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    Susan Cabeceiras, arquitecta e CEO da Konceptness

    Arquitectura

    Teletrabalho ou voltar às empresas? O papel da Saúde e Segurança no Trabalho

    A opinião da Konceptness na palavra de Susan Cabeceiras, arquitecta e CEO da empresa

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    Susan Cabeceiras, arquitecta e CEO da Konceptness

    O mundo mudou e o nosso quotidiano também. As adaptações à pandemia da COVID-19, sejam elas de carácter social, ambiental, familiar ou laboral, estão cada vez mais patentes no nosso dia-a-dia, criando novas rotinas que inicialmente eram desafios.

    O regime de teletrabalho foi a estratégia adaptativa mais utilizada por partes das empresas para manter a continuidade de trabalho dos seus colaboradores e, consequentemente, a economia do país.

    O que antes era considerado um porto seguro e de descanso, foi agora convertido em novo local de trabalho. O escritório tornou-se móvel, com horários mais flexíveis, e com uma maior maleabilidade face às necessidades familiares. O conforto ganhou espaço no horário de trabalho, e foi defendido um aumento de produtividade.

    No entanto, mais de 4 meses volvidos deste novo regime, tornou-se evidente que os horários flexíveis, e o retorno à normalidade das atividades familiares deram lugar a um sentimento de menos rentabilidade aquando o momento de faturação mensal das empresas.

    A vantagem de trabalhar “a partir do sofá” é diluída quando falamos de ergonomia como forma de atingir o potencial máximo dos colaboradores. Existe um conjunto de condições básicas que devem ser garantidas em qualquer posto de trabalho: 1 – iluminação apropriada; 2 – ventilação e condições térmicas adequadas; 3 – cadeiras e mesas com as características necessárias para manter uma boa postura; 4 – ausência de distrações familiares. Será que temos mesmo tudo isto nos nossos “novos escritórios”?

    A resposta a esta reflexão que vos coloco é um desconfortável “não”. Por este motivo, as pessoas terão de voltar gradualmente aos seus locais de trabalho. Cabe, por isso, às empresas garantir que existem condições suficientes no que diz respeito à Saúde e Segurança no Trabalho (SST).

    Considero que existe uma relação direta entre uma boa gestão da SST na empresa e a melhoria do desempenho e da rentabilidade dos colaboradores. Urge por isso a necessidade de preparar os locais de trabalho numa altura em que grande parte dos seus colaboradores não se encontra fisicamente nos seus postos de trabalho habituais.

    O desafio do setor empresarial face à COVID-19 passa, inevitavelmente, por garantir que as instalações e os postos de trabalho estão preparados para receber de volta os seus colaboradores, complementando as regras impostas pela Direção Geral de Saúde (DGS) com as necessidades legais obrigatórias no âmbito da SST.

    O retorno ao escritório é essencial, mas que garanta não só o cumprimento da legislação em vigor nas adaptações das instalações em diversas áreas, como também uma análise minuciosa aos postos de trabalho em função do número de trabalhadores e as regras de distanciamento. E para isso é necessário programar este regresso com todos os padrões de segurança e saúde, através de vários serviços englobados num sistema COVID SAFE, nomeadamente no que se refere a auditoria de condições e implementação de medidas: Auditorias de Segurança Contra Incêndio em Edifícios;  Auditorias Industriais; Auditorias Segurança e Saúde no Trabalho; Gestão e Organização de Emergência; Estudos de Qualidade do Ar Interior; Estudos de Iluminância; Estudos de Ruído; Estudos Ergonómicos.

    A maioria dos trabalhadores passa, pelo menos, oito horas por dia no local de trabalho. Sendo que ocupa uma parte significativa na vida de todos nós, impera garantir um estado de bem-estar físico, mental e social, que se irá refletir num desempenho e resultados individuais mais positivos.

    Nesse seguimento, é importante conceber e projetar as zonas destinadas aos postos de trabalhos de colaboradores, devendo ter em conta um conjunto de prescrições mínimas de segurança e saúde, de forma a garantir a proteção dos trabalhadores e prevenir riscos profissionais.

    Sou especialista industrial há mais de 17 anos e técnica projetista de segurança contra incêndio em edifícios e técnica de higiene e segurança, e a minha experiência, juntamente com as várias auditorias que fiz ao longo dos anos, dizem-me que existe espaço para melhoria das instalações, garantindo que as mesmas acompanham o avanço da legislação ao longo dos anos e a segurança e saúde dos seus trabalhadores.

     

    NOTA: O CONSTRUIR manteve a grafia original do artigo

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    Frederico Valsassina assina novo campus de medicina da Universidade de Lisboa em Torres Vedras

    O contrato de adjudicação de serviços foi assinado a 3 de Julho. O novo campus de medicina vai ser projecto integrará um polo de cuidados de saúde, um polo académico e de investigação e um polo de medicina humanitária, de emergência e catástrofe

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    O contrato de aquisição de serviços para elaboração do projecto de arquitectura do Medicina ULisboa – Campus de Torres Vedras, foi assinado hoje entre o Município de Torres Vedras, representado pela presidente da Câmara Municipal, Laura Rodrigues, e o arquitecto Frederico Valsassina.

    O projecto irá transformar o antigo Hospital Dr. José Maria Antunes Júnior, encerrado desde 2015 e que se encontra em processo de revitalização, num centro clínico, académico e de investigação nas áreas dos cuidados de saúde primários, cuidados interdisciplinares em doenças crónicas e medicina humanitária e de catástrofe, esta última em parceria com Harvard Medical School.

    A cerimónia contou com a presença do director da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa, João Eurico da Fonseca, e o coordenador do projecto por parte da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa, Joaquim Ferreira.

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    Mafra: Carvalho Araújo ganha concurso para projecto do novo Arquivo Nacional do Som

    O júri selecionou a proposta do Atelier Carvalho Araújo por ser aquela que de forma mais inovadora responde a um caderno de encargos com elevadas exigências técnicas e se inscreve exemplarmente no território, situado nas proximidades do Real Edifício de Mafra, inscrito na lista do Património Mundial da UNESCO

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    O Atelier Carvalho Araújo é o vencedor do concurso público de arquitetura para a conceção do projeto das instalações do Arquivo Nacional do Som, a construir em Mafra.

    O anúncio foi feito esta quinta-feira, em Mafra, numa cerimónia que contou com a presença da Secretária de Estado da Cultura, Maria de Lurdes Craveiro, e do presidente da Câmara Municipal de Mafra, Hélder Sousa Silva.

    O júri selecionou a proposta do Atelier Carvalho Araújo por ser aquela que de forma mais inovadora responde a um caderno de encargos com elevadas exigências técnicas e se inscreve exemplarmente no território, situado nas proximidades do Real Edifício de Mafra, inscrito na lista do Património Mundial da UNESCO.

    O futuro edifício do Arquivo Nacional do Som será uma peça fundamental para assegurar a preservação do património sonoro nacional e é entendido pelos Arquitetos como uma “caixa-forte de um património inestimável”.

    Localizado na Rua Coronel Vítor Alves, em Mafra, vai acolher os diversos serviços do Arquivo Nacional do Som, nomeadamente o laboratório de conservação, laboratórios de áudio e os depósitos de suportes de som.

    O edifício tem cinco pisos: um piso enterrado com a entrada e zonas de serviço; o piso aberto para infraestruturas técnicas; o piso de entrada com os escritórios e as zonas de maior interação com visitantes. Por cima deste, o piso dos laboratórios de áudio e o último piso onde se localizam os depósitos.

    O programa contempla ainda o arranjo do espaço envolvente para uma utilização pública e uma futura, eventual, expansão do edifício do Arquivo.

    O concurso público de arquitetura para a conceção do projeto das instalações do Arquivo Nacional do Som foi lançado a 17 de janeiro, na sequência do Protocolo de Colaboração entre o Município de Mafra e a Direção-Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas.

    A construção do edifício será financiada pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), num valor total de 4,5 milhões de euros. Está também prevista a aquisição de parte substancial do equipamento através do mesmo plano europeu, num valor de 2 milhões de euros.

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    Herdade da Barrosinha procura o equilíbrio entre o edificado e o património natural [c/ galeria de imagens]

    OODA e MASSLAB assinam o masterplan da Herdade da Barrosinha. O projecto abrange uma área de cerca de dois mil hectares e propõem segmentar a propriedade em nove unidades de gestão operativa, com espaços reservados ao turismo, habitação, comércio e lazer. “Edificar sem devastar” foi o princípio seguido pelos arquitectos, num exercício que teve como objectivo “redefinir a vasta paisagem, convertendo-a numa nova identidade em profunda sintonia com o património agro-florestal do lugar”. O concurso de concepção do Masterplan foi lançado depois de efectuadas as alterações ao Plano de Urbanização da Herdade da Barrosinha, que delimita o número máxima de camas em 3500, contra as 8054 inicialmente previstas

    Com quase oito décadas de história (a Companhia Agrícola da Barrosinha foi fundada em 1947), a Herdade localizada no município de Alcácer do Sul estende-se desde a vila de Alcácer acompanhando para sul o início do montado alentejano. O seu património é o reflexo das actividades que ao longo das décadas foram ali desenvolvidas, da produção de vinho, à pecuária, passando pela produção de arroz (de que o espólio industrial das antigas fábricas de descasque/embalamento de arroz faz adivinhar a dimensão), cortiça, pinha e caça.

    Hoje, o projecto agro-industrial mantém-se vivo, assim como a hotelaria que ganhou novo impulso com a ampliação da unidade hoteleira de quatro estrelas de 17 para perto de 40 quartos em 2019. Mas a intenção é crescer e muito. Os planos de expansão datam de 2011, na altura com a aprovação do plano de Plano de Urbanização da Herdade da Barrosinha que previa a criação de novos hotéis, habitação, comércio e lazer e a criação de 8054 camas. O “Barrosinho Nature Farm Resort” recebeu inclusive o selo de Projecto de Interesse Nacional (PIN) e previa um investimento de 600 milhões de euros. O projecto não resistiu à falência do seu promotor e a empresa proprietária do activo acabou por ser integrada no Fundo Lazer, Imobiliário e Turismo, gerido pela ECS Capital, que em 2022 foi protagonista do projecto Crow, o maior negócio imobiliário realizado nesse ano. Contudo, a Herdade da Barrosinha foi um dos sete imóveis que saíram do portfólio inicial do projecto.

    Já em 2020 e 2021 o plano foi revisto, e as suas alterações estiveram em discussão pública na segunda metade de 2023, em virtude da necessidade de se adequar à Lei de Bases Gerais da Política Pública de Solo, de Ordenamento do Território e de Urbanismo, bem como ao Regime Jurídico dos Instrumentos de Gestão do Território, de reduzir o número de camas e se harmonizar com o PDM de Alcácer do Sal.

    Daqui resulta o novo Masterplan, cuja proposta vencedora foi ganha pelos gabinetes de arquitectura do Porto, OODA e MASSLAB, com intervenção do P4 ao nível do paisagismo.

    O novo projecto da Companhia Agrícola da Barrosinha, que abrange cerca de 2 000 hectares, mantém a ocupação e a divisão do projecto em nove unidades de gestão operativa, mas reduz, para 3334, o número de camas afectos aos empreendimentos turísticos que ali vão surgir e que incluem um campo de golfe de 18 buracos, que será servido por unidade hoteleira de cinco estrelas (a única no projecto, já que os restantes unidades previstas são de quatro estrelas, de acordo com o quadro síntese que resultou das alterações).

    “Simbiose entre a natureza, a herança e o futuro”
    Para os arquitectos o desafio colocava-se com a preocupação com a preservação do património, natural, histórico e construído ao longo das várias décadas, e um programa, que apesar de ter eliminado mais de 4700 camas, continua a manter as nove Unidades de gestão operativa previstas em 2011. O Masterplan vencedor do concurso lançado pela Companhia Agrícola da Barrosinha estrutura-as em anéis concêntricos, com um esquema de ocupação turística, habitação, comércio e lazer.

    “Este projecto transcende a mera construção, adoptando um ethos de coexistência, seguindo o princípio de ‘edificar sem devastar’. Tem como objectivo redefinir a vasta paisagem da Herdade da Barrosinha, convertendo-a numa nova identidade em profunda sintonia com o património agro-florestal do lugar”, descrevem os arquitectos na apresentação do projecto enviada ao CONSTRUIR.

    “A análise do terreno teve em consideração, não só as mais cuidadas avaliações técnicas urbanísticas, inerentes a uma operação com esta tipologia urbanísticas inerentes a uma operação com esta tipologia e escala, mas também uma profunda avaliação emocional no domínio da essência da memória do lugar. Este conhecimento lato do vínculo geracional humano com a paisagem assegurou um planeamento estratégico sobre o que preservar e onde seria possível intervir. Sendo o resultado uma arquitectura que se destaca pela sua especificidade, flexibilidade e resiliência, assegurando que as intervenções representam uma síntese harmoniosa entre o passado, o presente e o futuro”, subscreve a proposta.

    Desta visão resulta a organização por “anéis de ocupação” que arruma de forma assertiva as diferentes tipologias previstas no plano: no primeiro anel o foco destina-se a habitações permanentes; o segundo está destinado a uma ocupação de turismo premium, circunscrito num raio de 5 km; o terceiro anel destina-se a um turismo familiar, com dois aldeamentos e outros equipamentos turísticos; o quarto anel abrange um raio de 16 km e é destinado ao ecoturismo, incluindo glamping e torres de observação.

    Paralelamente, está prevista a criação de uma rede global de percursos principais e vias secundárias, que será complementada por corredores verdes. “A abertura destes corredores verdes e a observância cuidada das características naturais do terreno, reflectem a vontade de construir de forma consciente, respeitando a essência e identidade do local. Esta abordagem, embora subtil, desafia o paradigma tradicional de desenvolvimento massivo, sugerindo que é possível promover avanços urbanísticos preservando a integridade da paisagem e da saúde do ecossistema existente”.

    Um projecto com escala nacional
    A escala do projecto, que compreende um largo espectro de área: habitação, turismo, comércio, lazer e compromisso social, tendo subjacente “uma estratégia que visa, não apenas enaltecer a ecologia local, mas também destacar a Herdade da Barrosinha como um ponto de referência e um centro de atracção nacional”.

    Olhando para as unidades operacionais previstas (e que não foram alteradas): a unidade operacional um (Vila da Barrosinha) prevê um estabelecimento hoteleiro de 4 estrelas com 220 camas; as unidades 3, 4, 5 e 7, aldeamentos turísticos, constituídos por moradias isoladas, geminadas e em banda, num total de 3334 camas; unidade identificada com o número seis compreende o conjunto turístico e resort, constituído por um estabelecimento hoteleiro de 5 estrelas, SPA e Aldeamentos turísticos. O conjunto turístico inclui também equipamento de animação constituído por um campo de golfe com 18 buracos, e ainda um espaço verde de uso comum onde se integram campos de ténis, piscina e parque infantil.

    Ficha Técnica
    Herdade da Barrosinha
    Arquitectura: OODA + MASSLAB;
    Paisagismo: P4
    Engenharia: AdF
    Tipo: Concurso, Hotel 1ºLugar
    Cliente: Companhia Agrícola da Barrosinha
    Data: 2023/2024
    Fase: em curso
    Imagens: Fusão 3D / Mino
    Localização: Barrosinha, Alcácer do Sal
    Área: 2.000 hectares

    Sobre o autorManuela Sousa Guerreiro

    Manuela Sousa Guerreiro

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    Secção Regional dos Açores procura curadoria para exposição itinerante

    Pretende-se que a proposta vencedora seja “flexível e adaptável” a espaços com diferentes configurações e que o catálogo da exposição inclua os trabalhos expostos, mas também contributos de concorrentes, jurados e entidades promotoras”.

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    A Secção Regional dos Açores da Ordem dos Arquitectos (SRAZO) promove, até 15 de Julho, o concurso para a “melhor proposta” de curadoria tendo em vista a realização da exposição itinerante: Concursos de Arquitectura. Além da curadoria, a equipa escolhida será, também responsável pela concepção do suporte expositivo e a elaboração do catálogo da exposição.

    Os trabalhos a integrar a exposição, que irá percorrer as nove ilhas do Arquipélago dos Açores, foram premiados e distinguidos no âmbito dos concursos de arquitectura a que a SRAZO prestou assessoria técnica e jurídica.

    Segundo as condições do concurso pretende-se que a proposta vencedora seja  “flexível e adaptável” a espaços com diferentes configurações e que o catálogo da exposição inclua os trabalhos expostos, mas também contributos de concorrentes, jurados e entidades promotoras”.

    O conteúdo da exposição itinerante incluirá integralmente os 20 painéis A1 dos trabalhos premiados e distinguidos, conforme foram apresentados pelos respectivos autores, bem como meios digitais com informações complementares, designadamente os cadernos A3 que fazem partes das propostas entregues a concurso e eventualmente os demais trabalhos que não foram premiados.

    A promoção desta exposição itinerante visa, por um lado, “promover e incrementar” boas práticas na aquisição de serviços de arquitectura na região, através da implementação de mecanismos que promovam “qualidade e sustentabilidade”, e, por outro lado, “sensibilizar os decisores políticos e a população”, no geral, para as vantagens que estes procedimentos concursais representam para a valorização do território e do património edificado e para a qualidade de vida, bem-estar e saúde dos cidadãos.

    A SRAZO, desde a sua criação em meados de 2020, através dos serviços de concursos assessorou a promoção de quatro processos concursais, nomeadamente, os procedimentos para a intervenção no Mercado de Vila Franca do Campo, para a intervenção no Miradouro Serreta, em Angra do Heroísmo, para a requalificação do Centro Histórico de Ponta Delgada, e para a requalificação da zona norte da Baía de Santa Cruz, Lagoa.

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    Lã Mineral com alta resistência térmica Volcalis ALPHA PLUS 32

    Respondendo ao desafio “a melhor energia é a que não se gasta”, o Grupo Preceram, reforçou a sua gama de produtos de isolamento Volcalis com uma nova referência, ALPHA PLUS, ainda mais eficiente, com uma condutibilidade térmica muito baixa: 0,032 W/(m.K)

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    ALPHA PLUS é uma lã mineral com alta resistência térmica, semirrígida, incombustível, resistente ao fogo e hidrorrepelente, fornecida em painel ou rolo, disponível também com barreira de vapor em papel Kraft, para aplicação em sistemas de construção e reabilitação.

    As suas características técnicas de excelência, fruto de um extenso trabalho de investigação e desenvolvimento, possibilitam soluções construtivas de elevado isolamento térmico, tanto no interior como no exterior dos edifícios.

    Aplicações

    A sua utilização permite a aplicação de sistemas de isolamento, ocupando menos espaço com a mesma eficiência. Adequada para a utilização em obras de construção e reabilitação, tais como: revestimento de paredes, tetos, coberturas e fachadas ventiladas.

    Vantagens

    • Excelente comportamento térmico com menor espessura.
    • Fácil de manusear e com toque suave.
    • Excelente isolamento acústico.
    • Resistente ao fogo, não é combustível nem conduz o calor.
    • Processo sustentável. Produto 100% reciclável.

    A preocupação da Volcalis é disponibilizar ao mercado uma ampla gama de soluções ecológicas e de alta qualidade, que contribuam para o conforto e a eficiência térmica e acústica dos edifícios.

    A lã mineral Volcalis é fabricada em Portugal, à base de areia, um recurso natural abundante, e a sua produção está otimizada para minimizar o impacto ambiental. Para além de ser um ótimo isolamento térmico e acústico, é incombustível.

    A lã mineral Volcalis não liberta poluentes voláteis pelo que é inócua para a saúde. Volcalis tem classificação A+ na qualidade do ar interior, significando emissões muito baixas ou nulas de substâncias no ar interior.

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    Arquitectura

    8.º Workshop PNUM associa-se ao projecto europeu ‘Greenincities’

    O objectivo do WPNUM24 é verificar a correlação entre forma urbana e resiliência urbana testando técnicas e processos que se inserem no âmbito da morfologia urbana, da ecologia e da paisagem

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    A Universidade Portucalense (UPT) vai realizar, entre os próximos dias 26 e 29 de Junho, o 8.º Workshop da Rede Lusófona de Morfologia Urbana (PNUM), organizado pelo Departamento de Arquitectura e Multimédia Gallaecia (DAMG).

    O ‘Workshop PNUM 2024: Resiliência e Forma Urbana’ (WPNUM24) abordará as formas urbanas a partir da respectiva relação com os sistemas naturais que estruturam, metabolicamente, o território, com o propósito de explorar métodos de análise morfológica que conduzam a leituras cruzadas, qualitativas e quantitativas, sobre o território e os seus sistemas.

    “O objectivo do WPNUM24 é verificar a correlação entre forma urbana e resiliência urbana testando técnicas e processos que se inserem no âmbito da morfologia urbana, da ecologia e da paisagem, visando a convergência do ambiente natural com o ambiente construído. A modificação de ambos, à luz da resiliência urbana, exige o aprofundar de soluções de base natural para as formas urbanas, almejando cidades de base natural”, explicou David Leite Viana, coordenador do WPNUM24 e professor do DAMG da UPT.

    No contexto do projecto europeu GreenInCities (EU Research and Innovation Funding Programme “Horizon Europe”), no qual o município de Matosinhos participa, pretende-se desenvolver uma nova abordagem cocriativa, integrada e colaborativa para o planeamento e regeneração climática urbana, em áreas desfavorecidas e disfuncionais, através do desenvolvimento de ferramentas e metodologias inovadoras.

    A área do Parque de Real e sua envolvente, que apresenta vulnerabilidades em aspectos relativos à sua integração e articulação urbana e paisagística, foi seleccionada para área de estudo e proposta no projecto GreenInCities.

    Devido à componente metodológica a ser explorada, bem como às problemáticas morfológicas e de resiliência a serem endereçadas, justifica-se trazer esta área também para o WPNUM24, enquanto área sobre a qual aprofundar o conhecimento e respectivas opções de projecto na interdependência entre forma urbana e resiliência urbana.
    “Pretende-se que do WPNUM24 resulte a consolidação de soluções urbano-ambientais, que tenham como referência uma matriz comum entre o ambiente construído e os sistemas naturais, assentes em processos de estudo e de projecto que partilhem visões relacionais das cidades, das pessoas, do ambiente, seus recursos e condições eco sistémicas, sendo expectável que se construa um chão comum capaz de responder aos inerentes desafios societais e urbano-ambientais.”, acrescentou ainda David Leite Viana, coordenador do WPNUM24 e professor do DAMG da UPT.

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    Portugal vence concurso internacional de estudantes de arquitectura Saint-Gobain

    Portugal venceu, pela primeira vez, a fase internacional do Concurso de Estudantes de Arquitectura Saint-Gobain com o projecto “SIENI PARK” apresentado por alunos da faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto

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    Mais de 224 universidades de 29 países participaram na 19.ª edição do Concurso de Estudantes de Arquitectura Saint-Gobain. Estudantes de todo o mundo pensaram num projecto arquitectónico para transformar um espaço urbano/rural pertencente à Universidade de Helsínquia, localizado na zona de Viikki, nos arredores da cidade de Helsínquia, na Finlândia. Os vencedores foram agora revelados durante um evento realizado esta semana pela Saint-Gobain na capital finlandesa. Comemoraram-se ainda os 20 anos de realização deste Concurso Internacional, que se realizou pela primeira vez em 2004, na Sérvia.

    O projecto “SIENI PARK”, proposto pela equipa portuguesa, composta por Francisco Peneda Ferreira, Pedro Tiago Gaspar e João Pedro Henriques da faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto, está enraizado na cultura finlandesa e no seu sentido de comunidade. O projecto oferece um refúgio tranquilo em Viikki, ligando casas, locais de trabalho e o Campus Universitário nas proximidades. Combina estruturas antigas e novas num design coerente que assenta em três pilares fundamentais: sustentabilidade, inovação e conforto. Assim, cria-se um projecto futurista, duradouro, de baixa energia incorporada, que honra e desenvolve a tradição local de práticas de construção ecológicas.

    O painel de jurados que avaliou os projectos na fase internacional do concurso justificou a escolha do projecto português declarando: “Em termos de planeamento urbano, detalhes arquitectónicos e qualidade geral, a solução é abrangente e de alto nível. O edifício apresenta uma proposta de fachada interessante, possivelmente ainda aperfeiçoável devido às condições climáticas adversas do local. A composição urbana é inovadora e a estrutura em madeira é sofisticada. Importa referir que a integração do edifício antigo na arquitectura geral foi perfeita, e as soluções de sustentabilidade foram integradas na proposta desde o início, em vez de serem uma consideração posterior.”

    “É com enorme satisfação que ano após ano recebemos projectos de estudantes de arquitectura de todo o mundo, que honram o compromisso da Saint-Gobain com a promoção da arquitectura sustentável. Particularmente este ano, verificar que um projecto português vence este concurso atesta a qualidade e a diferenciação dos nossos estudantes a nível mundial”, sublinha Vasco Pereira, director da Academia Saint-Gobain e gestor do concurso em Portugal.

    A 20ª edição decorrerá no próximo ano, em Nord-Isère, França. Durante a cerimónia de entrega de prémios foi lançado um primeiro esboço do desafio arquitectónico a propor aos concorrentes.

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    Avelino Oliveira, presidente da Ordem dos Arquitectos

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    Arquitectos apresentam estratégia de actuação para a próxima década

    Num documento intitulado Plano 2034, a Ordem dos Arquitectos define um conjunto de acções que antecipam o impacto que obras como o novo aeroporto, a terceira travessia sobre o Tejo e a Alta Velocidade vão ter em diferentes sectores

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    Tendo em conta os desafios que Portugal vai enfrentar na próxima década em termos de intervenções no território, onde se incluem o novo aeroporto, a terceira travessia sobre o Tejo ou o comboio de Alta Velocidade, os arquitectos defendem uma “estratégia conjunta de actuação”, que envolva especialistas, universidades e centros de investigação.

    Num documento intitulado Plano 2034, a Ordem dos Arquitectos define um conjunto de acções que antecipam o impacto que as obras vão ter em diferentes sectores e que foi já entregue a Miguel Pinto Luz, ministro das Infraestruturas e Habitação.

    Criar equipas especializadas de arquitectos com experiência relevante em matérias como infraestruturas, urbanismo, planeamento e instrumentos de gestão territorial, mobilidade urbana, transportes ou interfaces é um dos primeiros pontos do documento.

    No âmbito da arquitectura, criar um ‘Think Tank’ com diferentes personalidades que permita reflectir e desenvolver “pensamento estratégico” sobre as diferentes implicações na sustentabilidade urbana e do território nacional.

    Envolver as universidades nacionais de arquitectura e respectivos centros de investigação na introdução imediata de conteúdos para que os seus alunos, os seus docentes e os seus investigadores produzam conhecimento e reflexão já a partir do ano lectivo de 2024/2025 é outro dos pontos em destaque.

    O documento agora apresentado ao Governo será também entregue às entidades públicas envolvidas nestes projectos e aos partidos políticos.

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    (@Ricardo Gonçalves)

    Arquitectura

    City Cortex desce à cidade (c/ galeria de imagens)

    De um programa de pesquisa que assume a cortiça como “paradigma de matéria-prima sustentável” nasce o City Cortex, onde um grupo de arquitectos e designers de renome internacional, desenvolveram um conjunto de projectos originais à escala urbana desenhados para as cidades do presente e do futuro. Esses projectos tomaram, finalmente, forma e poderão ser vivenciados, até Novembro, num circuito que começa em Belém e atravessa o Tejo até à Trafaria

    O City Cortex tem a chancela da Corticeira Amorim e já leva uns bons anos de desenvolvimento. Lançado em 2019 o projecto teve como objectivo central explorar o uso da cortiça em contexto urbano, tendo na altura sido lançado um desafio a vários gabinetes internacionais. A pandemia atravessou-se no caminho e a apresentação do projecto foi adiada, mas o trabalho de desenvolvimento ganhou um novo impulso.

    Seis anos volvidos, o City Cortex irá fez a sua apresentação, em Lisboa, num contexto de crescente sensibilização para a importância de consumir, produzir e vender produtos que ajudem a mitigar os impactos das alterações climáticas. Um contexto onde a cortiça ganha, naturalmente, protagonismo.

    Através do contributo de seis arquitectos e estúdios de design, com nome reconhecido internacionalmente –  Diller Scofidio + Renfro, Eduardo Souto de Moura, Gabriel Calatrava, Leong Leong, Sagmeister & Walsh  e Yves Béhar – o City Cortex cria e oferece oito projectos originais para espaços públicos e semi-públicos, os quais exploram a relação deste material natural e sustentável com o design e a arquitectura.

    O programa encara a cidade como um organismo vivo e dinâmico, respondendo aos desafios urbanos do século XXI, onde questões como fruição, protecção, intergeracionalidade, coesão social, conforto, sustentabilidade e gestão de recursos são essenciais. Propondo, simultaneamente, uma experiência lúdica ao cidadão, transformando espaços urbanos comuns um espaço de interacção multidisciplinar e multicultural.

    O City Cortex é concebido e comissariado pela experimentadesign e tem o apoio à produção da ArtWorks.

    Uma proposta de circuito para experimentar a cortiça na cidade

    O proposto por City Cortex é colocar “a cortiça como mote para repensar a experiência do espaço público urbano, despertando o interesse para uma utilização de materiais sustentáveis, que possam fazer parte de uma economia circular e tenham um papel fundamental na activação participada e lúdica do espaço”, descreve a organização.

    Esta “experiência” propriamente dita arranca a 6 de Junho e irá unir, num circuito, a freguesia de Belém, em Lisboa, à Trafaria, em Almada. Arrancamos neste percurso com a “Life Expectancy”, que tem a assinatura de Sagmeister & Walsh, localizada na passagem pedonal, por baixo da via férrea, para o Padrão dos Descobrimentos. A proposta explora as propriedades de isolamento sonoro e térmico da cortiça, através da colocação de painéis deste material no tecto do túnel, “proporcionando uma melhor atmosfera sonora e experiência estética”.

    A segunda participação da equipa de designers da Sagmeister & Walsh neste projecto poderá ser vista no Museu de Arte Popular e transforma a cortiça em garrafas onde as rolhas são vidro. Abordando, com sentido de humor, os ruídos num espaço de lazer e a flexibilidade da manipulação deste material. Também com assinatura deste gabinete o “Humpbacks”, um colchão flutuante ecológico produzido a partir de esferas de cortiça, estará localizado no Espelho d’Água, na Av. Brasília.

    Avançamos um pouco mais adiante e na mesma margem do Tejo, junto dos jardins do MAAT, encontramos a instalação “Port_ALL”, do designer Yves Béhar, que tem como inspiração a Torre de Belém e a histórica ligação do local como ponto de chegada e partida da capital portuguesa.

    Do ponto de reflexão que “Port_ALL” oferece passamos, ainda nos jardins do MAAT, à paisagem sensorial que as esculturas urbanas que o estúdio de arquitectura e design nova iorquino Leong Leong criou, inspirado pela ideia da cidade como espaço lúdico e de recreio. O arquitecto recorre de um aglomerado natural de cortiça para criar elementos esculturais que definem uma nova paisagem micro‑urbana.  Uma reflexão sobre a utilização da cortiça nos equipamentos urbanos, como “forma de amenizar a dureza da paisagem da cidade, tendo em conta as diferentes exigências de cada corpo para se sentir confortável nos espaços urbanos”, justifica Leong Leong.

    Com assinatura do arquitecto Souto de Moura, a “Conversadeira”, surge do lado Oeste do MAAT, entre este e o Museu de Electricidade. Souto de Moura utiliza a cortiça “para criar um ambiente de calma e refúgio, possibilitando o encontro entre duas pessoas, quase privado originando um espaço quase privado, num local onde passam centenas de pessoas. O ângulo relativamente ao rio e as duas alturas dos assentos fazem com que cada uma das pessoas tenha uma perspectiva distinta sobre a mesma vista, promovendo também uma proximidade física invulgar entre as duas”. A cortiça não é um material estranha ao arquitecto que desde o início de actividade a usa. “Este protótipo vai funcionar como um teste para vermos o seu comportamento, que já sabemos que é altamente resistente e isolante, contra o tempo e o uso”, sublinha.

    Ainda na mesma margem do Tejo, no pequeno jardim público junto à Biblioteca Municipal de Belém, que integra também o projecto, encontramos a “Second Skin”. A peça criada pelo estúdio de design nova-iorquino Diller Scofidio + Renfro foca-se na importância da leitura e da literacia, bem como na relevância dos espaços verdes nas cidades.

    “Second Skin” utiliza a cortiça como principal material para a construção de uma pequena biblioteca comunitária ao ar livre. O projecto cria uma segunda pele de cortiça que envolve o tronco das árvores, desenhando estantes e bancos.

    Quase a terminar este percurso precisamos de atravessar o Tejo, para a Trafaria, onde está localizada a intervenção do arquitecto e engenheiro Gabriel Calatrava e do colectivo CAL. A “Onda” utiliza a cortiça como componente central de um sistema de ocupação, temporário ou permanente, com o objectivo de criar um novo espaço colectivo num terreno público na Trafaria, a sul do Tejo.  “Onda” premeia o encontro e o convívio da comunidade local e dos visitantes da Trafaria e em parceria com uma associação local, a comunidade da Trafaria participa na instalação, trazendo de suas casas para o espaço expositivo cadeiras já sem uso que serão renovadas através de uma membrana de cortiça, não só numa óptica de reutilização e reciclagem, mas também com o intuito de que a população local se relacione emocionalmente com o espaço, criando as suas próprias referências.

    Sobre o autorManuela Sousa Guerreiro

    Manuela Sousa Guerreiro

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    Openbook cria ‘workplace design strategy’ para novo hub do BNP Paribas

    O gabinete de arquitectura é responsável pela criação do conceito “highlighted workplace” que servirá de mote ao novo hub do BNP Paribas em Lisboa. Espaços de contacto e comunicação, que surgem intercalados com espaços de foco e concentração e dão ritmo e compartimentação aos 30 000 m2 de escritório

    CONSTRUIR

    Openboook é responsável pelo projecto de arquitectura de interiores e workplace design strategy do novo hub do BNP Paribas, o qual abrange dois dos três edifícios do complexo EXEO, o Aura e o Echo, no Parque das Nações em Lisboa. O novo hub do BNP Paribas, com uma área total aproximada de 30.000 m2, é um projecto que nasce da vontade do grupo em centralizar num único local a maioria das suas equipas, até agora dispersas por diversas zonas de Lisboa. Esta estratégia permitirá criar um espaço desenvolvido à medida da empresa e que será adaptado às necessidades em constante evolução dos colaboradores, promovendo a inovação, a colaboração, o dinamismo e o bem-estar no local de trabalho.

    O desenvolvimento da workplace design strategy, a cargo da Openbook, teve como principal objectivo a criação de um ambiente funcional e inspirador que prioriza o bem-estar dos colaboradores e que optimiza a produtividade, com base na diversidade, flexibilidade, conforto e inovação. Num estudo que envolveu todos os colaboradores do BNP Paribas, a empresa quis que este espaço fosse desenhado tendo em máxima conta as necessidades de quem todos os dias utiliza o escritório. Num dia a dia em que tudo acontece a uma velocidade vertiginosa, é fundamental garantir a adaptação à mudança e o foco no que é importante. Foi este o mote que serviu de base ao conceito highlighted workplace, criado pelo escritório de arquitectura para o novo hub do BNP Paribas. Com base neste conceito, as zonas highlighted são espaços de contacto e comunicação, que surgem intercalados com espaços de foco e concentração e dão ritmo e compartimentação ao escritório no seu todo.

    Neste contexto, “o espaço de trabalho assume a dinâmica do mundo em que vivemos, com uma arquitectura criteriosa que irá permitir focar e destacar o que realmente interessa, por forma a ir ao encontro das necessidades e expectativas dos colaboradores do BNP Paribas”, explica Paulo Jervell, partner do Grupo Openbook.

    Como reforço e garantia do foco nas pessoas e em práticas sustentáveis, foi também definida a meta de obtenção de certificações LEED e WELL Gold, dois estatutos que podem ser complementares para criar uma união mais eficaz entre o ambiente físico e o colaborador, optimizando recursos para garantir a protecção do meio ambiente.

    “Para o BNP Paribas Portugal este projecto significa muito mais do que apenas novos escritórios. É sobre como nós, enquanto indivíduos, enquanto instituição, e enquanto parte da sociedade, vivemos, trabalhamos e evoluímos, tanto dentro, como fora deles. Assim, era crucial não apenas que este projecto fosse totalmente centrado nas pessoas, como também que conseguíssemos materializar estes valores e ambições nos nossos espaços, e é muito entusiasmante para nós ver o resultado deste alinhamento perfeito a começar agora a ganhar forma”, justifica Xavier Jombart, COO do BNP Paribas Portugal”.

    Nos diversos espaços que serão criados, o novo HUB do BNP Paribas contará ainda com um auditório, salas de formação, salas multiusos, centro médico, cafetarias, terraços e um piso dedicado a eventos.

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