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    Certif marca presença em Assembleia do Comité de Gestão da Certificação

    A Certification Management Committee teve a sua Assembleia Geral em Ljubljana. Em causa estava a certificação de equipamentos eléctricos, desde cabos a aparelhos de baixa tensão e electrodomésticos, com interesse para as empresas exportadoras portuguesas

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    A Certif, na dupla qualidade de Member Body e de National Certification Body, participou na Assembleia Geral do Comité de Gestão da Certificação (CMC) do IECEE, o sistema internacional que agrupa os esquemas de avaliação da conformidade para os equipamentos e componentes eléctricos.

    Na reunião, que teve lugar em Ljubljana, na Eslovénia, foram, entre muitas outras decisões, aprovadas actualizações de vários procedimentos e analisado acompanhamento dos peer-assessments. De registar que foram suspensos alguns países e mantidas outras suspensões, não podendo os seus NCB emitir certificados, uma vez que os respectivos Governos não aceitam as regras do reconhecimento.

    O interesse para as empresas portuguesas nesta participação da Certif resulta da possibilidade de emissão de certificados CB – Scheme, o que permite a aceitação directa dos certificados de ensaio em todos os membros do acordo.

    A Certif é o único Organismo de Certificação membro quer dos Acordos Internacionais do IECEE quer dos Acordos Europeus do ETSI para a área elétrica.

    A certificação de equipamentos eléctricos, desde cabos a aparelhos de baixa tensão e eletrodomésticos, é hoje uma exigência em todos os mercados mais competitivos, não sendo já, em muitos casos, factor diferenciador, mas condição necessária imposta pelos clientes na relação B2B.

    A certificação do produto requer a realização de ensaios em laboratórios acreditados e uma auditoria e acompanhamento do respectivo processo pelo Organismo de Certificação. Para as empresas exportadoras é de grande importância o acesso a marcas de conformidade reconhecidas e aceites pelo mercado e é nesse sentido que a Certif participa nos Acordos Europeus e Internacionais da área eléctrica.

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    Patrícia Barão anuncia saída da JLL

    Patrícia Barão é vice-Presidente da Associação dos Profissionais e Empresas de Mediação Imobiliária (APEMIP) e Fundadora e Diretora da Wire Portugal (Women in Real Estate)

    Ricardo Batista

    Patrícia Barão, que desde o início do ano presidia ao comité de gestão da JLL, anunciou esta terça-feira a sua saída da consultora, naquele que é o fim a uma ligação de nove anos na companhia.

    Num texto publicado na plataforma Linkedin, Patrícia Barão assume-se orgulhosa pelas conquistas alcançadas desde 2015, altura em que entrou para a consultora, enaltecendo o feito de ter “criado de raiz a área residencial da JLL e tê-la tornado na área de negócio mais bem sucedida da empresa em Portugal”.

    “Quero expressar a minha mais profunda gratidão a todos que caminharam ao meu lado todos os dias, clientes, parceiros e amigos, pelo seu apoio incondicional e confiança. Relacionamentos profundos serão sempre o segredo do sucesso no setor imobiliário e na vida”, adianta Patrícia Barão, que termina o seu texto com uma nota para Carlos Cardoso, nomeado há cerca de uma semana como novo CEO.

    A JLL anunciou, em Janeiro, que com a saída de Pedro Lancastre a filial portuguesa passaria a ser liderada por um comité de gestão composto por Patrícia Barão, até então Head of Residential, Marta Lourenço, Head of Portfolio Solutions and Value & Risk Advisory, e Carlos Cardoso, Managing Director na Tétris Portugal.

    Patrícia Barão é vice-Presidente da Associação dos Profissionais e Empresas de Mediação Imobiliária (APEMIP) e Fundadora e Diretora da Wire Portugal (Women in Real Estate). Coordena também o curso de Real Estate Consulting no ISEG e é docente no curso de Luxury Real Estate Sales Management na mesma Instituição.

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    Ricardo Batista

    Director Editorial
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    ALMA Development inicia comercialização do Caxias Heights

    A ALMA Development, deu início à venda do Caxias Heights, um projecto imobiliário residencial localizado no concelho de Oeiras, mais precisamente no Alto do Lagoal, em Caxias, com conclusão prevista para o final do 1.º trimestre de 2026

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    De desenho simples e funcional, baseado numa linguagem arquitectónica identificadora da contemporaneidade, este novo empreendimento residencial tem uma área bruta de construção de 4.583 m2, este empreendimento é composto por 24 apartamentos distribuídos por 4 blocos contíguos, que variam entre o T3 e o T4 Duplex com áreas compreendidas entre os 145m2 e os 340m2.

    Os novos apartamentos, inseridos num condomínio privado, privilegiam o espaço exterior privativo, mas também o comunitário, promovendo o convívio, e apresentando uma sala multifunções, um kids e teen club e uma piscina exterior perfeitamente enquadrada numa ampla zona verde.

    Para Carlos Morgado, director Executivo da ALMA Development, “este segundo empreendimento do portfólio da ALMA Development representa um investimento significativo na valorização da zona de Caxias e Oeiras, e uma afirmação do compromisso da empresa em desenvolver imóveis de alta qualidade e com serviços exclusivos. Com o lançamento do Caxias Heights, a ALMA Development reitera o seu compromisso em oferecer aos seus clientes, mas também à comunidade, a melhor qualidade e conforto, nunca prescindindo de promover o desenvolvimento urbano e social responsáveis.”

    A comercialização do projeto está a cargo da JLL. “Estamos muito entusiasmados com o início das vendas do Caxias Heights, um empreendimento que representa uma fusão harmoniosa entre a vida urbana e a tranquilidade da natureza. Com a sua localização privilegiada em Caxias, este projecto oferece uma oportunidade única para as famílias que procuram sair do centro da cidade e desfrutar de uma localização com vista sobre o mar. Com áreas acima da média para responder às dinâmicas familiares, este projecto reflecte o compromisso com a inovação no sector imobiliário, alinhando-se perfeitamente com a nossa visão de negócio”, afirma Telmo Azevedo, director de Projectos Residenciais da JLL. O mesmo responsável reitera que “o Caxias Heights combina de forma única investimento, localização privilegiada, espaços verdes, rentabilidade e serviços de excelência.”

    O projecto arquitectónico é da responsabilidade da Semgaffes e a construção está a cargo da ARPECDOURO, com fiscalização da FICOPE.

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    Logicor amplia capacidade logística na Azambuja

    A expansão do armazém incluirá cerca de 800 m2 de espaço de escritórios e de áreas sociais, 16 cais de carga e descarga, estando a sua conclusão prevista para o final de 2024

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    A Logicor está a alargar a sua oferta logística na Azambuja com a expansão de um armazém em cerca de 10 mil metros quadrados (m2). Localizado num dos principais parques logísticos da grande Lisboa, a ampliação do armazém tem como objectivo a obtenção da certificação BREEAM Very Good e incluirá uma central fotovoltaica de 105kW, como medida para reduzir o impacto ambiental.

    A expansão do armazém incluirá cerca de 800 m2 de espaço de escritórios e de áreas sociais, 16 cais de carga e descarga, estando a sua conclusão prevista para o final de 2024.

    Esta intervenção irá aumentar a área já detida actualmente pela empresa neste parque e passará dos actuais 75 mil m2 para 85 mil m2.

    “A Logicor está a expandir a sua presença em localizações estratégicas em todo o País, desenvolvendo novos espaços logísticos, mas também remodelando os activos existentes. O nosso objectivo é oferecer aos nossos clientes propriedades modernas e sustentáveis que contribuam para o crescimento do seu negócio, entregando bens nos principais centros urbanos”, afirma André Machado, director of Asset Management da Logicor Portugal.

    Em Portugal, a Logicor detém e gere um portfolio de mais de 900 mil m2 de activos imobiliários nos principais centros do País, incluindo Lisboa e Porto, e está a dar continuidade à sua expansão em locais estratégicos, como nos principais centros de transporte e centros populacionais.

    Recentemente, a empresa concluiu a construção de um novo centro logístico de 30 mil m2 na Ermida, em Santo Tirso, e é um dos principais proprietários, gestores e promotores de imobiliário logístico europeu.

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    render do projecto para a Praça do Martim Moniz (site www.fc-ap.com)

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    Exposição dá a conhecer projectos municipais para renovar Lisboa

    A Câmara Municipal de Lisboa e a Lisboa Ocidental SRU inauguram dia amanhã, dia 17 de Julho, a exposição Lisboa Imagina a Nova Bauhaus Europeia, na Praça Central do Centro Comercial Colombo

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    A exposição dá a conhecer os diversos concursos públicos de concepção para projectos de habitação, equipamentos e espaço público, lançados pelo município e que concretizam a transição da cidade de Lisboa para um futuro sustentável, de acordo com os princípios da Nova Bauhaus Europeia.

    Enquadrada nas comemorações dos 50 anos do 25 de Abril, a exposição pretende dar a conhecer o resultado dos concursos e do desafio lançado aos projectistas para pensarem a onda de renovação do edificado da cidade, com a mostra de 12 concursos de concepção: seis concursos de Habitação (renda acessível municipal e cooperativas); cinco concursos de Equipamentos (escolas, pavilhão desportivo, HUB do Mar); e um concurso de Espaço Público (Praça Martim Moniz)

    Os visitantes poderão ver as propostas ganhadoras e conhecer exemplos da nova expressão arquitectónica que assume o compromisso da inovação e sustentabilidade, de acordo com os princípios da Nova Bauhaus Europeia, para tornar Lisboa uma cidade mais bela, inclusiva e sustentável.
    A exposição, que esteve primeiramente patente na Sala do Risco e na Faculdade de Arquitectura da Universidade de Lisboa, estará patente no Centro Colombo até 2 de Agosto.

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    Cushman & Wakefield procura novo inquilino para Braga

    O espaço disponível para arrendamento totaliza mais de 800 metros quadrados (m2), conta com 79 workstations e distingue-se por estar pronto para ocupar

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    A Cushman & Wakefield (C&W) foi mandatada para o arrendamento de um espaço de escritórios em Braga. O espaço disponível para arrendamento totaliza mais de 800 metros quadrados (m2), conta com 79 workstations e distingue-se por estar pronto para ocupar.

    Áreas comuns totalmente mobiladas, copa equipada, auditório próprio e data center equipado são apenas algumas das características deste imóvel, que conta também com excelentes acessos, nomeadamente à A11 e à N103, que faz ligação com a A3.

    Localizado a apenas 12 minutos do centro histórico da cidade, beneficia igualmente de uma boa rede de transportes públicos, tendo quatro linhas de autocarro com paragens muito próximas da entrada do edifício.

    “A cidade de Braga tem conseguido atrair muitas empresas do sector tecnológico, seja pela qualidade de vida que a cidade oferece, seja pelo talento altamente qualificado que podemos encontrar nesta cidade. Recentemente, foi reconhecida como “Cidade do Futuro”, um título que espelha bem a inovação e o compromisso com o desenvolvimento sustentável. Este espaço é uma oportunidade muito interessante para um ocupante único que procure um escritório pronto a ocupar, sem necessidade de qualquer investimento, uma vez que se encontra totalmente acabado e inclusivamente mobilado.” comenta Maria João Pinto, consultora sénior do departamento de escritórios da Cushman & Wakefield em Portugal.

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    MAPIC antecipa apresenta edição de 2024 e antecipa tendências

    Para compreender a forma como os consumidores mudaram os seus hábitos de compra, a Meridiana, representante da MAPIC na Península Ibérica, vai organizar no IDB Lisbon uma mesa-redonda sobre como “Adaptar os espaços comerciais às novas formas de viver, socializar e fazer compras”

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    Hoje, os espaços comerciais enfrentam uma transformação significativa impulsionada pelas mudanças nas expectativas e necessidades dos consumidores. Para compreender a forma como os consumidores mudaram os seus hábitos de compra, a Meridiana, representante da MAPIC na Península Ibérica, vai organizar em Lisboa, no IDB Lisbon uma mesa-redonda sobre como “Adaptar os espaços comerciais às novas formas de viver, socializar e fazer compras”.

    Além de serem exploradas as tecnologias emergentes e como estas estão a transformar os espaços comerciais, será feita a antecipação das tendências futuras no design e operação destes espaços, fornecendo insights práticos e exemplos do mundo real.

    Esta apresentação começará por analisar a forma como os consumidores mudaram os seus hábitos de compra, destacando a crescente preferência pela conveniência, a mistura entre online e físico e a experiência de compra, sem esquecer a tecnologia, incluindo o comércio online e como os espaços comerciais podem ser integrados com estas plataformas digitais.

    As estratégias para projectar espaços de retalho que sejam envolventes, funcionais e que ofereçam experiências memoráveis, será outro dos temas, apresentando exemplos de como a tecnologia pode ser utilizada para personalizar a experiência de compra e incentivar uma maior interação com os clientes.

    Igualmente, a importância da sustentabilidade na concepção e operação de espaços comerciais estará em destaque, incluindo a utilização de materiais ecológicos e a implementação de práticas de gestão sustentáveis, bem como a forma como os espaços comerciais podem apoiar as comunidades locais e promover iniciativas de responsabilidade social corporativa.

    A tendência para a utilização mista dos espaços, combinando o comércio com escritórios, habitação e entretenimento para criar ambientes mais dinâmicos e atrativos será outras das análises, assim como a importância de conceber espaços que se possam adaptar rapidamente às novas necessidades do mercado e aos novos comportamentos dos consumidores.

    Um ponto crucial, também, será a exploração de como a inteligência artificial está a revolucionar o sector retalhista e de que forma a IA pode melhorar a personalização da experiência do cliente, optimizar a gestão de stocks, prever tendências de consumo e melhorar a eficiência operacional em espaços de retalho.

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    Esposende avança com segunda fase da recuperação da Secundária Henrique Medina

    Para o presidente da Câmara Municipal, “este é um momento histórico para o concelho, atendendo ao investimento previsto e à obra que está projetada e que vai dotar o território de uma escola nova e contemporânea”

    Ricardo Batista

    A Câmara de Esposende apresentou publicamente a segunda fase dos trabalhos de reconstrução e ampliação da Escola Secundária Henrique Medina, um investimento estimado em 20 milhões de euros.

    “Esposende merece uma escola secundária com qualidade, a exemplo do que o país está a construir”, afirmou o Presidente da Câmara Municipal, Benjamim Pereira, na sessão de apresentação realizada naquele estabelecimento de ensino, onde a equipa projectista, pela voz de arquitecta Cátia Ferreira, apresentou o projecto que será concretizando de modo a “melhorar a qualidade das instalações para os professores, alunos e funcionários”. Tendo como premissa a ligação entre os vários edifícios, o projecto procura responder às necessidades actuais de um edifício escolar do ensino secundário, de onde se destaca a criação de um ginásio como uma “mais-valia”.

    Nesta segunda fase será concretizada a requalificação integral da escola, prevendo-se demolições, novas edificações, remodelações e arranjos exteriores. A intervenção prevê a requalificação e ampliação das salas de aula existentes, da zona da cozinha, bar e dos espaços de apoio aos colaboradores, bem como a requalificação do pavilhão gimnodesportivo, que integrará o referido ginásio. A intervenção engloba, ainda, a construção de um novo edifício e a requalificação de todos os espaços exteriores e da globalidade das infraestruturas prediais (redes de água, saneamento, electricidade). Todo o complexo terá ligações interiores entre os vários edifícios, circuitos que evitam percursos exteriores.

    Para o presidente da Câmara Municipal, “este é um momento histórico para o concelho, atendendo ao investimento previsto e à obra que está projectada e que vai dotar o território de uma escola nova e contemporânea”. Benjamim Pereira fez questão de detalhar todo o processo, que remonta a 2014 e que foi marcado por um conjunto de vicissitudes, desde logo o facto de a obra ter sido excluída da Parque Escolar, programa governamental que contemplou intervenções em diversas escolas do país e que previa uma dotação de 14 milhões de euros para a requalificação da Escola Secundária Henrique Medina.

    Apesar de sinalizada pela Associação Nacional dos Municípios Portugueses como “muito urgente” a obra integral nunca avançou. Ao invés da requalificação total, a escola foi parcialmente intervencionada numa primeira fase por via de um acordo estabelecido com o Ministério da Educação e Ciência, com o Município a aproveitar o financiamento do Pacto para o Desenvolvimento e Coesão Territorial da CIM Cávado. A obra orçou em 2,6 milhões de euros, tendo o Município assumido encargos financeiros superiores a 600 mil euros, referiu o autarca, notando que foi acertada a estratégia adoptada pelo Município, de executar a obra faseadamente, não obstante ter esbarrado com a incompreensão dos pais.
    Na primeira fase da obra foi concretizada a requalificação da zona administrativa, papelaria e biblioteca, a construção de um novo auditório e a ampliação da cantina escolar, incluindo a demolição do Bloco D e ampliação do parque de estacionamento. A inauguração ocorreu em Maio de 2022, com a presença do Secretário de Estado da Educação à altura, António Leite, e, desde logo, o Município avançou com o projecto para a segunda fase da intervenção, que irá ser agora concretizada ao abrigo do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR). O investimento global, incluindo a instalação de um Centro Tecnológico Especializado em Informática, eleva-se a cerca de 20 milhões de euros. “Não há memória de uma obra desta dimensão no Município”, afirmou.

    Benjamim Pereira deixou claro que a obra terá de estar concluída até Junho de 2026 e que avançará no terreno logo que estejam cumpridos os formalismos legais, ou seja os procedimentos do concurso público e a autorização do Tribunal de Contas, sendo que está em curso a revisão do projecto. O autarca alertou que há sempre a possibilidade de impugnação do concurso, mas mostrou-se confiante de que o governo criará mecanismos para ultrapassar essas questões.

    Deu nota de que durante o período em que decorrerem os trabalhos, a actividade lectiva decorrerá em contentores, instalações provisórias, mas com a qualidade que se exige. Ciente dos condicionalismos e transtornos associados a uma obra desta dimensão, referiu que haverá diálogo permanente e vincou que “a palavra-chave é compreensão”.
    Na sua intervenção, o presidente da Câmara Municipal agradeceu a permanente colaboração da direcção da Escola Secundária, tanto da anterior como da actual, destacando em particular o antigo director João Furtado, para quem pediu um aplauso.

    Com uma população escolar superior a um milhar de alunos, mais de cento e vinte professores e cerca de meia centena de colaboradores, a Escola Secundária Henrique Medina, construída há cerca de quatro décadas, estará apta a atender às exigências do ensino actual. Esta intervenção reveste-se de um especial significado num contexto de afirmação enquanto comunidade que valoriza o conhecimento, numa aposta enquadrada na estratégia como Município Educador, que assume o seu papel fulcral no desenvolvimento sustentado do território, contribuindo, assim, para os Objectivos de Desenvolvimento Sustentável da Agenda 2030.

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    Ricardo Batista

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    Câmara de Aveiro assegura financiamento para construção de pavilhão e obras no estádio municipal

    A autarquia liderada pela coligação PSD/CDS/PPM poderá agora avançar com a consulta a seis entidades para a contratação de um empréstimo de médio e longo prazo, no valor de 19,35 milhões de euros

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    A Câmara de Aveiro recebeu na última noite ‘luz verde’ da Assembleia Municipal para consultar a banca para a contratação de um empréstimo de cerca de 20 milhões de euros, com vista a financiar duas obras em equipamentos desportivos.

    A proposta da autarquia de abertura de procedimento de contratação de um empréstimo de médio e longo prazo foi aprovada na Assembleia Municipal, na segunda-feira à noite, com os votos a favor do PSD, CDS-PP, PPM e Chega, a abstenção do PCP e os votos contra do PS, Bloco de Esquerda e PAN.

    A autarquia liderada pela coligação PSD/CDS/PPM poderá agora avançar com a consulta a seis entidades para a contratação de um empréstimo de médio e longo prazo, no valor de 19,35 milhões de euros.

    O dinheiro do empréstimo destina-se a financiar a construção do novo Pavilhão Municipal – Oficina do Desporto e a requalificação e beneficiação do Estádio Municipal de Aveiro.

    O presidente da Câmara, Ribau Esteves, explicou que este empréstimo irá servir para financiar investimento e resolver a “tensão de tesouraria” existente, devido ao atraso na entrada de receita nos investimentos que têm financiamento comunitário.

    O autarca assegurou ainda que a câmara “tem condição, com solidez, e sem colocar em causa o processo de consolidação da sua fortaleza financeira”, atualmente em curso, de recorrer a esta fonte de financiamento do investimento à qual já não recorre há muitos anos.

    Francisco Picado, do PS, questionou o ‘timing’ desta operação, uma vez que não é conhecido o que vai acontecer à inflação e às taxas de juro nos próximos meses.

    “Se as taxas de juro não baixarem ou se, na pior das hipóteses, subirem, muito provavelmente vamos estar a contrair um empréstimo num cenário macroeconómico que é de todo desfavorável à realização desta operação”, avisou o socialista.

    Apesar de compreender a utilidade e as vantagens desta ferramenta financeira, Pedro Rodrigues, do PAN, questionou a estratégia politica e as opções e prioridades dos investimentos feitos pela câmara.

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    Futura linha do TGV e novo aeroporto junta decisores políticos em Esposende

    Iniciativa promovida pela Associação Empresarial do Minho (AEMinho) decorre esta quarta-feira, dia 17 de Julho, no Centro Hípico do Norte, em Esposende

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    A Associação Empresarial do Minho (AEMinho) promove esta quarta-feira, dia 17 de Julho, no Centro Hípico do Norte, em Esposende, um debate subordinado ao tema “O novo aeroporto de Lisboa e a Linha TGV” e que contará com diversos decisores políticos, nomeadamente Rui Moreira, presidente da Câmara do Porto, Ricardo Rio, presidente da Câmara de Braga, António Cunha, presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-Norte) e Alberto Castro, chairman da Altri, SGPS.

    De acordo com a organização, “a AEMinho pretende debater estas opções de mobilidade [novo aeroporto e linha TGV], quais os desafios e potencialidades destas ligações de Portugal para o mundo e qual o impacto que se vai fazer sentir nas empresas da nossa região”.

    O projecto de alta velocidade prevê viagens Porto-Lisboa com um tempo de duração de 1h15, incluindo ainda uma ligação a Vigo, um serviço directo e sem paragens. A construção está dividida em três fases, estando prevista a conclusão da primeira, o troço entre Porto e Soure, para 2028. No caso da cidade Invicta, e ancorado no projecto da responsabilidade da Infraestruturas de Portugal (IP), existe já um Plano de Urbanização para Campanhã, da autoria do arquitecto catalão Joan Busquets.

    Para além da importância do investimento em mobilidade ferroviária de alta velocidade para o acesso aos corredores internacionais e para a estruturação do eixo atlântico no transporte de passageiros, a AE Minho pretende debater a escolha do local do novo aeroporto de Lisboa e o impacto da sua construção para o desenvolvimento do País, nomeadamente para as pessoas e as empresas.

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    ESI Robotics e Universidade do Minho testam impressão 3D com materiais cimentícios

    A fabricação aditiva com materiais cimentícios, impulsionada pela robótica, está a “transformar” a indústria da construção e da arquitetura. Com benefícios “significativos” em termos de sustentabilidade e eficiência, esta tecnologia promete um futuro onde a construção é mais “rápida, barata e ecológica”

    Cidália Lopes

    Desenvolvido em parceria com o ACTech Hub, da Escola de Arquitetura, Arte e Design da Universidade do Minho, a ESI Robotics, especialista em automação industrial e robótica, desenvolveu uma tecnologia que permite a fabricação aditiva com materiais cimentícios.

    Impulsionada pela robótica, este tipo de fabricação está a transformar a indústria da construção e da arquitectura, já que permite “redefinir” a forma como construímos, “combinando a precisão da impressão 3D com a robustez dos materiais cimentícios”.

    Esta, que é uma das “grandes inovações” da última década, tem benefícios “significativos” em termos de sustentabilidade e eficiência. Os seus braços robóticos, que têm como ferramenta um sistema de extrusão, permitem uma maior economia no uso de material, afinar melhor o tipo de misturas e de materiais que são usados, podendo utilizar materiais compósitos mais sustentáveis, tornando o processo mais “rápido, barato e ecológico”, destaca Gil Sousa, co-fundador da ESI Robotics.

    A tecnologia permite a construção de elementos construtivos como pilares, paredes, vigas, entre outras estruturas, assim como soluções à medida, adaptando o extrusor para misturar diferentes componentes. Muitas das peças, desenvolvidas no AC Tech Hub, são de argamassa cimentícia, mas é necessário adicionar outros componentes, como fibras, reforços, entre outros.

    “Os seus braços robóticos, que têm como ferramenta um sistema de extrusão, permitem uma maior economia no uso de material, afinar melhor o tipo de misturas e de materiais que são usados, podendo utilizar materiais compósitos mais sustentáveis, tornando o processo mais “rápido, barato e ecológico””

    Parcerias

    A parceria entre a ESI Robotics e a Universidade possibilita a integração e convergência de diferentes áreas, criando equipa de trabalho multidisciplinares.

    Esta definição de uma rede de colaboração mais alargada é “muito positiva”, reforça Gil Sousa, já que contribuiu para alterar a “percepção do arquitecto profissional que está apenas no atelier, mas que se expande para o estaleiro de obra associando-se a outros sistemas de desenho, mas também sistemas de construção e produção”, conclui.

    Também Bruno Figueiredo, professor na Universidade do Minho, destaca a importância de parcerias com empresas com a ESI. “Sendo um dos grandes desafios da construção e da arquitectura o processo de digitalização, que incorpora, também, sistemas de automação, estas parcerias permitem cobrir esses desafios e fazer investigação nessas áreas”.

    Testar a sua aplicação

    Os alunos procuram cada vez mais os temas relacionados com digitalização e automação e na Escola de Arquitetura, Arte e Design da Universidade do Minho, encontram a possibilidade de aplicar, de testar sistemas e de desenvolver novos materiais.

    As soluções aqui desenvolvidas podem fazer a diferença, uma vez que são testadas em funcionamento e podem depois, ser comercializadas e transferidas para a indústrias. 

    Neste caso, sendo o projecto instalado na Universidade do Minho, a sua principal aplicação é para investigação. “Aqui, os alunos e investigadores, têm oportunidade de testar, efectivamente, elementos construtivos, como vigas, paredes, pilares, entre outros”, explica o responsável da ESI Robotics.

    Sobre o autorCidália Lopes

    Cidália Lopes

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