Paulo Mendes da Rocha (1928-2021): “A arquitectura apenas para entendidos é sempre um desastre”

Por a 24 de Maio de 2021

“A arquitectura somos nós, e uma cidade é feita mais dos comportamentos dos homens do que das construções. A arquitectura ampara essa imprevisibilidade da vida”. O arquitecto Paulo Mendes da Rocha, Prémio Pritzker em 2006, morreu este Domingo, aos 92 anos em São Paulo, onde estava internado, noticia o jornal brasileiro Folha de São Paulo.

Prémio Pritzker, em 2006, e Leão de Ouro de carreira na Bienal de Arquitectura de Veneza, em 2016, Paulo Mendes da Rocha nasceu em 25 de Outubro de 1928, em Vitória, no estado brasileiro do Espírito Santo.

Entre as suas mais conhecidas obras estão o Museu Brasileiro de Escultura (1987), o Museu de Arte de Campinas (1989) e o restauro da Estação da Luz, em São Paulo, convertida em Museu da Língua Portuguesa (2006).

Em Portugal, Paulo Mendes da Rocha assinou duas das poucas obras que fez fora do Brasil: o Museu dos Coches e a Casa do Quelhas, em Lisboa.

Uma carreira particularmente centrada dentro do Brasil não impediu Paulo Mendes da Rocha de receber os principais prémios arquitetónicos do mundo, sendo também consagrado com o Mies van der Rohe de arquitectura latino-americana por dois anos consecutivos, pelo Museu Brasileiro de Escultura e pela Pinacoteca de São Paulo, em 1999 e 2000, respetivamente.

Em 2016 foi galardoado com o Prémio Imperial do Japão, tal como no ano seguinte recebeu a medalha de ouro do Royal Institute of British Architects.


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