Plataforma Habitissimo cresce 30% em plena pandemia

Por a 12 de Janeiro de 2021

Ariel Quintana, country manager Habitissimo Portugal e Brasil

Ao CONSTRUIR, Ariel Quintana, country manager Habitissimo Portugal e Brasil, fez o balanço do ano, que apesar de atípico, contribuiu para aumentar o volume de negócio inicialmente previsto. De acordo com este responsável foi notória uma maior preocupação em tornar a casa num espaço mais confortável e adaptavel às novas circunstâncias. A tendência prevê que as pessoas passem a estar mais atentas a factores como o conforto térmico e acústico, a funcionalidade da cozinha, a adaptação de um espaço para o teletrabalho e um maior usufruto dos espaços exteriores

Surgiram em Portugal em plena Pandemia de Covid-19. O planeamento para entrarem em Portugal já estaria previsto, mas em algum momento ponderaram adiar o lançamento da plataforma?

Na realidade, o investimento do Habitissimo em Portugal começou em 2018, após um trabalho extenso de prospecção de mercado, definição de categorias de serviço, procura de parceiros, mapeamento de regiões prioritárias e de constituição da equipa que iria ficar dedicada a Portugal a 100%.

Para 2020, antes de se saber o que o ano ia reservar, tínhamos previsto aumentar o volume do negócio, algo que concretizámos, a par de uma diversificação para um maior leque de categorias de serviços, particularmente os relacionados com a resposta às necessidades trazidas pela pandemia.

A digitalização do sector foi, com tudo o que se tem vivido, acelerada em vários anos. A criação de relações de confiança através do cara-a-cara com o consumidor deu lugar à necessidade do profissional ter uma apresentação online completa, opiniões de outros utilizadores, ter selos de qualidade e demonstrar toda a experiência através de um perfil digital, o que tem sido bastante favorável ao Habitissimo.

Temos muito orgulho nos resultados que oferecemos exclusivamente a partir da internet, tanto aos clientes que veem os seus problemas resolvidos, como aos profissionais que, sem a nossa plataforma, não teriam acesso a muitas oportunidades geradas remotamente.

De certa forma pode dizer-se que o confinamento e o teletrabalho permitiram às pessoas ter mais disponibilidade para as obras em casa. Estavam à espera que a Habitíssimo tivesse uma procura tão grande?

No início do período de emergência pandémica não sabíamos qual ia ser a reacção do sector mas, com o passar dos meses, apercebemo-nos de que as pessoas assumiram a necessidade de isolamento (para muitos, em regime de teletrabalho) como uma oportunidade para investirem nas suas casas, torná-las mais seguras, sustentáveis e aconchegantes.

A especificidade da Construção é que intervém nos espaços onde as pessoas vivem e trabalham, algo que mexe directamente com o conforto e a comodidade que todos desejam, por isso, preparámo-nos para conseguir garantir resposta em todas as frentes.

Por outro lado, o processo de digitalização do sector é algo complexo, que gera fricções e, nesse sentido, procurámos ir tomando decisões acompanhando os acontecimentos de perto. Muitos profissionais individuais e empresas ainda dependem bastante do “boca-a-boca”, do caderninho de contactos, das recomendações de amigos e familiares, assim como da confiança que um contato cara-a-cara favorece.  

Qual o investimento realizado até ao momento?

O Habitissimo rege-se pelo ano fiscal inglês, pelo que o fecho das contas vai ocorrer apenas em Abril. Ainda assim, podemos avançar que durante o ano fiscal corrente investimos quase 400 mil euros no mercado português, valor este distribuído tanto em investimentos de marketing, para maior reconhecimento da marca, como na geração de emprego, com uma equipa local de sete pessoas.

Qual o balanço de 2020 e como antevêem o crescimento da plataforma em 2021?

Até ao momento, registámos no ano fiscal de 2020 um lucro superior a 80 mil euros e um crescimento interanual superior a 30%. Para o ano fiscal seguinte estimamos crescimentos superiores a 55% YOY (Year Over Year).


É possível destacar algum tipo categoria mais procurada e que determine, de certa forma, uma tendência futura no mercado das pequenas obras? E de que zonas das casas ou tipo de habitação estamos a falar?

Sim, é muito interessante verificar a forma significativa como o desenvolvimento da pandemia e a entrada dos portugueses em regime de confinamento moldaram a tipologia dos pedidos que recebemos.

Em Abril e Maio, a construção e a remodelação de piscinas cresceu 117%, a instalação de toldos aumentou 109% e o serviço de limpeza subiu 58% face ao início de 2020. Outras áreas, como a vidraria (+79%) e a remodelação de edifícios (+57%) foram também muito mais procuradas do que noutros momentos.

Para responder às especificidades geradas por este período extraordinário, criámos novas opções para pedidos de orçamento: na categoria de Remodelações de Escritórios e Locais Comerciais, é hoje possível pedir a instalação de divisórias; nas categorias de Carpintaria e Marcenaria, incluímos a opção de criação de mobiliário de escritório por medida e, na categoria de Limpeza, integrámos as limpezas e desinfecções de casas, escritórios e locais comerciais.

Em termos futuros, diria que as pessoas vão estar muito mais atentas a factores que impactam diretamente na qualidade do tempo que passam em casa, como o conforto térmico e acústico (o isolamento das paredes ganhou relevância), a funcionalidade da cozinha (que, de repente, passou a ter mais uso), a adaptação de um espaço específico para o teletrabalho (uma realidade que, em muitos casos, veio para ficar) e, quando possível, maior usufruto dos espaços exteriores.

 Para o próximo ano deveremos esperar alguma novidade na oferta disponibilizada na plataforma?

Sim, estamos a preparar uma série de novidades na plataforma para 2021, entre as quais, mais facilidade nos pagamentos aos profissionais, através da extensão do serviço Multibanco, actualmente restrito a um único tipo de produto.

Vão também ser criados mais verticais de serviços, alguns deles associados a energias renováveis e green building, domótica e afins. Adicionalmente, continuaremos atentos aos nossos utilizadores, para adaptarmos cada vez mais o produto às suas necessidades.

Quais as cidades do País que registou uma maior procura e em que áreas?

Setúbal, Braga e Faro estão no top das cidades onde a actividade da plataforma foi mais intensa. Nestes locais, dentro das 47 categorias de serviço disponíveis, as mais procuradas foram a Remodelação de Casas, a Pintura, a Construção de Casas, a Caixilharia, a Carpintaria, a Climatização e a Limpeza.

Estas foram também cidades onde a plataforma registou aumentos muitos significativos nos registos de profissionais em busca de oportunidades de trabalho. Setúbal foi a terceira cidade do país onde os profissionais mais investiram na compra de contactos; Faro foi a quarta cidade e Braga a quinta.

Como é que os profissionais das várias áreas podem integrar a Habitíssimo? De que forma é que se processa?

A plataforma faz a ponte entre clientes, sejam eles particulares ou empresas/negócios, e profissionais do sector da construção e obras. A publicação do pedido de orçamento na plataforma é gratuito e o cliente recebe até quatro contactos de profissionais especializados nessa categoria de serviço e da zona geográfica em questão. A partir daí, a negociação do orçamento é directa entre o cliente e o profissional, sendo que o Habitissimo não recebe qualquer comissão sobre os trabalhos adjudicados através da plataforma.

A nossa receita advém em exclusivo do acordo com os profissionais. Uma vez registado, o profissional tem a opção de subscrever um Pack Profissional, que lhe dá acesso a destacar o seu negócio no nosso directório de empresas e a comprar os dados de contacto de clientes potenciais.

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