Michael Page apresenta principais tendências do mercado de trabalho para 2025
Vários factores continuarão a ter uma forte influência na avaliação salarial, como a escassez estrutural de perfis qualificados e a incerteza que incentiva o tecido empresarial a agir com prudência. Simultaneamente, catalisadores como o desenvolvimento de novas competências, em particular ligadas à IA, transição ambiental e legislação, acentuam a complexidade dos desafios do mercado de trabalho em 2025

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A Michael Page, empresa de recrutamento líder, acaba de lançar o estudo anual sobre as principais tendências do mercado português de trabalho para 2025 para quadros médios e superiores em grandes empresas. Estabilidade económica moderada, desaceleração dos preços, escassez de talento, regulamentação, crescentes exigências dos candidatos, têm impacto em todos os sectores. O próximo ano de 2025 anuncia-se particularmente complexo com aceleração das transformações no mercado de trabalho.
“Em 2025, as empresas deverão enfrentar novos desafios relacionados com o desenvolvimento de novas competências, a competição por talento, especialmente em sectores como o tecnológico e industrial. Neste contexto, as empresas encontram-se numa encruzilhada, tentando responder às crescentes exigências dos candidatos em termos de salário, condições de trabalho e cultura empresarial, enquanto enfrentam restrições económicas e a necessidade de se adaptarem à nova regulamentação, como a directiva europeia sobre transparência e equidade salarial. As empresas que se ajustarem de forma proactiva a estas expectativas e reforçarem as suas políticas de diversidade e inclusão, terão mais vantagem competitiva para atrair e reter talento“, refere Álvaro Fernández, director-geral da Michael Page.
Entre as principais conclusões e perspectivas salariais para 2025 nos quadros médios e superiores das grandes empresas no sector de , destacam-se:
Engineering & Manufacturing:
Para o sector Engineering & Manufaturing 2024 foi um ano de novos desafios e oportunidades para o sector industrial em Portugal, reflectindo as mudanças globais e as dinâmicas internas do mercado, que levaram as empresas a repensar estratégias e a adaptar-se a novas realidades. Contudo, a resiliência do sector industrial continua a manifestar-se, impulsionada por avanços tecnológicos e pela procura constante de eficiência e inovação.
A escassez de talento qualificado continua a caracterizar o mercado de trabalho, com uma procura acentuada por perfis técnicos e operacionais. Entre as funções mais procuradas, destacam-se os engenheiros de processo, gestores de produção, responsáveis de manutenção e especialistas em automação e digitalização industrial. Esta escassez desafia as políticas de recursos humanos, que, além de salários competitivos, precisam de oferecer mais benefícios, como novas formas de flexibilidade e oportunidades de desenvolvimento profissional, para responder às expectativas de uma nova geração de colaboradores.
Este é um momento de transição e transformação, em que as indústrias são obrigadas a questionar os seus métodos e abraçar novas abordagens para prosperar num mundo em constante mudança. Nesta área, como indicação, os valores para a função de director geral podem variar entre os 110 mil a 170 mil euros, e o director de operações pode auferir até 92 mil euros.
Os níveis salariais em áreas técnicas de engenharia têm vindo a crescer nos últimos anos, com aumentos de 20% nos últimos dois anos em áreas como a automação e robótica, gestão de projectos, manutenção, engenharia de campo e logística.