Construção nova em Espanha atinge mínimos históricos em 2012
Os preços ao longo de 2013 vão continuar a baixar devido ao excesso de oferta de produto, e da própria situação económica e de emprego no país

Ana Rita Sevilha
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Segundo o mais recente estudo da Aguirre Newman Espanha, em 2012 continuou o declínio no número de vendas de novas habitações em relação aos anos anteriores.
De acordo com a consultora, o contexto económico tem sido muito desfavorável para a procura, com uma alta taxa de desemprego, diminuição do poder de compra das famílias, dificuldades de acesso ao financiamento, incertezas sobre a evolução futura da economia e uma opinião generalizada de que os preços de venda continuarão a decrescer.
Em comunicado enviado ao Construir, a Aguirre Newman revela que o ano de 2012 foi o que registou um maior ajuste nos preços de habitação desde o início da crise imobiliária, com uma quebra de aproximadamente 13%.
“O ajuste acumulado desde 2008 é de 29%”, refere a consultora, explicando ainda que, “a nova oferta construída para o mercado residencial está abaixo dos mínimos históricos”. Segundo a Aguirre Newman, “a previsão para 2012 é que se incorporaram no mercado 75.000 novas casas novas, longe das 597.632 de 2006”. No final de 2012, continua a mesma fonte, “o stock de novos edifícios concluídos, situava-se à volta das 650.000 casas, mantendo a tendência descendente iniciada em 2011. A acompanhar o decréscimo do número das vendas, o número de novas construções também é menor, o que diminui a pressão sobre o stock disponível”.
Quanto ao mercado de arrendamento, continua a crescer, informa a consultora, “representando actualmente 16% do mercado residencial”. Uma mudança que segundo a Aguirre Newman “tem sido significativa nos últimos anos pois este mercado não representava mais de 7% em 2006. No entanto, Espanha está longe de outros países europeus onde a média se situa acima dos 30%”.
Para 2013 as previsões da consultora são que as condições que afectaram a procura de imóveis residenciais em 2012 continuem a existir, e ainda com maior incidência. Para a Aguirre Newman as compras de imóveis não vão recuperar em 2013, mantendo-se em níveis ainda mais baixos do que os observados em 2012.
Para além disso, os preços ao longo de 2013 vão continuar a baixar devido ao excesso de oferta de produto, e da própria situação económica e de emprego no país. A contribuir para este cenário de arrefecimento de mercado estão ainda o aumento do IVA e o desaparecimento da dedução para a compra de habitação
Em suma, “o mercado de arrendamento vai continuar a ser o principal beneficiário da actual situação económica, pois dada a dificuldade de aceder ao crédito para habitação, o arrendamento é a opção alternativa à compra. A promoção de novos projectos será residual, centrando-se em nichos de mercado. Não haverá financiamento para projectos especulativos, e mesmo para aqueles que apresentem um nível de pré-venda elevado, o acesso será muito limitado”.