Remax: Transacções em 2020 revelam interesse na aquisição de prédios para reabilitação

Por a 7 de Janeiro de 2021

Entre Dezembro de 2019 e Novembro de 2020, a RE/MAX Portugal, foi responsável pela comercialização de 273 prédios, correspondentes a um total de 501 transacções imobiliárias. Apesar de um decréscimo de 27% face a período homólogo, que se explica pela conjuntura
pandémica, só entre Janeiro e Novembro de 2020, a venda de prédios significou um volume
de preços na ordem dos 82,5 milhões de euros.

O preço médio por prédio fixou-se nos 382 mil euros e, de acordo com a empresa, a maior parte desses prédios transaccionados têm como fim a reabilitação, contribuindo assim para a recuperação de várias áreas urbanas, subvalorizadas e desaproveitadas.

Dos compradores envolvidos nas transacções realizadas nos últimos doze meses, 83,4% foram
nacionais, uma ligeira subida face a igual período de 2019 (81,2%), com maior incidência no
distrito de Lisboa (38,4%), seguindo-se Setúbal (15,6%) e Porto com 11,6%. Coimbra (6%)
completa a lista dos distritos com maior número de vendas.

No caso dos compradores internacionais, verificou-se que em termos do número de imóveis
2,2% coube a compradores franceses, seguindo-se os brasileiros e os chineses (2% cada
nacionalidade) e os ingleses (1,5%).

Beatriz Rubio, CEO da REMAX Portugal, destaca que “os prédios transaccionados são
tendencialmente transformados em habitação, uma vez que outras opções, como a conversão em escritórios ou espaços destinados à actividade comercial e empresarial, em função do actual
contexto pandémico, revelam-se menos atractivas do que o eram há um ano. O aumento do
teletrabalho, que veio diminuir a importância dos escritórios; a falência de pequenas empresas, que lançou no mercado diversas lojas e áreas comerciais; a redução do turismo, que afectou o alojamento de curta duração são factores que vieram impulsionar a tendência para a conversão em imóveis habitacionais, desde logo um bem de primeira necessidade e que regista sempre elevada procura”.

A responsável acrescenta ainda que “a reabilitação para efeitos habitacionais de longa duração
irá reforçar e alavancar a oferta em determinados mercados, mas surge também como a
melhor opção de investimento.”

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