“Juntos seremos mais fortes”
Numa conversa que se movimentou entre o internacionalizar arquitectos e gabinetes e o exportar serviços, ficou claro que as duas opções são válidas

Ana Rita Sevilha
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O Construir reuniu hoje para uma conversa informal subordinada ao tema da “Internacionalização da Arquitectura”, um conjunto de arquitectos portugueses, no sentido de debater as questões da internacionalização e da exportação tão na ordem do dia. Aos oradores convidados juntaram-se na assistência engenheiros e profissionais do sector da construção, mostrando que esta é uma questão transversal ao sector.
Pedro Matos Gameiro, do atelier Matos Gameiro, Luís Barros, partner da Saraiva & Associados, Marco Paz, co-fundador da marca registada LogoExisto, Nuno Malheiro, Presidente do Focus Group e Cláudio Sat, Vogal da Ordem dos Arquitectos, foram os oradores convidados a expor as suas ideias, estratégias e preocupações.
Numa conversa que se movimentou entre o internacionalizar arquitectos e gabinetes e o exportar serviços, ficou claro que as duas opções são válidas, sendo que a primeira exige maior investimento e maior escala logo, a necessidade de parcerias ou de os gabinetes portugueses se juntarem para ganharem escala e dividir riscos. Uma necessidade sublinhada por Nuno Malheiro que não tem dúvidas que “se nos juntarmos em grupo e dividirmos riscos, seremos mais fortes”
À luz de exemplos como o do Focus Group ou do gabinete Saraiva & Associados, Nuno Malheiro e Luís Barros partilharam experiências e dificuldades do que é um processo de internacionalização nos diversos mercados em que estão presentes, sempre na óptica de uma cultura empresarial que é inevitável a quem queira seguir os seus passos.
Por outro lado, Pedro Matos Gameiro foi a voz as exportação. Com 100% dos actuais clientes fora de Portugal, o atelier está a projectar para fora do país mas também tem encomenda estrangeira para Portugal e segundo Pedro Gameiro, na sua perspectiva, é o que faz sentido. Divulgação por parte da Ordem dos Arquitectos ou de outras associações da arquitectura portuguesa em publicações de prestígio internacionais e a existência de delegações que dessem apoio e enquadramento legal no âmbito da diplomacia, seriam passos importantes para facilitar a entrada de portugueses noutros mercados e que segundo Matos Gameiro, não exigem grandes custos.
Cláudio Sat lembrou que a Ordem dos Arquitectos é uma voz activa nestas questões e tem o tema da Internacionalização em cima da mesa. Preocupados com os dados actuais que mostram que a cada mês 50 arquitectos pedem certificados para sair do país e entregar nas associações congéneres, Cláudio Sat sublinhou que a Ordem tem como missão e objectivo internacionalizar a arquitectura portuguesa para que os seus membros possam exportar serviços.
Por último, Marco Paz centrou o debate no contexto nacional e nas oportunidades de trabalho que existem na área e que podem ser aproveitadas, lembrando que é importante reflectir sobre o estado actual em que os arquitectos estão hoje a desenvolver o seu trabalho.