“Esta crise obrigou os arquitectos a focarem-se no essencial”
“A arquitectura não é um privilégio das grandes metrópoles, mas sim um direito de todas as cidades”

Ana Rita Sevilha
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2015 foi um grande ano para o atelier spaceworkers. Carla Duarte, Henrique Marques e Rui Dinis conquistaram o reconhecimento internacional ao vencer o Archdaily Building of the Year e o Architizer A+Awards, assim como fazendo parte do restrito grupo de ateliers emergentes Architects Directory 2015 da Wallpaper*. Em entrevista ao Construir, os arquitectos do atelier sedeado em Paredes fazem uma radiografia da actividade e do mercado e olham com optimismo para 2016
O ano de 2015 foi um ano em grande para o atelier. Conquistaram o Archdaily Building of the Year e o Architizer A+Awards e integraram o grupo de ateliers emergentes Architects Directory 2015, eleitos pela Wallpaper*. Numa frase como resumiriam o ano?
Foi um ano cheio de boas surpresas que nos forneceram uma motivação extra para continuarmos a acreditar que a arquitectura não é um privilégio das grandes metrópoles, mas sim um direito de todas as cidades.
O reconhecimento internacional alcançado em 2015 já se traduziu em encomenda?
Com o reconhecimento internacional, vimos destacado o nosso valor, facto que infelizmente o mercado nacional demora a reconhecer. A tradução directa do reconhecimento em encomenda, ainda não se fez sentir de forma exponencial. Apesar de termos vontade de experimentar o mercado internacional, essas oportunidades ainda não surgiram, continuamos essencialmente dedicados ao mercado interno, com oportunidades essencialmente privadas, mercado que de resto nos agrada bastante.
Quais as vossas perspectivas para 2016?
2016 esperamos que seja um ano cheio de novos projectos, no fundo julgamos que é um desejo que será transversal a todos os jovens ateliers nacionais. Esperamos ver concluídos três dos nossos projectos, em fase final de construção, que acreditamos poder vir a contribuir para uma maior notoriedade do nosso atelier, e quem sabe, poder representar a arquitectura nacional, numa nova oportunidade. Esperamos ainda que este ano consiga abrir portas para o mercado internacional, e poder chegar a um outro tipo de público no mercado nacional.
Delinearam alguma estratégia para este ano?
Honestamente ainda não tivemos muito tempo para pensar numa estratégia para o ano. Os trabalhos vão exigindo muito tempo, pois exigimos o melhor de nós em cada projecto, o que nos deixa pouco tempo para delinear uma estratégia concreta. Sabemos o que queremos continuar a fazer, e queremos manter a qualidade (ou pelo menos aquilo que acreditamos ser), do que fazemos, essa é talvez a única estratégia clara que temos.
Desde que criamos o atelier, há praticamente 9 anos, nunca fomos muito obcecados por uma estratégia a seguir. Sempre tivemos um desejo de poder ir consolidando o nosso percurso procurando fazer sempre o que acreditamos com a paixão que temos por esta profissão e pela arquitetura.
Os últimos anos foram duros para a Arquitectura e para os Arquitectos, nomeadamente pelos efeitos da crise económica. Que análise fazem ao Mercado actual? Sentem que melhorou?
Os últimos anos, foram simultaneamente os nossos primeiros anos. Nunca conhecemos uma realidade diferente dos mercados. Achamos que apesar de tudo, esta crise, criou novas oportunidades para a arquitectura, obrigou os arquitectos a focarem-se no essencial, o espaço e menos na sua “ornamentação”. Houve uma espécie de emagrecimento da arquitetura, que explora uma maior plasticidade dos materiais no seu estado “bruto”, natural, e isso agrada-nos. Com este emagrecimento, o mercado está a conseguir, muito lentamente, crescer, ou se preferirem, recuperar. 2015, foi um ano em que sentimos que o trabalho privado aumentou, mas não sabemos se este aumento será isolado ou se significa um crescimento transversal a todo o sector.
Em que projectos estão a trabalhar neste momento?
Neste momento o atelier, está a trabalhar numa série de projectos de habitação uni-familiares, de escalas e linguagem completamente diferentes. Estamos ainda a desenvolver um edifício de cariz social, um projecto hoteleiro e ainda alguns projectos de remodelações interiores.
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