APPII quer liderar movimento pelas “cidades mais verdes e sustentáveis”
Esta estratégia vem no seguimento da conferência realizada pela APPII, em colaboração da GreenLab,
sob o tema “O caminho para o imobiliário sustentável” e que se realizou no passado dia 6 de Dezembro, no Hotel Tivoli Avenida em Lisboa

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A Associação Portuguesa de Promotores e Investidores Imobiliários (APPII) e a GreenLab, realizaram no passado dia 6 de Dezembro a conferência “O caminho para o imobiliário sustentável” que juntou representantes da banca, promotores, investidores, fornecedores e especialistas em sustentabilidade, no Hotel Tivoli Avenida.
“A APPII quer, juntamente com os seus associados, liderar um movimento para que as cidades do futuro sejam mais verdes e, em que a sustentabilidade seja assumida por todos como uma mais-valia global”, afirmou Hugo Santos Ferreira, presidente da APPII. Dados recentes apontam que os sectores da construção e do imobiliário são dos sectores com maior impacto ambiental, contribuindo para 23% da poluição atmosférica, 40% da poluição hídrica e 50% dos despejos em aterros.
Já Miguel Fontes, secretário de Estado do Trabalho, destacou que “a transição energética que estamos a fazer é, possivelmente, a grande transformação da nossa geração. É preciso reconhecer que, inevitavelmente, as mudanças que vão acontecer vão levar ao desaparecimento de alguns empregos, mas também à criação de novas actividades económicas. Por isso, o objectivo é reorientar as pessoas para outras áreas, através da formação na sustentabilidade”.
A primeira mesa-redonda foi dedicada aos “Processos de valorização económica dos edifícios através de sistemas de sustentabilidade”. José Cardoso Botelho da Vanguard Properties, Carlos Cercadillo da Clever Real, Luís Francisco da AM48, João Cristina da Merlin Properties, Paulo Reis Silva do Saraiva+ Associados e Pedro Vicente da Overseas foram consensuais em considerar que os certificados de avaliação como os BREEAM, LEED e WELL são indispensáveis no futuro próximo para as empresas (promotores imobiliários) que pretendam continuar no mercado. Outro ponto foi a necessidade de haver incentivos e apoios por parte do Estado para que o sector efective esta transição o mais rápido possível.
O painel “As várias vertentes da sustentabilidade e o que ganha o imobiliário?” juntou os principais fornecedores de materiais para construção. João Gomes da Caixiave, Ricardo Vieira da Reynaers, Guilherme Mendes da Saint-Gobain e Bruno Borges da Grohe destacaram que já existem muitos materiais e soluções para elevar a sustentabilidade nos edifícios, no entanto como o cliente final as desconhece é necessário que esse trabalho seja feiro numa primeira fase pelos promotores – aquando da escolha dos materiais – e, numa segunda fase pelos mediadores imobiliários – aquando da venda do imóvel.
Na mesa-redonda teve como tema o “Financiamento e implementação da eficiência energética no sector imobiliário Português”. Adolfo Mesquita Nunes, advogado Gama Glória, Luís Vaz Pereira, head of Corporate Real Estate Financing do Millennium BCP, António Fontes, director Santander, João Folque Patrício, director BPI e Manuel Mota, Climate Change and Sustainability Services Leader EY, destacaram a importância que a certificação ambiental vai ter na Europa no futuro próximo para a obtenção de financiamento. As mais recentes directivas europeias apontam para uma discriminação negativa em termos fiscais para todos os projectos imobiliários que não tenham uma ou mais certificações ambientais.