Porto: Antigo parque de recolha da STCP será transformado num pólo multifuncional

Por a 11 de Janeiro de 2021

Foi um “sim” em uníssono aquele que a Assembleia Municipal deu nesta segunda-feira à aquisição do antigo Parque de Recolha da STCP, em São Roque. O activo, que não é estratégico para a empresa de transportes pública e que por isso ficou de fora do processo de intermunicipalização, já não fica nas mãos do Estado e, com a sua compra, a autarquia evita que seja alienado a terceiros. Aquele “grande naco de cidade”, assim nomeou Rui Moreira, serve os planos estratégicos do Executivo para o desenvolvimento de Campanhã. Vai ser transformado num polo multifuncional, para onde está prevista habitação, comércio e serviços.

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Numa área superior a 4,5 hectares vai nascer um novo polo dinamizador, que agregará todo o tipo de actividades e servirá os mais diversos usos. Assim espera o Executivo Municipal do Porto que, ao propor a aquisição do antigo Parque de Recolha da STCP em São Roque da Lameira, vai investir 6,3 milhões de euros para cumprir o objectivo estratégico de interligar toda a zona oriental da cidade, acelerando o seu desenvolvimento urbanístico, económico e social.

O activo, “que não é estratégico para a empresa de transportes pública e que por isso ficou de fora do processo de intermunicipalização”, refere a autarquia, já não fica, assim, nas mãos do Estado e, com a sua compra, a autarquia evita que seja alienado a terceiros. Aquele “grande naco de cidade”, como afirmou Rui Moreira, presidente da Câmara Municipal de Porto, serve os planos estratégicos do Executivo para o desenvolvimento de Campanhã.

Tal como Cláudia Costa, deputada socialista salientou “esta aposta no território é consolidada por um conjunto de instrumentos estratégicos”, nomeadamente o Masterplan para o Porto Oriental, a proposta de revisão do novo Plano Director Municipal, assim como as diferentes dinâmicas de reabilitação urbana previstas com a criação de várias ARU (Áreas de Reabilitação Urbana) e ORU (Operações de Reabilitação Urbana).

Rui Moreira esclareceu ainda, que “a compra vai permitir que o próximo Executivo camarário faça o que entender, dentro daquilo que são os planos estratégicos. E o que lá está definido é habitação, que será pública e/ou privada, comércios, serviços, além de um conjunto de espaços verdes”.

Segundo o autarca, o mais importante, neste momento, era a Câmara do Porto segurar aquele equipamento da STCP, que já não interessa à empresa. “Não sendo considerado estratégico [para a STCP] passaria para o Estado, que iria provavelmente aliená-lo a terceiros como já fez noutros casos”, previu.

Já para o Município, considerou Rui Moreira, o activo é preponderante. “Este naco de terreno é absolutamente fundamental. Está perfeitamente contemplado nos nossos instrumentos estratégicos, como já foi dito, e devidamente justificado”, argumentou ainda.
O antigo Parque de Recolha da STCP, em São Roque, está localizado na Rua da Fábrica “A Invencível”, na proximidade de importantes polos de atracção como o Parque Oriental, a Estação de Campanhã, o Estádio do Dragão e o Mercado Abastecedor. Uma vez que está arrendado à Câmara do Porto desde o final de 2016, o valor total da aquisição, na ordem dos 6,3 milhões de euros, vai beneficiar de uma redução correspondente a 80% do valor da renda pago nos últimos três anos, ou seja, de um abatimento de 288 mil euros.

Avança concurso para a Quinta do Mitra
O concurso público para a empreitada de reabilitação da Quinta do Mitra está lançado, podendo as propostas ser enviadas até às 23,59 horas do dia 26 de Janeiro de 2021.

O projecto tem como objectivo requalificar e modernizar o espaço exterior e interior da Quinta do Mitra, tornando-o numa grande área pública, de fácil acessibilidade e continuidade do parque urbano que enquadra o futuro Terminal Intermodal de Campanhã (TIC). O investimento municipal ronda os 1,2 milhões de euros.
A um primeiro nível, a intervenção contempla o arranjo paisagístico de todo o perímetro da Quinta. O projecto não só prevê para o exterior um parque de estacionamento coberto, como ainda estabelece para a restante área envolvente ao edifício principal um conjunto de percursos pedonais e ajardinados.

Já o edifício será totalmente reabilitado e também requalificado, uma vez que os pisos e vigamentos de telhado vão ser integralmente substituídos, informa a empresa municipal GO Porto, gestora da obra.
O imóvel vai ainda receber significativas melhorias aos níveis acústico e térmico, de modo a proporcionar todas as condições de conforto.

Além da cobertura verde prevista para o edifício do TIC, a continuidade ecológica ficará assegurada pela reabilitação da Quinta do Mitra. Ao todo vão nascer 4,6 hectares de área verde na cidade.

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