Daniel Libeskind assina futuro Museu Judaico de Lisboa

Por a 1 de Abril de 2021

Museu Judaico vai situar-se num terreno em Pedrouços, entre a Avenida da Índia e a Rua das Hortas, em Belém

O futuro Museu Judaico de Lisboa vai ser construído em Belém, uma obra que conta com assinatura do arquitecto Daniel Libeskind, que desenhou, também, os museus judaicos de Berlim, São Francisco e Copenhaga, bem como os memoriais do Holocausto nos Países Baixos, no Canadá e nos Estados Unidos e a reconversão do Ground Zero, em Nova Iorque.

A apresentação do projecto decorreu esta quarta-feira, dia 31 de Março, por ocasião da assinatura do protocolo entre a Câmara Municipal de Lisboa e a Associação Hagadá, para a instalação do Museu Judaico. Além do futuro espaço cultural, foi ainda anunciada a construção de um memorial de homenagem ao povo judaico, no Largo de São Miguel, em Alfama.

A data da apresentação do projecto assinalou, também, o segundo centenário da abolição do Tribunal da Inquisição, lembrou a presidente da Associação Hagadá, Esther Mucznik. Um “período de escuridão”, salientou, que será também lembrado no museu, dedicado “sobretudo” à “parte luminosa” da história do povo judaico.

Com uma área aproximada de 4 mil m2, o Tikvá, que significa esperança em hebraico, vai retratar os quase dois mil anos de história do judaísmo em Portugal, pretendendo preservar e divulgar a memória e a vivência judaica, e valorizar as diferenças culturais, promovendo a integração inter-religiosa.

O museu representa um ponto de partida “para nos mostrarmos de forma mais plena como comunidade”, e mostrar ao mundo uma história milenar, afirmou Fernando Medina.

Para o presidente da Câmara Municipal de Lisboa, o futuro espaço permite “fazer uma afirmação política muito clara”: “Lisboa vai bater-se  pelos valores da convivência de culturas, e do respeito mútuo, como elemento chave de uma sociedade”.


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