21 projectos portugueses nomeados para o Mies van der Rohe

Por a 3 de Fevereiro de 2021

São 21, os projectos de arquitectura em Portugal que estão nomeados para o prémio Mies van Der Rohe 2022, onde se conta um de assinatura estrangeira e dois de arquitectos portugueses construídos fora do País.

Segundo o Observador, dos trabalhos nomeados, 19 foram construídos em Portugal. Dois foram ainda construídos fora de Portugal por três gabinetes de arquitectos portugueses, nomeadamente  um trabalho de Álvaro Siza e Cor Arquitetos, em Gallarate (Itália), e um trabalho de Manuel Aires Mateus e Vincent Parreira em Clichy-sous-Bois, em França. O atelier Aires Mateus tem, ainda, um segundo projeto nomeado, com uma casa em Monsaraz.

Também o arquitecto Diogo Aguiar tem dois projectos nomeados: A Pavilion House, em Guimarães, assinado com Andreia Garcia, e um edifício de enoturismo da Quinta da Aveleda, em Penafiel.

Igualmente com dois projetos na lista de nomeados está João Mendes Ribeiro, com a Casa São Roque, no Porto, e a Casa no Castanheiro, em Vale Flor, na Mêda.

A Casa Atelier, em Lisboa, de Inês Lobo, a Casa Triangular, em Lisboa, do Studio LLP, a Casa na Costa do Castelo, em Lisboa, da Ricardo Bak Gordon, o Bairro de São João de Deus, no Porto, de Nuno Brandão Costa, e o Centro de Artes do Carnaval, em Torres Vedras, de José Neves, contam-se entre os 19 trabalhos portugueses nomeados.

Alguns trabalhos de reabilitação estão, também, nomeados, nomeadamente a requalificação da frente marítima da Horta, nos Açores, por João Ferrão e João Costa Ribeiro do Extrastudio, o Palácio Marquês de Abrantes, em Lisboa, pelo Atelier Mob/Trabalhar com os 99%, assinado por Tiago Mota Saraiva, o edifício Ribeira 11, também na capital, por Ricardo Carvalho e Joana Vilhena, a reabilitação do Campo das Cebolas e das Portas do Mar, igualmente em Lisboa, por Carrilho da Graça e Victor Beiramar Diniz, e o edifício Castilho 203 pelos ARX Portugal Arquitetos, assinado por José Mateus e Nuno Mateus são outros dos seleccionados.

No Porto, a Tipografia do Conto, pela Pedra Líquida (assinado por Alexandra Coutinho, Nuno Grande, Rita Basto e Jorge Gomes), um conjunto de seis casas e um jardim, pelo atelier FALA, assinado por Filipe Magalhães, Ana Luísa Soares e Ahmed Belkhodja, bem como a reabilitação de três edifícios da Rua do Almada, por Figueiredo+Pena Arquitetos, também integram a lista dos nomeados portugueses.

Adicionalmente, um projecto em Lisboa intitulado Dodged House, pelo espanhol Daniel Zamarbide e pelo suíço Leopold Banchini, faz também parte dos escolhidos para o prémio.

Todos estes trabalhos serão agregados em Setembro com um novo grupo de nomeados, acrescenta uma nota da organização, fruto do impacto da pandemia de Covid-19, que fez com que a selecção de nomeados se desenrolasse em duas fases.

No total, especialistas europeus independentes, associações nacionais de arquitectura e o comité consultivo do prémio nomearam 449 trabalhos de 279 cidades em 42 países. Pela primeira vez, encontram-se nomeados trabalhos da Arménia, República da Moldova e Tunísia.

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