Escritórios: Procura deverá aumentar em 2018

Por a 11 de Dezembro de 2017

A recuperação da economia faz-se sentir desde 2009, mas foi sobretudo a partir de 2016 que o ritmo do mercado europeu se tem acelerado. O BNP Paribas Real Estate antecipa que esse crescimento irá fortificar-se ao longo dos anos, impulsionado pela procura. No estudo, agora divulgado pela consultora imobiliária Worx, os dois maiores mercados europeus, Paris e Londres, têm comportamentos contrários à tendência global: em Paris, depois de dois anos de crescimento, prevê-se, agora, que o mercado caia nos próximos três anos. Em relação ao centro de Londres, estima-se que o mercado comece a observar uma recuperação da desaceleração induzida pelo Brexit, nos últimos quatro anos.
Em contraste, os fortes fundamentos económicos levaram os mercados alemães a atingir, novamente, um novo máximo histórico. Outras cidades como Milão, Roma, Amesterdão e Bruxelas têm também reflectido esta procura.
Também o mercado de escritórios de Lisboa deverá seguir a tendência europeia. Após um balanço final de 2017 que se antecipa atingir os 150 000 m2, a procura deverá manter-se a um bom ritmo e perante uma oferta ainda em desequilíbrio, as operações concretizadas em edifícios de qualidade e zonas centrais, poderão marcar uma subida ligeira dos valores de renda prime.
No que diz respeito ao valor das rendas, Londres e Paris continuarão a ser as cidades mais caras. As cidades alemãs, apesar de uma queda na taxa de desocupação, não apresentam as rendas mais elevadas, devendo, no entanto, verificar um dos aumentos mais rápido de arrendamento para o ano de 2018; Berlim (7%), Frankfurt (4,2%), Hamburgo (2,2%) e Munique (2%).
Com um crescimento das rendas que não deverá ser acentuado durante o ano de 2018, prevê-se um nível de investimento estável suficiente para garantir que os retornos totais não se tornem negativos para a maioria das cidades. Espera-se, assim, um retorno total em toda a Europa para uma média de 5,8% ao ano, dos quais 1,8% e 4,0% estão relacionados com o crescimento do capital e retorno da renda, respectivamente.
Alerta-se, ainda, para casos em particular que podem contribuir para uma maior ou menor precisão desta previsão, como o caso “Catalunha”, medidas da Comissão Europeia e o período pós-brexit.

PUB

Deixe aqui o seu comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *