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O Prémio APREN, uma iniciativa da Associação Portuguesa de Energias Renováveis, APREN, distinguiu quatro trabalhos académicos de doutoramento e mestrado sobre electricidade de origem renovável.
Assim, o prémio, na categoria de Doutoramento, foi conquistado por António Coelho, da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto, com a dissertação “Network security participation of aggregators of multi-energy systems in multi energy markets”. O segundo lugar coube a Luís Barros, da Universidade do Minho, pelo trabalho intitulado “Smart Power Conditioners for Electric Railway Power Grids”.
Na categoria de Mestrado, o primeiro classificado, foi Leonardo Vidas, do Instituto Superior Técnico, autor da tese sobre “Optimal sizing of solar/wind-to-hydrogen systems in a suitable selection geospatial framework – the case of Italy and Portugal”. O segundo lugar, nesta categoria, foi entregue a Luís Rodrigues, da FEUP, com o trabalho “Techno-Economic Feasibility Analysis of a Hydrogen Power Plant in a Market Environment”.
O evento incluiu ainda um debate dedicado ao tema “A importância das sinergias entre a Academia e o sector da energia para a transição energética”. A conversa foi moderada pela coordenadora de políticas e inteligência de mercado, Susana Serôdio, e teve a participação de Pedro Amaral Jorge, presidente da direcção da APREN, Sofia Simões, do Laboratório Nacional de Energia e Geologia (LNEG), Luís Seca, administrador executivo do INESC TEC, e José Carlos Matos, head of Wind Energy Group do INEGI.
O encerramento da cerimónia foi assegurado pela eurodeputada e professora catedrática do Instituto Superior Técnico, Maria da Graça Carvalho, que é também presidente do Júri do Prémio APREN. No seu encerramento, além de falar da importância do tema, das renováveis, e do seu trabalho na criação de legislação a nível europeu para o mercado eléctrico europeu, a eurodeputada ressalvou também a grande qualidade de todas as teses candidatas na iniciativa.
O painel do júri é composto por outros seis professores universitários de vários ramos da energia e renováveis: Jorge Maia Alves, da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa; Edgar Fernandes e Pedro Carvalho, do Instituto Superior Técnico; Sofia Simões, do LNEG; Patrícia Fortes, da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa; e Bernardo Silva, da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto.
Até aqui os galardões eram entregues na conferência anual da APREN, a Portugal Renewable Energy Summit. O crescente interesse pelo sector, o incremento da sua área de abrangência e a vontade de fortalecer os laços com o universo académico ditaram a criação de um evento próprio para esta iniciativa.
O tema das dissertações académicas apresentadas ao prémio APREN, que podem estar escritas em português ou inglês, deve estar relacionado com a electrificação direta e indireta com base em recursos de origem renovável, nomeadamente nas áreas da sua produção, distribuição, gestão e regulação, mercado e consumo, abrangendo os aspetos científicos, tecnológicos, financeiros, económicos e ainda outros que promovam a descarbonização de forma sustentável.
A escolha dos trabalhos tem em conta o potencial e relevância do tema, a robustez técnica e científica, mas também a qualidade do documento, a apresentação submetida e a apresentação oral a que serão submetidos os candidatos já numa fase final.
O prémio para a melhor tese de doutoramento tem o valor de 2.000€. O autor da segunda melhor tese recebe 1.000€. A tese de mestrado vencedora tem associado um prémio de 1.500€ e a segunda melhor dissertação dá acesso a um valor de 750€.