Imobiliário

“Vamos continuar na Alta de Lisboa com um novo investimento de 300M€”

Quase 10 anos depois de iniciarem a sua actividade, a Solyd Properties adaptou a sua estratégia às necessidades do mercado. Posiciona-se como um promotor de ‘mini-cidades’ para a classe média, com o foco no bem-estar e na qualidade. É também um dos primeiros promotores a ter políticas muito concretas de ESG e a criar uma estratégia de actuação em torno desses objectivos, onde acredita que a construção off-site vem dar respostas a muitos destes desafios

Cidália Lopes
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“Vamos continuar na Alta de Lisboa com um novo investimento de 300M€”

Quase 10 anos depois de iniciarem a sua actividade, a Solyd Properties adaptou a sua estratégia às necessidades do mercado. Posiciona-se como um promotor de ‘mini-cidades’ para a classe média, com o foco no bem-estar e na qualidade. É também um dos primeiros promotores a ter políticas muito concretas de ESG e a criar uma estratégia de actuação em torno desses objectivos, onde acredita que a construção off-site vem dar respostas a muitos destes desafios

Cidália Lopes
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Ao CONSTRUIR, Gonçalo Cadete, co-fundador da Estoril Capital Partners e chief executive officer da Solyd Property Developers revelou os investimentos previstos em novos projectos na Alta de Lisboa e em Loures, assim como a intenção de recuperar uma ideia já antiga – o Built to Rent

Na promoção imobiliária desde 2015, ou seja, quase 10 anos depois de terem iniciado a vossa actividade, que balanço fazem?

Na verdade, para ser mesmo correcto, começámos em 2014. E começámos como Estoril Capital Partners no dia 3 de Julho, sendo que, no entanto, o primeiro investimento só foi formalizado em Maio de 2015. Entretanto, em Portugal, estávamos a sair da crise depois de anos muito complicados como foram 2012, 2013 e 2014 e começou a haver alguma actividade de reabilitação. Já existiam pelo menos dois promotores mais especializados que tinham começado a comprar e a desenvolver projectos. E, nesse sentido, achamos que era uma área onde valia a pena investir.

Começámos, então, em 2015, na reabilitação a fazer o percurso normal: comprar edifícios degradados ou em mau estado e depois reabilitá-los. Os primeiros projectos foram em Lisboa e no Monte Estoril.

Houve, portanto, uma primeira fase da nossa existência, digamos assim, onde apostámos nesse tipo de projectos, até 2019. Entretanto, começámos a ter uma perspectiva de escala diferente e que não seria possível com projectos de reabilitação no centro das cidades, onde no, máximo, conseguíamos ter 40 apartamentos. Até porque o nosso parceiro, a Oaktree, enquanto investidor institucional, precisava de um volume de investimento, que se tornava mais difícil atingir apenas com projectos de reabilitação.

Então, a partir de 2018, pensámos que o mercado estava a ficar um bocado saturado. Era um mercado que estava muito dependente dos compradores estrangeiros e dos Golden Visa. Foi quando pensámos: “Vamos diversificar”. Começámos, então, a olhar para construção nova, para o segmento médio, médio-alto. Havia muita disponibilidade de terrenos, custos de entrada bastante baixos e um desequilíbrio brutal entre procura e oferta.

No fundo, isso acabou por ser um percurso natural do vosso crescimento também, não é?

Sim. No fundo, perante uma análise dos diferentes segmentos de residencial, obviamente que nós começámos a desenvolver esta expertise. Na nossa equipa, todos tínhamos experiência, fosse na óptica do investidor, ou na óptica mesmo do promotor e do desenvolvimento ou da gestão imobiliária, mas, como empresa digamos, de promoção, não tínhamos.

Começámos na reabilitação e depois, então, foi muito natural evoluir para a construção nova porque, lá está, em busca de escala, em busca de um segmento de mercado onde, estruturalmente, houvesse um maior desequilíbrio entre procura e oferta e onde pudéssemos investir com escala e com margem. E também, de alguma forma, responder a uma necessidade do mercado, que se irá continuar a verificar.

Sim, até porque este tipo de projectos têm de ser pensados, também, a longo prazo…
Sim. Isso é uma questão que nós temos tido no nosso País, enfim, e que agora temos esperança, que com o novo Governo e o Simplex estes processos possam ser melhorados. A verdade é que temos tido sempre uma instabilidade legislativa relativamente grande, à qual se junta a questão de processos de licenciamento muito longos.

É curioso que quando começámos e, porque ainda havia poucos projectos a vir para o mercado ou em processo de licenciamento, as câmaras eram muito rápidas. Mas depois, rapidamente, entupiram e os processos começaram a demorar muito tempo e, obviamente, isso é muito frustrante na óptica do ciclo de desenvolvimento do projecto e que leva, muitas vezes, à necessidade de rever os planos de investimentos.

Como se posicionam neste momento no mercado?
A nossa estratégia tem sido ir ao encontro das necessidades do mercado. Iniciamos no segmento alto, com a reabilitação. Depois o empreendimento Mirear, em Miraflores é para um segmento, claramente, de classe média alta. O Altear é classe também média / média alta, eu diria, abaixo desta. E Loures, Santo António dos Cavaleiros, claramente, segmento mais médio.
Mas o nosso desígnio é ir ao encontro, digamos, da maior massa de portugueses, que são famílias de classe média. E, portanto, estamos muito atentos aos programas todos das câmaras, do Governo, e o nosso desígnio é ir nesse sentido.

Quando entraram no mercado da habitação nova começaram a ter projectos apenas em Lisboa ou na Grande Lisboa. O que procuram quando desenvolvem um projecto?
Não temos muitas localizações, mas nas localizações onde estamos, temos uma dimensão significativa e, de alguma forma, dominamos ou somos o promotor preponderante nessa localização. E, sim, tem sido de facto uma estratégia.

A ideia é escolher uma localização que vá ao encontro, digamos, das tendências, tendências estas que até acabaram por ser muito acentuadas com o Covid, ou seja, o facto de as pessoas passarem cada vez mais tempo nas suas casas.

Não só em lazer, mas também a trabalhar, portanto, em inglês, ‘homification’, em que a casa passou a ter uma importância muito maior do que tinha.

Para nós que fazemos habitação nova, esta tem que ser confortável e tem que oferecer uma série de infraestruturas que permitam também tornar essa vivência mais agradável. Por estes motivos faz-nos sentido apostar em projectos maiores.

No fundo, como uma ‘mini cidade’ ou as chamadas cidades dos 15 minutos…
Exactamente. Sim, no fundo é que tentamos recriar. Para a Solyd este conceito já é o presente. Temos de olhar para a localização e pensar no que se consegue criar nessa localização, tanto na nossa casa como na infraestrutura do condomínio e na envolvente.

Por exemplo, o Mirear, aqui em Miraflores. De um lado temos um parque municipal, de outro lado temos Monsanto, perfeitamente acessível, porque tem uma passagem subterrânea. Ao mesmo tempo, no que diz respeito ao condomínio, temos uma série de infraestruturas que nos permite, se quisermos, sair de casa e estar a trabalhar no condomínio, ou ir dar um mergulho numa piscina, ou ir correr no ginásio, e depois, ao mesmo tempo, na nossa casa, temos varandas muito grandes, janelas com vãos também muito generosas e, portanto, eu estou em casa, mas tenho quase um prolongamento para a rua, obviamente, numa lógica de apartamentos, que é o que nós fazemos.

Estamos sempre a olhar para novas localizações nesta lógica e em zonas que permitam, também uma lógica de continuidade, como é o caso da Alta de Lisboa, que se desenvolveu muito a partir do momento que começámos ali a construir, em particular porque estamos numa área que percepcionada como sendo pouco segura e que estava abandonada há anos.

Em que fase se encontra actualmente o Altear?
O Altear conta com 10 edifícios, dos quais sete já estão concluídos e entregues. Temos um que até ao final do ano ficará, também, concluído e depois vamos ter mais dois. São no total 536 apartamentos e 27 espaços comerciais e está praticamente todo vendido. Temos muito poucas unidades que restam no Altear Jardins 1 e 2, que são os últimos dois edifícios que ainda se encontram, digamos, numa fase intermédia de construção. A ideia é, que até ao próximo ano, consigamos entregar a totalidade dos dez edifícios.

E prevêem continuar a investir na Alta de Lisboa?
Sim, na realidade vamos avançar para uma segunda fase do Altear e que será ainda maior. Prevemos um investimento na ordem dos 300 milhões de euros [o do Altear I foi de 225 milhões de euros], porque se trata de um plano ainda maior, mas que neste momento se encontra em diferentes fases de licenciamento.

Dado que o vosso plano de construção nova continua, que outras localizações vos poderiam, igualmente, despertar interesse?
Eu diria que não somos um promotor do centro de Lisboa e indo ao encontro da ideia de fazer empreendimentos para o segmento de classe média alta e de classe média, com as tais características que já falámos, procuramos localizações na periferia, nomeadamente Área Metropolitana de Lisboa, tanto na margem Norte como na margem Sul.

Zonas com uma boa rede de transportes, educação, saúde, serviços, que tenham escala e que permitam, no fundo, desenvolver de forma continuada, para o futuro, a localização.

Neste sentido, ainda temos capacidade para desenvolver mais projectos tanto na Alta de Lisboa, como em Santo António dos Cavaleiros, onde temos o Élou.

Como é que se processa essa continuidade?
Vamos comprando lotes, vamos aprovando projectos e vamos desenvolvendo. Nós temos o desígnio, mas, enfim, como gostamos de fazer as coisas de forma
sustentada e já analisámos várias oportunidades, mas nunca acabámos por concretizar, tanto na área Metropolitana do Porto, como no Algarve. Mas, portanto, vemo-nos nessas três localizações.

Os vossos projectos têm, também, uma grande preocupação com sustentabilidade e a mobilidade. De que forma estes aspectos são hoje determinantes para o tipo de habitação que querem desenvolver?
Tentamos, por um lado, que as infraestruturas de transporte sejam muito boas e depois também apostar em tudo o que é mobilidade eléctrica. Em todos os nossos empreendimentos temos pré-instalação para a instalação de carregadores eléctricos e gestão inteligente desses carregadores.

Claro, hoje há todo um novo paradigma ao qual não é possível ficar alheio. Aliás, temos uma parceria com a EDP para termos acesso às soluções mais sofisticadas, tanto a nível de carregamento, como depois da gestão.

E essa parceria está presente em todos os vossos empreendimentos?
Sim, em todos eles. Há uma preocupação grande a vários níveis. Por um lado, com a eficiência energética e neste sentido, o Élou é NZEB. Não obstante, tratar-se de um projecto para a classe média, existe um conjunto de equipamentos como painéis solares, bombas de calor, elevadores de alto rendimento, com poupança de energia e que geram a sua própria energia no movimento descendente. Também os revestimentos, assim como as caixilharias com todas as janelas a apresentarem um comportamento térmico e acústico também de elevado desempenho.

Por exemplo, o tema da água e da poupança da água é importantíssimo e neste capítulo temos uma parceria com a Grohe, já que é uma empresa que têm uma serie de sistemas com poupanças de até 70% do consumo de água. Por exemplo, os chuveiros têm injecção de ar para terem pressão e, ao mesmo tempo, consumir menos água, sem que se perca a experiência do duche.

Depois, temos também uma preocupação muito grande ao nível dos resíduos, da utilização de materiais reciclados e que possam, por sua vez, ser também recicláveis. Este aspecto está cada vez mais presente nos nossos projectos, até porque somos dos poucos promotores com relatórios de sustentabilidade publicados e onde detalhamos tudo o que fazemos em termos de sustentabilidade e ESG.

Como é que isso se traduz na prática?
Por exemplo, todos os nossos contratos com os empreiteiros, com os fornecedores, têm uma série de cláusulas que obrigam à gestão de resíduos, a uma série de preocupações, também, com a mão de obra. Portanto, com todas as fases. Temos, também, promovido, a industrialização, tanto fora, como na própria obra. Para quê? Para termos menos resíduos, para aumentar o nível de reciclagem.

Existe uma série de medidas que vão no sentido de fazer com que haja menos emissões, menos resíduos, um tratamento muito mais eficaz desses resíduos, uma incorporação muito maior de materiais reciclados e recicláveis.

E, depois, uma série de componentes de eficiência energética, tanto ao nível da electricidade, como quanto à água. A incorporação de bombas de calor, painéis solares ou fotovoltaicos. Somos um promotor com uma grande preocupação técnica. Mais de metade da nossa equipa são engenheiros e arquitectos, o que acaba por nos dar outra visão dos projectos.

O que é que muda?
Temos muito cuidado com os projectos, com a contratação desses projectos, com o acompanhamento próximo dos empreiteiros e do produto final. O facto de fazermos parte de uma organização internacional, imputa-nos essa responsabilidade. Estamos agora a preparar o nosso terceiro relatório. Tudo isto é um processo, em que estamos continuamente a melhorar.

Mas ter poucos projectos também nos permite ter um maior impacto, uma maior intervenção no próprio território. E trabalhar com as várias entidades. E fazer a diferença no fim do dia. É isso que nós queremos.

Há aqui uma ‘democratização’ da qualidade?
Exactamente. Ou seja, não estamos a fazer um produto diferente só porque tenho públicos-alvo diferentes, seja em termos de conceito arquitectónica, seja ao nível das comodidades, das áreas ou dos materiais. Queremos padronizar e julgo que neste caso a industrialização veio dar um importante impulso.

Acompanhar as diferentes tendências, tanto em termos de materiais, como de industrialização e de padronização, permite ir nesse sentido?
Porque é que para nós a escala é importante? Obviamente, é nesta perspectiva de criar cidade, mas também é no sentido de ter uma escala grande que permita diluir os custos e, portanto, permite-nos também ter um melhor produto.

Sabemos que os custos de construção têm um peso enorme e que isso se reflecte no preço final. É muito mais difícil oferecer o produto de Loures ao preço que está, do que o preço em Miraflores. É por isso que poucos promotores investem nesse segmento.

É necessário fazer uma grande gestão ao nível dos custos e a industrialização permite-nos isso. Por exemplo, no Élou o desafio foi criar um produto funcionalmente muito agradável e com padrão alto e por isso desenvolvemos um projecto em que determinados elementos pudessem ser padronizados. Isto acontece, por exemplo, ao nível de todas as grades das varandas ou com os armários ou, até, com as casas de banho que são pré-fabricadas e instaladas posteriormente.

Há um conjunto de técnicas industriais e de escolha de materiais modernos que fazem com que a percepção seja de grande qualidade, tanto em termos de durabilidade e que, ao mesmo tempo, seja eficiente em termos de custos.

Nós começámos os ensaios no segmento alto, mas queremos ir, cada vez mais, para um segmento popular, mas não é uma coisa muito fácil de fazer. É uma discussão que temos muitas vezes com as Câmaras, muitas vezes com os bancos e que todas essas entidades nos têm apoiado neste movimento, mas é um desafio.

Sobre o Simplex, como olham para as alterações que este programa está a trazer?
Estamos todos bastante optimistas. Mas da nossa parte, que temos projectos com dimensão e que, por isso, desenvolvemos uma relação relevante com as Câmaras, mas também com os bancos, que não se irá alterar com estes novos processos.
Obviamente que, tudo o que diminua prazos de licenciamento, de regulamentações e de procedimentos é muito positivo para o mercado.

Também ao nível da exigência de um maior acompanhamento da obra não nos parece problemático, até porque na maior parte dos financiamentos bancários, já tínhamos fiscalização externa alinhada com as entidades financiadoras.

Mas isso já existe noutros países, já é assim noutros países, e de alguma forma também era o que a indústria pedia há muitos anos. No fundo, há aqui algumas ‘dores de crescimento’, mas que é normal.

Ainda no residencial, que outros segmentos não descartam e que é uma possibilidade de investimento?
Há um que é natural e que nós, no fundo, estamos a analisar. No passado até dissemos que gostávamos de entrar, que é o Build to Rent. Portanto, o desenvolvimento de projectos voltados para arrendamento.

A rentabilidade desses projectos é mais baixa do que o Build to Sell, portanto, de projectos para venda. E, portanto, quer dizer, quando nós pesamos na balança, tem sido economicamente muito mais favorável. Mas é qualquer coisa que está no nosso radar e não descartamos, inclusivamente, fazer um piloto para ensaiar um projecto para arrendamento.

E procuram alguma parceria para esse tipo de projecto?
Não, não. Nós temos as competências para fazer. E depois o que acontece, tipicamente, é que esses projectos, depois de estarem feitos e com os apartamentos arrendados, são adquiridos por investidores institucionais, como seguradoras, fundos de pensões, esse tipo.

 

Sobre o autorCidália Lopes

Cidália Lopes

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Casa da Arquitectura (créditos: Romullo Baratto Fontenelle)
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Casa da Arquitectura atribui 10 bolsas de doutoramento para estudo de acervos da instituição

A decorrer até 3 de junho 2024 (hora de Lisboa), as candidaturas para as bolsas destinam-se às áreas de Arquitectura, Urbanismo, Território, com especial relação aos acervos, espólios e colecções da Casa da Arquitectura

CONSTRUIR

A Casa da Arquitectura abriu concurso para a atribuição de 10 bolsas de investigação para doutoramento, financiadas pela Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT), ao abrigo do protocolo de Cooperação para Financiamento do Plano Plurianual de Bolsas de Investigação para estudantes de doutoramento celebrado entre as duas entidades.

A decorrer até 3 de junho 2024 (hora de Lisboa), as candidaturas para as bolsas de investigação para doutoramento destinam-se às áreas de Arquitectura, Urbanismo, Território, com especial relação aos acervos, espólios e colecções da Casa da Arquitectura e conteúdos relacionados com a teoria, história e prática da arquitectura, tecnologia construtiva, sustentabilidade e economia energética ao abrigo do Regulamento de Bolsas de Investigação da FCT (RBI) e do Estatuto do Bolseiro de Investigação (EBI).

As bolsas de investigação para doutoramento destinam-se a financiar a realização, pelo bolseiro, de actividades de investigação conducentes à obtenção do grau académico de doutor em universidades portuguesas, em programas de doutoramento acreditados nas áreas científicas relacionadas com os tópicos descritos no presente Aviso.

As atividades de investigação conducentes à obtenção do grau académico de doutor dos bolseiros selecionados devem estar enquadradas no plano de atividades e estratégia da Casa da Arquitectura – Centro Português de Arquitectura.
O plano de trabalhos decorrerá integralmente numa instituição nacional (bolsa no país). A duração das bolsas é, em regra, anual, renovável até ao máximo de quatro anos (48 meses), não podendo ser concedida bolsa por um período inferior a três meses consecutivos.

As Bolsas de Investigação para Doutoramento destinam-se a candidatos inscritos ou a candidatos que satisfaçam as condições necessárias para se inscreverem num Programa de Doutoramento e que pretendam desenvolver atividades de investigação conducentes à obtenção do grau académico de doutor, conferido por universidades nacionais.

Cada candidato poderá submeter apenas uma candidatura, sob pena de cancelamento de todas as candidaturas submetidas.

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Exponor recebe Empack e Logistics & Automation Porto a 9 e 10  de Abril

A 9.ª edição da única feira nacional que abastece toda a cadeia de valor da fileira mostra como a automação inteligente, as embalagens sustentáveis e a logística verde podem reduzir custos, minimizar impactos ambientais e impulsionar a competitividade empresarial. Mais de 40% dos 90 operadores económicos confirmados vêm de Espanha, Alemanha, Irlanda, Itália e Suécia

Chama-se Japet.W+ (na imagem), combina a engenharia e a tecnologia avançadas corporizadas pela iDR – Domótica e Robótica e é um exoesqueleto activo projectado para proteger a coluna durante o trabalho e, assim, reduzir o risco de lesões e acidentes, aliviando o esforço na zona lombar dos trabalhadores do sector logístico. O equipamento – que é o único exoesqueleto motorizado que preserva as costas dos utilizadores durante todos os movimentos, limitando o impacto na coluna vertebral durante a manipulação de cargas – é apenas uma das muitas inovações em destaque durante a Empack e Logistics & Automation Porto 2025, que decorrerá de 9 a 10 de Abril na EXPONOR, em Matosinhos, sob organização da Easyfairs.

No único evento nacional que representa e abastece – de soluções e conhecimento – toda a cadeia de valor das áreas da embalagem e da (intra)logística estará também sob os holofotes um outro membro da família exoesquelética, Artus de seu nome. Trata-se de uma solução, de primeira geração, que impede os dedos dos utilizadores de fazerem… o que não devem. Ou seja, foi concebido principalmente para evitar que as articulações digitais dos trabalhadores se estendam em demasia. Mas também oferece protecção contra cortes e esmagamentos. Um recurso com que a empresa pretende “mudar o sector do suporte ergonómico e dos exoesqueletos para os dedos”.
Muitas das mudanças operadas e das inovações em curso no circuito de todo o sector, nos últimos 10 anos, passa(ra)m pela Empack e Logistics & Automation Porto, que vai crescer 30% em número de empresas expositoras nesta edição. Dos 90 operadores económicos que já confirmaram presença até à data, cerca de 43% são estrangeiros. De Espanha, sobretudo, mas também provenientes da Alemanha, Irlanda, Itália e Suécia.

E haverá muitas novidades para assimilar durante os dois dias do certame. Por onde passarão sistemas robóticos com inteligência artificial (IA) para armazenamento multidireccional de paletas; soluções de nova geração em impressão e codificação; recursos inovadores de rastreamento de padrões de erro e minimização de inactividade no processo de picking; novos materiais e consumíveis com grande incorporação de factores de sustentabilidade ambiental; paletas higiénicas (ideais para acondicionar e movimentar produtos especiais, como alimentos, fármacos, cosméticos e químicos) e paletes verdes (ecológicas, feitas com resíduos); softwares de gestão de armazenamento com IA integrada; dispositivos de mapeamento térmico e de partículas em suspensão em diferentes tipologias de espaços de trabalho; contentorização revolucionária para transporte de diferentes volumes e uma enorme variedade de equipamentos, produtos e serviços, que servem quase 30 segmentos de actividade em exposição.
Perto de 30 conferências: Andrea Iorio é keynote speaker
A Empack e Logistics & Automation Porto 2025 acontece num momento em que o sector português de embalagem começou já a pesar – e a ultrapassar – os impactos (mais e menos imediatos) das novas regras europeias para os plásticos de utilização única e a diminuição das embalagens para evitar desperdício. Um tema que ver-se-á espelhado na feira em dois momentos de reflexão, no programa de conferências (perto de 30 iniciativas), que leva à tribuna protagonistas multissetoriais de alto nível.
O keynote speaker da exposição é desta vez Andrea Iorio, um dos palestrantes internacionais que mais se tem distinguido na abordagem da transformação digital, inteligência artificial, inovação e empreendedorismo, na intersecção dos temas com os negócios, a filosofia e a neurociência. “Inteligência híbrida: as novas competências profissionais na era da Inteligência Artificial” é o tema da palestra em agenda, a 9 de abril.
Mas o acontecimento tem uma grande variedade de temas em debate: os têxteis do futuro e a reinvenção da cadeia de abastecimento do sector, a logística automóvel em transformação e a sua competitividade, a digitalização nas operações logísticas do retalho, as tendências e a inovação no packaging do sector vinícola, a gestão dos resíduos, o design sustentável, a ascensão dos parques logísticos, estudo de casos de cadeias e abastecimentos logísticos e muito mais.
Nada falta à mostra, que até dispõe de uma bolsa de emprego a decorrer durante a feira, para captação de recursos humanos em operadores no setor, que deles têm falta, como é reconhecido por vários agentes.

De acordo com Oscar Barranco, Managing Director da Easyfairs Iberia e Diretor da Empack e Logistics & Automation Porto 2025, o tecido empresarial luso “tem conseguido adaptar-se às novas configurações do negócio, investindo cada vez mais em automação e soluções logísticas inteligentes – realidade que, ano após ano, tem sido inclusivamente espelhada no evento representativo de toda a fileira em Portugal”.
Não obstante todos os progressos, a malha operacional instalada “enfrenta desafios que exigem uma abordagem estratégica e, igualmente, inovadora”. Entre eles estão os relativos à sustentabilidade e à redução da pegada de carbono, que estão a pressionar as empresas a adoptar soluções crescentemente mais sustentáveis. Por outro lado, a digitalização e a cibersegurança, estão igualmente a “comportar reptos extra aos operadores da área”. E “é crucial investir flagrantemente em cibersegurança para proteger dados sensíveis e garantir a continuidade dos negócios”, salienta.

Sobre o autorManuela Sousa Guerreiro

Manuela Sousa Guerreiro

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Pipeline de novos escritórios na grande Lisboa mais que triplica para 330.000 m2

Área de escritórios com pedido de licenciamento na região em 2024 compara com os 86.500 m2 contabilizados no ano anterior, evidenciando uma forte aceleração da promoção imobiliária neste segmento

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A região da Grande Lisboa foi alvo de um considerável aumento no volume de escritórios submetido a licenciamento em 2024, ano em que se contabilizaram pedidos para o licenciamento de 28 novos projectos de escritórios no total de 330.000 m2 de área. O volume em pipeline mais que triplica (+282%) face aos 86.500 m2 submetidos em 2023, os quais se distribuíam por 26 projectos.

Estas dados são apurados pela Confidencial Imobiliário no âmbito do Pipeline Imobiliário, sistema de informação que acompanha a dinâmica da promoção imobiliária, monitorizando as intenções de investimento através dos pré-certificados energéticos emitidos pela ADENE. O segmento de escritórios para a região da Grande Lisboa considera os concelhos de Lisboa, Cascais, Oeiras, Loures e Sintra.

Lisboa dá o maior contributo para o pipeline de 2024, gerando 73% da área projectada, no total de 241.700 m2, distribuídos por 15 projectos. A nova área de escritórios em pipeline na capital aumentou 200% face ao ano anterior, embora se registe menos um projecto, o que traduz a propensão da oferta para edifícios de maior dimensão. Este aumento da área de escritórios projectada em 2024 para Lisboa é impactado pelo desenvolvimento de três grandes projectos, os quais, em conjunto, representam quase 80% do pipeline concelhio. O maior diz respeito a um empreendimento com 135.700 m2 de escritórios na freguesia das Avenidas Novas. Os outros dois incluem um empreendimento de 27.900 m2 na freguesia do Parque das Nações e outro de 26.500 m2 na de Santo António. Os restantes 12 projectos em pipeline em Lisboa têm menor dimensão, mas destacam-se ainda dois com cerca de 15.000 m2 cada nas freguesias de Arroios e Campolide.

Loures e Oeiras são os outros dois concelhos de maior investimento, com sete e quatro projectos em carteira, respectivamente, e forte crescimento na área projectada face a 2023, igualmente impactado pelo desenvolvimento de grandes projectos. Em Loures, apesar de se contabilizarem sete projectos no total de 46.100 m2 de escritórios, aproximadamente 35.600 m2 concentram-se em apenas um projecto localizado na União de Freguesias de Moscavide e Portela. Em Oeiras, os quatro projectos em licenciamento ascendem a 40.100 m2, novamente quase totalmente gerados em apenas um empreendimento, com 36.800 m2, localizado na freguesia de Barcarena. Em 2023, Oeiras registou dois projectos em pipeline num total de 1.500 m2 e Loures uma carteira de seis projectos com 7.800 m2.

 

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JLL reforça aposta na área de Patrimónios Privados

Bárbara Cruz é a nova head of Private Wealth, da JLL. Área-chave do negócio de Capital Markets, o segmento de investimento privado será agora liderado a partir do escritório do Porto

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Bárbara Cruz é a nova Head of Private Wealth da JLL, assumindo a liderança da linha de negócio dedicada aos Patrimónios Privados no âmbito do Departamento de Capital Markets. Esta nomeação traduz a aposta da consultora num segmento que tem conquistado crescente protagonismo no mercado de investimento e que é considerado estratégico para o crescimento da empresa.

Os investidores privados e familly offices concentram actualmente, em alguns mercados, cerca de metade do investimento em imobiliário comercial, sendo este um perfil de investidor junto do qual a JLL tem estado especialmente activa. No âmbito da actividade de Capital Markets da consultora, uma em cada três transacções são geradas pela área de Private Wealth, que passa agora a ter uma liderança especificamente focada em explorar ao máximo o potencial de negócio com investidores privados e familly offices.

Bárbara Cruz vai liderar esta área a partir do escritório do Porto, reforçando o compromisso da JLL com a expansão e fortalecimento da sua presença na região Norte, e dedicar-se-á a apoiar estes clientes na identificação de oportunidades de investimento, montagem e concretização de operações no mercado nacional. O novo cargo tem também uma forte componente internacional, com a integração da nova head nacional na rede global de Private Wealth da JLL, trabalhando em estreita colaboração com os seus homólogos de Madrid, Barcelona, Londres e outras cidades do mundo.

Augusto Lobo, head of Capital Markets da JLL Portugal, considera que “esta nomeação sublinha o nosso compromisso em servir um sector chave para o crescimento da JLL. A sua vasta experiência e profunda compreensão do mercado local e relação próxima com os principais investidores privados portugueses, fazem da Bárbara a escolha ideal para liderar as nossas iniciativas de Private Wealth em Portugal. Estamos confiantes de que, sob a sua liderança, iremos fortalecer ainda mais a nossa posição como consultores de confiança para investidores privados e family offices, ajudando-os a navegar pelas complexidades do investimento imobiliário no país”.

Bárbara Cruz afirma que” é com grande entusiasmo que assumo o cargo de Head of Private Wealth da JLL em Portugal. Estou verdadeiramente motivada com a oportunidade de liderar uma equipa dedicada a um segmento tão dinâmico e estratégico do mercado imobiliário. Estou confiante de que, com o apoio da equipa, e com a minha experiência no mercado local, poderemos elevar ainda mais o patamar dos nossos serviços aos clientes de Private Wealth. A componente internacional deste cargo também me deixa particularmente motivada. A integração na rede global de Private Wealth da JLL permitirá uma colaboração com equipas com uma vasta experiência na área. Agradeço a confiança e comprometo-me a liderar com dedicação, inovação e excelência, contribuindo para o crescimento contínuo da JLL neste setor crucial.”

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A arquitectura nacional em destaque em Osaka

A contagem decrescente para a abertura da Expo 2025 Osaka, no Japão, já começou. A exposição arranca a 13 de Abril e decorre até 13 de Outubro. O Pavilhão de Portugal tem a assinatura de Kengo Kuma, reafirmando a ligação intrínseca entre os dois países através da arquitectura. Talvez para compensar a falta de assinatura nacional no pavilhão, a organização fará da arquitectura nacional um tema de destaque

Durante seis meses deverão visitar a ilha de artificial de Yumeshima, palco da exposição, cerca de 28 milhões de visitantes, contando-se em 160 o número de países ali representados. Os 155 hectares, organizados em círculo, estão divididos em distritos: Saving Lives, Connecting Lives e Empowering Lives. É neste último que o Pavilhão de Portugal ficará localizado.
Projectado pelo arquitecto japonês Kengo Kuma, o Pavilhão de Portugal, é um convite a descobrir o oceano, um tema central da participação de Portugal num evento que é grandemente dedicado ao tema “Desenhar as sociedades do futuro”, à promoção dos Objectivos de Desenvolvimento Sustentável e à estratégia japonesa Sociedade 5.0, que defende um sistema socioeconómico sustentável e inclusivo. Uma das características mais distintivas desta exposição internacional será o esforço para dar uma imagem realista de uma sociedade futura não apenas através do pensamento, mas também através da acção. Posicionando o recinto como um laboratório onde serão testadas, e aplicadas, novas tecnologias e sistemas.
O tema da participação portuguesa, “Oceano Diálogo Azul” cruza o universo da Expo’98 de Lisboa, com o passado histórico que ligou Portugal e o Japão e a projecção do país actual, que quer liderar em políticas marítimas.

O Pavilhão
O projecto arquitectónico expressa a dinâmica do movimento oceânico através da desconstrução do espaço, utilizando cordas suspensas e redes recicladas para criar um efeito perene e exposto aos elementos naturais como o sol e o vento.
O volume do Pavilhão é marcado por uma instalação cénica que simboliza a praça superior suspensa como uma onda, criando uma imagem marcante para quem visita e para quem passa no exterior.
Situado na zona ‘Empowering Lives’ do recinto da Expo 2025 Osaka, perto do pavilhão do Japão, o Pavilhão de Portugal beneficia de uma localização estratégica, oferecendo também um espaço único de interacção com o “Grand Ring” da Expo 2025 Osaka.
Além do espaço para exposições, terá uma loja, um espaço de restauração dedicado à promoção da gastronomia portuguesa e um espaço multiusos preparado para acolher eventos de diversas tipologias.
A loja terá um conceito adaptado ao tema da participação de Portugal na Exposição, centrado no oceano e na sua conservação, promovendo produtos de design ecológico, feitos a partir de materiais naturais de origem portuguesa e de forte cariz identitário, como a cortiça, o burel e o vime.

A arquitectura
O facto do Pavilhão de Portugal não ser assinado por um arquitecto português deixa algum desconforto e gerou críticas junto da Aicep Portugal Global, ainda que o mesmo tenha a assinatura do arquitecto japonês que ao longo dos últimos anos se vem afirmando em terreno nacional. Este é mais reforço na já forte ligação de Kengo Kuma a Portugal. Mas Portugal, país de Arquitectos, marcará presença em Osaka com a organização a reservar-lhe espaço na agenda. Ao longo de seis meses Portugal vai apresentar exposições, workshops e concertos que abrangem várias áreas artísticas e culturais, entre elas destaque para as exposições sobre arquitectura portuguesa que levará ao Japão os trabalhos de Siza Vieira, Manuel Aires Mateus, Ricardo Bak Gordon e Inês Lobo. A nova geração de arquitectos portugueses também estará em destaque numa exposição que tem a curadoria de Andreia Garcia e que envolve duas dezenas de ateliers – Atelier Local; Sami; Atelier Cru; Luísa Bebiano, Rita Aguiar-Rodrigues; Diogo Aguiar; Pura Atelier; Nuno Melo Sousa; Summary; Miguel Marcelino; JQTS; Cabinnet; Circunflexo; Barão-Huter; In vitro; Mero; Inês Pimentel; Campo Arquitectura, Conde Paradela; Patrícia da Silva.
Também o design gráfico, através de uma exposição do Atelier Barbara Says, as astes e ofícios, com o programa Saber Fazer da DG Artes, e vários artistas plásticos, como Fernanda Fragateiro, Daniel Blaufuks, Ana Aragão, Ass Fuel ou Vanessa Barragão vão marcar presença em Osaka. A programação do Pavilhão de Portugal abrange ainda a música, cultura, economia, arte e gastronomia nacionais.

Sobre o autorManuela Sousa Guerreiro

Manuela Sousa Guerreiro

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PERFISA: Inovação e Sustentabilidade na Tektónica

A PERFISA®, líder no setor de perfis e acessórios metálicos para construção, vai marcar presença na 27ª edição da Tektónica, que se realiza entre os dias 10 e 12 de abril de 2025, na FIL – Centro de Congressos e Exposições de Lisboa, em simultâneo com o SIL – Salão Imobiliário de Portugal.

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A Tektónica 2025 afirma-se como um motor de crescimento e um ponto de encontro essencial para empresas, profissionais e decisores, promovendo um ecossistema de inovação, sustentabilidade e desenvolvimento económico que, este ano, regista um aumento de 20% no número de expositores em relação à edição anterior.

Reconhecida pelo seu compromisso com a inovação e a qualidade, a PERFISA® convida todos os profissionais do setor da construção a visitarem, no pavilhão 3, o stand 3B14 para ficarem a saber mais sobre as suas mais recentes soluções, nomeadamente:

  • O sistema THERMOSTEEL: uma solução inovadora capaz de diminuir a condutibilidade térmica do próprio perfil. Este sistema integra também uma metodologia de produção digitalizada que elimina a necessidade de proceder a cortes em obras;
  • A placa ISOLPRO LIGHT: a nova geração da placa original que apresenta as seguintes melhorias: menos 25% do peso, o dobro da resistência térmica e classificação de reação ao fogo A2.

Além destas novidades, a PERFISA® apresentará a sua gama completa de perfis e acessórios metálicos, demonstrando a sua vasta experiência e capacidade de resposta às necessidades do mercado. A equipa da empresa estará disponível para fornecer informações detalhadas, esclarecer dúvidas e apresentar soluções personalizadas para cada projeto.

Contamos com a vossa presença.

 

Este ano, temos também uma novidade especial que será apresentada ao público no primeiro dia da Tektónica. Não perca o anúncio que iremos fazer em breve.

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Porto Business School
Empresas

Porto Business School debate sinergia energética África – Europa

Promovido pelo Africa Futures Center do Innovation X Hub, o seminário, que acontece esta sexta-feira, dia 4 de Abril, irá contar com a presença da ministra do Ambiente e Energia

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Promovido pelo Africa Futures Center do Innovation X Hub, o seminário irá contar com a presença da ministra do Ambiente e Energia

O Innovation X Hub da Porto Business School, através do Africa Futures Center, promove esta sexta-feira, dia 4 de Abril, às 17h30, o seminário “Diálogo África-Europa – Sinergias para um Futuro Sustentável”. No contexto actual, em que a Europa avança na transição para a neutralidade carbónica com o Pacto Ecológico Europeu, enquanto África enfrenta o duplo desafio de garantir o crescimento económico e o acesso a energia sustentável para a sua população, o encontro visa debater a importância da cooperação energética entre os dois Continentes para alcançar um futuro mais sustentável.

O evento será um ponto de encontro de especialistas, académicos e decisores políticos, com destaque para a presença da ministra do Ambiente e Energia, Maria de Graça Carvalho, e de Marco António Costa, partner da PMC-Sociedade de Advogados e membro do advisory board do Africa Futures Center, que irão debater as oportunidades e dificuldades no sector energético, com ênfase na criação de políticas estratégicas para uma transição responsável. Neste âmbito, estarão em destaque temas como a capacitação de novos profissionais na área da energia, o desenvolvimento de tecnologias limpas e acessíveis e a criação de políticas energéticas colaborativas, com impacto local e global.

O encontro irá também explorar a contribuição das universidades e escolas de gestão para a investigação, formação e inovação, motores de mudança no sector energético. Estas instituições académicas assumem, assim, um papel estratégico na criação de pontes de conhecimento e na promoção de soluções adaptadas às realidades específicas de cada região.

O seminário é aberto ao público e conta com participação gratuita, mas sujeita a inscrição. prévia.

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Grupo Preceram na Tektónica | 10 a 12 de abril 2025

Um dos maiores eventos do sector da construção em Portugal regressa dias 10, 11 e 12 de abril.

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As empresas do Grupo Preceram (Volcalis, Gyptec, Nexclay e Preceram) desenvolvem soluções para construção nova, e para reabilitação e reconversão dos edifícios existentes. 

Nesta edição da Tektónica, no pavilhão 3, stand 3B10, terão em exposição os seus produtos e soluções, fornecendo aos participantes todas as informações técnicas sobre as soluções mais adequadas às necessidades e exigências atuais, isto é, que combinem conforto térmico e acústico, segurança, qualidade do ar interior, baixo consumo de energia e sejam economicamente acessíveis e sustentáveis.

O mercado da construção pede soluções, rápidas e fáceis de executar, para resolver os problemas dos edifícios e promover a sua reabilitação energética de forma sustentável. Paralelamente é urgente disponibilizar mais habitação, mas que seja confortável, saudável e energeticamente eficiente. 

O caminho passa pelo isolamento, tratando-se do investimento com maior retorno, sendo muito difícil, e caro, climatizar um edifício com uma envolvente mal isolada.

Em resposta, o GRUPO PRECERAM vem apresentar uma solução para o isolamento exterior de paredes, desenvolvida em conjunto com a MAPEI, o Sistema Gyptec Protect para Fachadas.

Para além da apresentação ao público da Tektónica desta solução, o grande destaque vai para o novo sistema construtivo em LSF desenvolvido graças à colaboração e know-how de quatro marcas de referência na indústria portuguesa de construção: Perfisa, Gyptec Ibérica, Amorim Cork Solutions e Mapei. O SKINIUM!

 

Auditório SKINIUM

Construído com um novo sistema construtivo este será o ponto de encontro para workshops, apresentações e palestras durante o certame. Venha conhecer este novo sistema durante os 3 dias do evento!

Lançamento do sistema SKINIUM® – THE WALL SYSTEM

Dia 10 de abril às 18 horas no Auditório SKINIUM, Pavilhão 3 da FIL, apresentação da nova solução com a presença do Presidente da Ordem do Arquitetos.

 

Prémio Tektónica Inovação

SKINIUM® – THE WALL SYSTEM é candidato ao Prémio Tektónica Inovação, iniciativa que distingue e premeia as empresas com produtos e serviços mais inovadores e sustentáveis do mercado da construção.

 

11 ABRIL | 17H15

SEM ISOLAMENTO NÃO HÁ CONFORTO

No dia 11 às 17h15 no Auditório SKINIUM, Pavilhão 3 da FIL, o Grupo Preceram promove o workshop técnico “Sem Isolamento Não Há Conforto”.

Neste workshop o Grupo Preceram apresentará ao público o novo Sistema Gyptec Protect para Fachadas e o novo sistema SKINIUM® – THE WALL SYSTEM.

Orador: Ávila e Sousa, Diretor Técnico GRUPO PRECERAM

 

GREENROOFS® – Innovated by Associação Nacional de Coberturas Verdes

No dia 11 de Abril, sexta-feira, às 12h00, a ANCV realizará o seminário “Coberturas Verdes e Resiliência nas Cidades”, no Auditório S&P, localizado no centro do pavilhão 4. O objetivo é evidenciar, por meio de projetos, obras e casos de estudo de Coberturas Verdes e Jardins Verticais, como as soluções e serviços dos membros contribuem para promover a resiliência nas cidades. 

Em representação da Nexclay, Ávila e Sousa irá participar nesta ação às 12h30, com a apresentação “Contributos da argila expandida Nexclay para o sucesso das coberturas verdes”.

 

Ordem dos Arquitectos

O stand da Ordem dos Arquitectos, irá ter na sua construção dois produtos do Grupo Preceram, as placas Gyptec Gold e os novos tijolos térmicos PRO da Preceram. Como é já apanágio destes projetos da Ordem dos Arquitectos, os produtos irão estar expostos de uma forma invulgar e desconstruída.

Nesta edição o projeto Architects On Business fará uma vez mais parte do stand da OA. O Grupo Preceram é parceiro desde a primeira edição deste projeto da Ordem dos Arquitectos que tem o objetivo de divulgar o trabalho dos arquitetos a nível nacional e aproximar a arquitetura ao público em geral.

 

CONVITES PARA PROFISSIONAIS

Se é profissional do sector, registe-se em business.fil.pt até ao dia 04 de abril e garanta a sua entrada profissional. 

Contamos consigo!

 

LOCAL: Feira Internacional de Lisboa, Rua do Bojador, 1998-010 Lisboa, Portugal – Ver mapa

DATA: 10, 11 e 12 de abril de 2025

HORÁRIO: 10h00 – 19h00

 

Saiba tudo sobre a nossa participação na Tektónica 2025 em: https://solucoesparaconstrucao.com/grupo-preceram-na-tektonica-10-a-12-abril-2025/

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Grupo Norfin anuncia construção de hotel da marca JW Marriott

O JW Marriott Algarve Palmares Hotel & Spa será desenvolvido no resort Palmares Ocean Living & Golf, em Lagos, no Algarve. As escavações para a construção começaram em Fevereiro de 2025

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O Grupo Norfin anuncia a construção de um hotel de cinco estrelas com 172 quartos, que se junta ao prestigioso Estrela Michelin Al-Sud. O JW Marriott Algarve Palmares Hotel & Spa será desenvolvido no resort Palmares Ocean Living & Golf, em Lagos, no Algarve. As escavações para a construção começaram em Fevereiro de 2025.

O JW Marriott Algarve Palmares Hotel & Spa contará com 172 quartos e suites de luxo, localizado entre a baía de Lagos e a ria de Alvor, em simbiose com a natureza circundante e a vista para o Oceano Atlântico. No futuro, o projecto incluirá, também, 133 residências da marca JW Marriott, totalizando 305 unidades geridas pela JW Marriott. O projecto tem assinatura dos ateliers RCR Arquitectes e Goddard Littlefair.

“Este hotel JW Marriott é o primeiro da marca em Portugal e será o factor que irá elevar o resort em Palmares, estabelecendo uma nova referência de luxo para o Algarve. Seleccionámos cada detalhe do design do hotel para criar a atmosfera perfeita, reflectindo a qualidade das características naturais e do enquadramento do resort. Cada pormenor foi cuidadosamente pensado para proporcionar um ambiente sofisticado e confortável”, explica Francisco Sottomayor, CEO do Grupo Norfin.

O design de interiores do hotel, criado pelo reconhecido Goddard Littlefair, complementa esta visão arquitectónica do estúdio RCR Arquitectes ao garantir uma ligação entre os espaços interiores e exteriores. Martin Goddard, director e fundador da Goddard Littlefair, explica que “o nosso objectivo foi criar interiores que estivessem profundamente ligados à paisagem, misturando influências mouriscas com a rica cultura e o artesanato do Algarve. O resultado é um espaço imersivo, táctil e em harmonia com a sua envolvente, equilibrando sofisticação com um verdadeiro sentido de lugar”.

Entre as comodidades exclusivas, o JW Marriott Algarve Palmares Hotel & Spa contará com um restaurante de serviço contínuo e um espaço de fine dining de assinatura, complementados por um bar junto à piscina, um lounge & bar no lobby, um centro de bem-estar e fitness, um clube infantil Family by JW, piscinas interiores e exteriores, salas de reuniões, serviços de quarto e de motorista, bem como salas exclusivas para tratamentos de spa.

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CBRE representa 42% das colocações de flex offices no mercado em 2024

“A possibilidade de expandir ou reduzir espaços de forma ágil, sem os compromissos rígidos dos modelos tradicionais, torna este modelo uma escolha estratégica para negócios de todas as dimensões. Esta capacidade de adaptação é um factor crítico para a competitividade das empresas”, refere Margarida Moraes Reis, consultora de Offices Investor Leasing da CBRE Portugal

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O mercado de flex offices continua a demonstrar um crescimento dinâmico em Portugal, com a colocação de 6.700 workstations ao longo de 2024, o que representa um aumento de 10% face ao ano anterior. Das 6.700 workstations colocadas em flex offices durante o ano de 2024, aproximadamente 1.500 foram resultantes de negócios introduzidos por agentes imobiliários. A CBRE reafirma a sua posição de destaque, ao representar 42% das workstations colocadas no mercado via mediação, com um total de 630 workstations transaccionadas.

“A crescente procura por flex offices reflecte a necessidade das empresas em ter soluções mais flexíveis e elásticas, que lhes permita crescer ou ajustar-se rapidamente às dinâmicas do mercado. A possibilidade de expandir ou reduzir espaços de forma ágil, sem os compromissos rígidos dos modelos tradicionais, torna este modelo uma escolha estratégica para negócios de todas as dimensões. Esta capacidade de adaptação é um factor crítico para a competitividade das empresas, e é por isso que os flex offices estão a tornar-se uma peça-chave no futuro do trabalho”, refere Margarida Moraes Reis, consultora de Offices Investor Leasing da CBRE Portugal.

A crescente procura por soluções flexíveis reflecte a evolução das necessidades empresariais e a importância de espaços de trabalho adaptáveis, capazes de suportar modelos híbridos e fomentar a colaboração. As vantagens deste modelo de ocupação são inúmeras: além da flexibilidade contratual, o que permite às empresas ajustarem os seus espaços consoante à evolução do negócio, os flex offices garantem uma capacidade de resposta rápida às mudanças do mercado, sem os custos e constrangimentos dos contratos tradicionais. A possibilidade de terceirizar serviços administrativos e operacionais, bem como a otimização do espaço através da partilha de áreas comuns, tem levado cada vez mais empresas a apostar neste modelo.

Neste sentido, Margarida Moraes Reis acrescenta que “é inegável que os flex offices vieram para ficar, e, por isso, na CBRE, temos estado na linha da frente desta transformação, apoiando as empresas na adaptação a novos modelos de trabalho e promovendo um ecossistema dinâmico e colaborativo. A flexibilidade e a personalização são hoje factores determinantes para o sucesso empresarial, e os flex offices desempenham um papel central nesta nova realidade”.

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