Entrecampos: 85,5 M€ serão aplicados em habitação a custos acessíveis
O valor pelo qual a Fidelidade Property arrematou os terrenos de Entrecampos resultou num encaixe de mais de 85,5 milhões de euros para a autarquia, valor esse que vai ser aplicado em habitação para a classe média

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A promotora Fidelidade Property comprou em hasta pública os terrenos da antiga Feira Popular, em Entrecampos, por um valor de 238,5 milhões de euros, mais 85,5 milhões que as expectativas da Câmara Municipal de Lisboa (CML). O excedente que resultou da vendas será entretanto aplicado em habitação a custos acessíveis, confirmou Fernando Medina, presidente da CML.
A hasta pública incluía ainda uma parcela na Avenida Álvaro Pais, que foi comprada pela seguradora por 35,4 milhões.
“Um dia de grande importância para a cidade” e também “de felicidade para toda a equipa”, afirmou Fernando Medina, que adiantou a decisão de promover uma alteração ao orçamento do município para que a receita extra “seja integralmente afecta à habitação para as classes médias”. O processo, disse, “decorreu de forma exemplar, com transparência, com publicidade, com divulgação e com verdadeira concorrência”.
O presidente da autarquia explicou que o objectivo é aplicar a receita excedente “na construção de habitação para as classes médias, para os jovens, para as famílias trabalhadoras, com filhos, que têm hoje dificuldade em encontrar essa casa”, e com rendas “que verdadeiramente as pessoas podem pagar”.
Medina sublinhou ainda que o resultado da hasta pública permite “resolver um problema que há mais de 15 anos afligia a cidade” – o desenvolvimento da zona de Entrecampos – e clarificou que ao valor da venda serão subtraídos as taxas e impostos a pagar posteriormente, pelo que o encaixe será de “mais de 300 milhões de euros”.
Recorde-se que a Operação Integrada de Entrecampos prevê a construção de 700 fogos de habitação de renda acessível naquela zona da capital (515 construídos pelo município) e de um parque de estacionamento público na Avenida 5 de Outubro. A operação está orçada em 800 milhões de euros, dos quais 100 milhões serão responsabilidade do município.
Nos terrenos da antiga Feira Popular vão nascer mais 279 habitações, que serão colocadas em regime de venda livre, e escritórios, que a autarquia prevê que levem à criação de 15 mil novos empregos.