Preço médio de venda de imóveis na Madeira sobe +9%
De acordo com a ERA Portugal, com base num estudo feito com base nos dados relativos à operação da sua rede imobiliária na Região durante o ano de 2023, o preço médio de venda dos imóveis na região rondou os 200 mil euros

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Com base na operação da rede no Arquipélago, o preço médio de venda dos imóveis na região rondou os 200 mil euros. Este valor representa um aumento de aproximadamente +9% em relação aos 183 mil euros registados no ano anterior.
De acordo com a ERA Portugal, com base num estudo feito com base nos dados relativos à operação da sua rede imobiliária na Região durante o ano de 2023. Os números evidenciam uma tendência generalizada de subida do preço médio de venda face a 2022, numa proporção que está bem acima da média nacional.
Para Rui Torgal, CEO da ERA Portugal, a explicação para esta tendência é simples: “O mercado imobiliário da Madeira enfrenta o mesmo problema estrutural que o do continente: oferta demasiado limitada para tanta procura. Nesta região o problema adensa-se porque, como sabemos, é muito procurada por estrangeiros com elevado poder de investimento que apreciam a qualidade de vida, clima e segurança que se vive na região”.
O aumento dos preços verificou-se tanto nos apartamentos, como nas moradias, com um crescimento na ordem dos 29% e de 5%, respectivamente. No entanto, os apartamentos acabam por se destacar ao passarem de aproximadamente 170 mil euros para 219 mil euros em média, com particular relevância nos concelhos do Funchal, Ponta do Sol e Santa Cruz.
Em sentido contrário, os terrenos passaram de um valor médio de 112 mil euros em 2022 para 83 mil euros em 2023 (-26%).
Neste indicador, é importante referir, ainda, que os preços de todas as tipologias, desde T0 a T4, aumentaram de 2022 para 2023. No entanto, são os apartamentos T2 (+20%), T0 (+25%) e T1 (+23%) que registam maior subida de preços. Na ponta oposta encontram-se os apartamentos T4 cuja subida foi apenas de 1%.
Relativamente ao perfil dos compradores, o ‘TOP4’ das nacionalidades dos clientes que mais compraram na Madeira em 2022 era composto por portuguesa, britânica, alemã e norte-americana. Em 2023 mantêm-se todas, alterando-se a ordem no ranking entre Alemanha e Reino Unido, à exceção dos Estados Unidos que são ultrapassados pela Bélgica.
Já para Nélia Neves, franquiada da ERA Funchal Sé, existem quatro motivos que justificam este fenómeno: “Forte procura do mercado estrangeiro e pouca oferta. Mesmo com o mercado residente a perder poder de compra devido à subida das taxas de juro, a procura estrangeira colmatou em grande parte essa diferença; muitos estrangeiros a estabelecerem-se definitivamente na Madeira (lazer, reforma ou trabalho remoto); estrangeiros que compram imóveis para rentabilizar / arrendar; e, por fim, a subida de preços tem também origem na grande quantidade de investidores na Madeira, que dispõem de muito capital para investir e revender”.