“Resultados continuam a assegurar a capacitação do país para os desafios esperados”

Por a 30 de Setembro de 2020

A Ordem dos Engenheiros “congratula-se com os resultados da 1.ª fase do concurso nacional de acesso, que demonstram que as engenharias se mantêm na liderança nas preferências dos candidatos que optam pelo ensino superior”. Em comunicado a OE sublinha que a “escolha dos jovens portugueses pelas áreas científicas e tecnológicas, uma tendência que se tem vindo a consolidar nos últimos anos, é um excelente indicador sobre a capacidade e capacitação do país para enfrentar os desafios que se colocam no futuro próximo, a médio e longo prazos, porquanto à excelência das nossas escolas de engenharia alia-se a excelência destes alunos, que agora iniciarão o seu percurso universitário”

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De acordo com os dados divulgados pela Direção-Geral do Ensino Superior, dos 12 cursos com notas de admissão mais elevadas, seis são de engenharia, sendo que quatro deles ocupam os primeiros lugares da lista. O curso de Engenharia e Gestão Industrial da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP) e os cursos de Engenharia Aeroespacial e Engenharia Física e Tecnológica do Instituto Superior Técnico (IST) obtiveram a nota mais elevada de acesso, tendo o último candidato sido colocado com a média de 19,13. Bioengenharia, da FEUP, regista a nota de 19,10.

A área das Engenharias seguiu a tendência geral dos restantes domínios do conhecimento, com um número superior de vagas relativamente aos anos transatos e com mais candidatos colocados. Assim, das 12.697 vagas existentes para engenharia (mais 1.373 do que em 2019), foram preenchidas 10.227 (face a 8.866 em 2019), tendo sido ocupadas nesta 1ª fase de acesso 95,75% das vagas disponíveis nas universidades e 57,47% nos institutos politécnicos.
A análise dos resultados permite ainda concluir que houve uma diminuição do número de cursos com menos de 15 candidatos colocados (62 cursos face aos 76 de 2019).

Dentro das especialidades da Ordem dos Engenheiros, no cômputo geral do ensino universitário e politécnico, regista-se uma apreciável taxa de colocações: Naval e Materiais (com colocações acima dos 100%), Química e Biológica (93,82%), Informática (89,58%), Florestal (87,50%), Mecânica (82,61%), Geológica e Minas (79,00%), Eletrotécnica (76,88%), Ambiente (60,06%).

A Engenharia Civil, especialidade que nos últimos anos tem registado um decréscimo na procura, viu o número de vagas aumentar de 845, em 2019, para 965, em 2020, sendo que na FEUP e no IST o número de candidatos colocados foi superior ao número de vagas abertas e na Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa e na Universidade do Minho foram preenchidos 100% dos lugares disponíveis.

No total, considerando o ensino universitário público e o ensino politécnico, engenharia civil preencheu 547 das 965 vagas oferecidas nesta 1.ª fase de candidaturas.

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