Fileira da Construção em missão à Costa do Marfim
A AEP e um grupo de empresas nacionais da fileira da construção integram uma missão empresarial à Costa do Marfim, um mercado onde o actual clima de estabilidade tem proporcionado o lançamento de importantes projectos de investimento

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Os empresários portugueses estarão em Abidjan de 27 de Fevereiro a 4 de Março e levam a agenda preenchida com reuniões com potenciais parceiros locais. Na mira as oportunidades criadas pelo lançamento de vários projectos de investimento, impulsionados pelo clima de estabilidade actual e pelo crescimento económica de um país que tem uma das principais economias da África Ocidental.
A comitiva liderada pela AEP – Associação Empresarial de Portugal integra quatro empresas: a Central Lobão, ferramentas para a construção, a Metalúrgica do Tâmega, máquinas para a indústria extractiva e para a construção, a Multihexa, fabrico e montagem de material em ferro e inox, e a Catari, andaimes. Estes empresários “vão ter reuniões com parceiros locais, que tiveram em conta o perfil e os objectivos definidos por cada empresa participante na missão”, adianta a AEP.
“O principal desafio das missões da AEP, que fazem parte do programa BOW – Business on the Way, é encontrar os parceiros locais certos para as empresas que nos acompanham. Esta é a 5ª missão empresarial à Costa do Marfim que a AEP organiza. A primeira foi em 2016 e para nós continua a fazer todo o sentido levar empresas a este mercado, nomeadamente se tivermos em conta que a Costa do Marfim apresenta inúmeras oportunidades em sectores tão diversos como a construção, maquinaria e ferramentas, turismo, novas tecnologias, energias renováveis, bens alimentares, produtos farmacêuticos, hospitalares”, lembra o presidente da AEP, Luís Miguel Ribeiro.
A Costa do Marfim pertence à CEDEAO, organização regional de integração económica dos países da África Ocidental, que compreende cerca de 230 milhões de consumidores. É membro da UEMOA – União Económica e Monetária da África Ocidental, iniciativa sub-regional de integração ao abrigo da qual foram eliminados os direitos aduaneiros aplicados às trocas comerciais. Também partilham uma moeda única (Franco CFA) entre os seus membros: Benim, Burkina Faso, Costa do Marfim, Mali, Níger, Senegal e Togo.
Tem uma forte produção de produtos naturais (cacau, óleo de palma e algodão). Também produz ouro e petróleo, detendo uma posição com alguma relevância em termos de reservas mundiais de crude.
Entre 2015 e 2019 a economia registou um forte crescimento. Em 2020 e 2021, os efeitos da pandemia, associados ao abrandamento da procura global, provocaram uma descida. Para 2022, prevê-se que o aumento da procura interna e da envolvente externa conduza a um crescimento do PIB.
O ano passado, o projecto BOW – Business on the Way, desenvolvido pela área Internacional da AEP, promoveu a participação de 130 empresas em 17 acções, entre feiras internacionais, missões empresariais (virtuais, físicas e inversas), em 22 mercados distintos. Em 2020, o BOW organizou 16 acções de internacionalização, entre feiras, missões empresariais e missões inversas, em 22 mercados, tendo envolvido 120 empresas.