1ª fase de expansão do Aeroporto de Lisboa, constituem os principais destaques.
O volume de negócios na Europa decresceu 12% face ao período homólogo impactado pela conclusão da alienação dos negócios de engenharia e construção e imobiliário na Polónia. No final de 2024 a carteira de encomendas no continente ascendeu a 928 milhões de euros, com o mercado português a subir 57% face a 2023.
México permanece como principal mercado do grupo Mota-Engil na América Latina, apesar do projecto Trem Maya ter finalizado em meados de 2024. A carteira de encomendas na região atingiu os 4,2MM€, dos quais 71% no México, seguido pelo Brasil e pelo Peru que juntos representaram 23%.
Em 2024 o Grupo atingiu a maioria dos objectivos estratégicos estabelecidos para 2026.