Konceptness e a importância do BIM na alavancagem do negócio

Por a 27 de Janeiro de 2021

“Grande parte das empresas no sector de Arquitectura, Engenharia e Construção (AEC) está longe do BIM, da digitalização de informação, da integração de sistemas, do projecto 3D e outros que fazem parte da chamada Indústria 4.0, onde está o futuro do sector AEC”. É desta forma que os responsáveis das Konceptness sustentam a aposta, pelo segundo ano, num ciclo de conferências dedicadas à ferramenta BIM.

Ao CONSTRUIR, a arquitecta e presidente executiva da Konceptness explica que a empresa, “na sua perspectiva de crescimento nacional e internacional tinha a noção da importância da adopção do BIM para alavancar o negócio e posicionar-se de uma forma competitiva no mercado global”. “Mas quando demos início ao processo interno de aprendizagem BIM percebemos rapidamente que o mercado português, no que se refere à implementação e utilização da metodologia BIM, encontra-se numa fase ainda muito inicial em relação aos nossos vizinhos da Europa, EUA, Canadá”, refere Susan Cabeceiras, acrescentando que era seu objectivo trazer o sector para o BIM. “Fazer um investimento no BIM sem que as outras empresas o façam é um mau negócio, porque a tecnologia, conhecimento e metodologia de trabalho são completamente diferentes e incompatíveis com a anterior”, refere.

Dinamizar o processo
“Na construção de todo o conceito da nossa formação BIM um dos aspectos mais relevantes era a necessidade de dinamizar rapidamente o processo BIM por todo o sector de AEC”, sublinha Susan Cabeceiras, que explica que este conjunto de iniciativas começou a ser desenhado numa fase de transformação da própria empresa. “Em 2019 mudámos para um novo escritório já com um espaço de formação interna e externa, nomeadamente de apoio aos nossos parceiros e ao próprio sector”, diz, acrescentando que “o espaço foi desenhado para ser independente da empresa para que pudesse ser utilizado por todos e não apenas pela Konceptness. E este é um contributo para a apoiar a competitividade do sector. O BIM veio sem dúvida inaugurar esta nova faceta da empresa”.

Duas realidades
A CEO da Konceptness salienta que o desenho deste ciclo de formações assenta, essencialmente, em duas realidades que identificaram: a primeira que há uma maior procura do que oferta de formações na área do BIM e por outro lado já existiam empresas no mercado nacional, portuguesas e multinacionais, com BIM, mas numa perspectiva de projectos internacionais. “Percebemos claramente que o mercado tinha interesse e necessidade, mas os intervenientes estavam dispersos. Foi nesta altura que tivemos a ideia de convidar algumas empresas ‘BIM’ para se juntarem a nós e assim criámos um conjunto de formações Autodesk Revit Architecture, Autodesk Revit MEP e Autodesk Navisworks”, acrescenta.

Formação diferenciadora
Na apresentação desta iniciativa, justificam a opção com a importância de apresentar acções “mais realistas e actuais”. Questionada sobre o significado dessa estratégia, Susan Cabeceiras explica que se trata de uma formação “completamente diferenciadora da restante oferta de formações”. “Na perspectiva de acelerar a implementação do BIM no mercado português quisemos trazer para esta formação todo o conhecimento tecnológico, mas também proporcionar uma experiência prática assente na realidade de trabalho desta metodologia colaborativa”, refere a CEO da Konceptness, salientando que, na prática, “significa que os formandos estão ao mesmo tempo a aprender, por exemplo, sobre como projectar em 3D com o Revit e a colocar no modelo equipamentos e objectos de bibliotecas de diversas empresas/marcas. A ideia é que os formandos possam, durante as sessões, ganhar competências no desenvolvimento 3D de um projecto, mas também nas restantes dimensões de informação associadas ao BIM”, nomeadamente “tempo”, “custo”, “gestão de instalações” e “sustentabilidade”. Em termos práticos, diz, “permitir que os formandos possam aprender o processo de desenvolvimento de um projecto BIM nas suas diferentes etapas, conhecendo e aplicando materiais e equipamentos reais nas diferentes especialidades”. De acordo com Susan Cabeceiras, “a grande mais valia para os formandos é que vêm para aprender sobre uma tecnologia e efectivamente pagam por isso, mas ganham todo um upgrade de aprendizagens de como trabalhar em colaboração com outras empresas, a conhecer e dominar os ambientes de trabalho, bibliotecas e produtos/equipamentos de uma série de empresas que já integraram o BIM”.

Parceiros
A propósito do envolvimento de parceiros nesta iniciativa, os responsáveis da Konceptness explicam que “a sua presença acrescenta uma curva de conhecimento e aprendizagem muito mais elevada e rápida”. “É transportar a formação do campo académico para o mundo real. E foi muito interessante perceber o interesse imediato que as empresas que contactámos demonstraram”, refere Susan Cabeceiras, que conta com o apoio da StratBIM, Autodesk/Datech, Claranet e OBO Betterman. “Para testar este modelo de formação não quisemos trazer inicialmente muitas empresas, mas podemos dizer que a aceitação e participação das empresas que convidámos foi quase de 100%”, assegura a responsável da promotora desta iniciativa. “A integração dos parceiros fomentou também a aproximação não só de empresas, mas acima de tudo de pessoas que têm um objectivo comum como seja o crescimento, competitividade e sustentabilidade do mercado de AEC”, enaltece.


Formação de 2021

Para este ano, a responsável da Konceptness assegura que o calendário está fechado, com novas formações para Autodesk Revit, Architecture, Autodesk Revit MEP e Autodesk Navisworks, o qual vamos continuar a contar não só com a presença dos anteriores parceiros, mas também de novas empresas como sejam a MPG. “Seguindo o alinhamento e a estratégia da MPG em investir na melhoria de processos desde a concepção à produção e comercialização de mobiliário de escritório, e estando sempre a par das soluções de vanguarda, a MPG aceitou o desafio de participar nesta iniciativa da Konceptness numa nova abordagem à indústria com o programa inovador de formação certificada BIM, que tanto valoriza as competências dos profissionais de arquitectura, engenharia e construção”, explica João Guerreiro, director Geral da MPG. Já Pedro Faria, director Geral da OBO Bettermann Portugal, explica que “o BIM é uma ferramenta fundamental para o desenvolvimento sustentável da actividade de arquitectura e engenharia e já faz parte da nossa metodologia de trabalho”. “Neste pressuposto só poderíamos aceitar o convite da Konceptness para integrar o seu projecto de formação BIM que se destaca qualitativamente de outras formações, uma vez que soube unir, de forma inovadora e colaborativa, o realismo das diferentes especialidades a um modelo académico”, refere.


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