EDP Renováveis assegura financiamento para dois novos parques eólicos

Por a 13 de Janeiro de 2021

A EDP Renováveis anunciou que conseguiu o financiamento de 112 milhões de euros, do Banco Europeu de Investimento (BEI) e do banco BPI, para a construção e operação de dois parques eólicos de 125 megawatts (MW) em Portugal.

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“O Banco Europeu de Investimento (BEI) vai conceder 65 milhões de euros à EDP Renováveis (EDPR) e o Banco BPI 47 milhões de euros, para financiar a construção e operação de dois parques eólicos em Portugal, nos distritos de Coimbra e Guarda, com uma capacidade total instalada de 125 MW”, informou a energética, em comunicado.

Segundo a empresa, “o financiamento do BEI é apoiado pelo Fundo Europeu para Investimentos Estratégicos (FEIE ou EFSI, na sigla inglesa), o pilar principal do Plano de Investimento para a Europa”.

Os parques eólicos de média dimensão, que serão desenvolvidos, construídos e operados pela EDPR, deverão estar operacionais até ao final deste ano. Assim, a unidade de Tocha II, no concelho de Cantanhede, distrito de Coimbra, terá uma capacidade instalada de 33 MW, e o parque eólico Sincelo, nos concelhos de Pinhel e Guarda, terá uma uma capacidade instalada de 92MW.

A EDPR estima que, durante a fase de construção, os dois projectos possam criar cerca de 560 empregos temporários naquelas regiões.

A empresa destaca ainda a contribuição que aqueles parques darão no cumprimento das metas a que Portugal se propôs no âmbito do Pacto Europeu para o Clima, que prevê que 47% do consumo bruto de energia, em 2030, seja de origem renovável, bem como para alcançar a meta vinculativa da Comissão Europeia de, no final desta década, ter pelo menos 32% do consumo final de energia a partir de produção por fontes limpas.

“Temos o prazer de contar com o apoio do BEI para o desenvolvimento de novos projectos, que vão contribuir para a concretização dos objectivos do Plano Nacional de Energia e Clima e das metas europeias, criando, ao mesmo tempo, mais de 500 empregos”, considerou o presidente executivo interino da EDPR, Rui Teixeira.

De acordo com a empresa, o BEI apoia esta operação através de um “empréstimo verde”, cujas características estão em linha com os requisitos do programa Obrigações de Responsabilidade Ambiental (‘Climate Awareness Bonds’).

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