Sector da construção mantém-se estável em Março

Por a 13 de Abril de 2021

A trajectória de estabilidade da construção manteve-se em Março, apesar da conjuntura fortemente marcada pelo impacto das medidas de confinamento, que representaram significativos constrangimentos em actividades fortemente interligadas com o sector, como a mediação imobiliária.

De acordo com a análise desenvolvida pela Associação dos Industriais da Construção e Obras Públicas (AICCOPN) e Associação das Empresas de Construção, Obras Públicas e Serviços (AECOPS) precisam que a variação homóloga acumulada do consumo de cimento no mercado nacional nos dois primeiros meses de 2021 reflecte bem esta estabilização da actividade, ao ser praticamente nula, de -0,2%, depois de ter registado um crescimento de 10,6% em 2020.

As duas associações referem ainda que “os dados recentemente divulgados, relativos às transacções de alojamentos familiares do quarto trimestre de 2020, revelaram novos máximos históricos com 49.734 alojamentos transaccionados, num montante global de 7.534 milhões de euros, o que traduz aumentos em termos homólogos de 1,0% e de 8,7%, respectivamente”.

Em relação aos preços dos imóveis, a AICCOPN e a AECOPS sublinham que a tendência global de crescimento permaneceu inalterada em 2020, com o índice de preços da habitação no quarto trimestre a valorizar-se 8,6% em termos homólogos.

Os valores de avaliação bancária na habitação, que já dizem respeito a Fevereiro de 2021, continuaram a atingir um novo máximo histórico, com um aumento de 5,7%, também em termos homólogos, adiantam.

Ao nível do licenciamento de obras pelas Câmaras Municipais, o primeiro mês de 2021 foi negativo, com uma quebra global de 17,3% devido a reduções de 10,9% nos edifícios habitacionais e de 32,0% nos edifícios não residenciais.

No segmento de engenharia civil, nos primeiros dois meses de 2021, o mercado de empreitadas de obras públicas permaneceu positivo, referem, adiantando que ao nível das promoções de concursos de empreitadas de obras públicas o montante totalizou 543 milhões de euros, mais 2% do que em igual período do ano passado.

“Quanto aos contratos de empreitadas celebrados e considerando toda a informação reportada no Portal Base apura-se uma variação de -3% em termos homólogos, mas utilizando uma métrica temporalmente comparável, ou seja, utilizando a informação conhecida a 15 Março de cada ano, regista-se um crescimento de 23,7%, neste indicador”, afirmam ainda as duas associações do sector da construção.


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