Dstgroup desenvolve projectos de inovação e desenvolvimento

Por a 29 de Dezembro de 2020

Economia Circular, descarbonização de cidades, gestão sustentável de energia e monitorização
dos oceanos e do espaço estes são os temas que fazem parte da agenda científica do grupo e
que estão a ser desenvolvidos pelas diferentes empresas do grupo, em colaboração com
diferentes universidades e institutos e com o apoio de fundos comunitários. No seu conjunto, o
valor do investimento no desenvolvimento destes cinco projectos ronda os 18 milhões de
euros, suportados sobretudo por fundos comunitários. Destes, 2,7 milhões de euros são
financiados directamente pelo grupo empresarial.
Os trabalhos nos diferentes projectos vão decorrer durante os próximos três anos e envolvem
uma estreita colaboração em rede com 36 parceiros, envolvendo empresas e instituições
ligadas ao sistema científico e tecnológico nacionais e internacionais.
O grupo liderado por José Teixeira assume a liderança de quatro dos cinco projectos de
investigação, através das subsidiárias dst (construção civil e obras públicas), dstsolar (energias
renováveis) e dstelecom (telecomunicações), em rede com as empresas innovationpoint e
bysteel fs, ambas do universo do dstgroup. Para o presidente do conselho de administração do
grupo o investimento nestes cinco projectos é “um reflexo da inquietude e da exploração de
novos modelos de negócio por parte do dstgroup mas também um reconhecimento da
capacidade de inovação nas áreas de fronteira do conhecimento”, sublinha.

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A economia circular na mira do CirMAT
Aprovado ao abrigo Mecanismo Financeiro do Espaço Económico Europeu – EEA Grants, no
âmbito do Programa Ambiente, o projeto CirMat – CIRcular aggregates for sustainable road and
building MATerials, tem como alvo o aproveitamento dos resíduos resultantes da construção e
demolições no desenvolvimento de novos produtos. Um projecto tanto mais importante se
pensarmos no impacto que a actividade do sector da construção tem na utilização de matérias
primas e na produção de resíduos. A maior parte da operação das empresas do sector da
construção, assenta na utilização de betões estruturais e de betões betuminosos, os quais em
parte devido à produção em grande escala do sector, apresentam uma utilização intensiva de
matérias-primas e recursos energéticos, bem como a distinção dúbia de serem um dos maiores
contribuintes para as emissões de CO2. Segundo a Quercus o “sector da construção é
responsável por enormes impactes. Desde a produção dos materiais até a execução da obra e a
sua operação ao longo da vida útil do edifício, o sector apropria-se de cerca de 75% de tudo
que é extraído da natureza. Destes 75%, apenas entre 25% a 50% são realmente utilizados,
sendo que quase metade é desperdiçado, através da geração de resíduos. Ainda, no fim de via
útil de um edifício, este é demolido, enviando toneladas de resíduos para aterro.”
“O principal objetivo do CirMAT é o desenvolvimento de materiais de construção inovadores a
partir de resíduos de construção e demolição e de subprodutos, para demonstrar a sua
aplicação em edifícios e infraestruturas de vias de comunicação. A par disso, propõe-se
comunicar as vantagens ambientais, económicas e sociais deste tipo agregados circulares,
nomeadamente através do desenvolvimento de Declarações Ambientais de Produto, e
desenvolver processos de fabrico associados a uma escala industrial”, explica o grupo em
comunicado.
O CirMAT é coordenado pela construtora dst, em conjunto com dois parceiros portugueses, a
Universidade do Minho e o Instituto Superior Técnico, e um parceiro norueguês, a Norwegian
University of Science and Technology. O projeto CirMat é cofinanciado pelo Mecanismo
Financeiro do Espaço Económico Europeu – EEA Grants, no âmbito do Programa Ambiente.

Das profundezas dos oceanos à superfície do globo
Através da dstelecom, a empresa do grupo que desenvolve serviços e soluções de fibra óptica
para os operadores de telecomunicações, o dstgroup participa e coordena, em parceria com
entidades do sistema científico e tecnológico nacional e o MIT Portugal, o projecto K2D, o
acrónimo de Knowledge and Data from the Deep to Space. A investigação, a ser desenvolvida
no âmbito do Programa MIT Portugal, “corresponde ao desafio de garantir a evolução
sustentável da terra, através da monitorização dos sistemas terrestres, antecipando as suas
falhas críticas”.
O K2D propõe-se desenvolver um “conjunto sinérgico de componentes, incluindo componentes
eletrónicos e Veículos Submarinos Autôóomos, que permitam a recolha económica de dados
extensos e complexos dos oceanos, incluindo variáveis físicas, químicas, biológicas e
ambientais. Para tal, informação acústica e o DNA ambiental serão combinados com outras
fontes de dados, para além de modelação avançada de Geoinformática hibridizada com
ferramentas de Inteligência Artificial para enriquecer modelos de informações geoespaciais e
temporais, para descrever e antecipar padrões de saúde anormais e actividades humanas,
principalmente aquelas mais propensas a riscos e eventos extremo”.
Outra área de investigação onde a empresa de redes de nova geração está envolvida é no
projeto Aeros Constellation, também desenvolvido sob a égide do MIT Portugal, que “objectiva
o desenvolvimento de uma plataforma nano satélite como um precursor de uma futura
constelação para explorar, monitorizar e valorizar os oceanos e o espaço, de uma forma
sustentável, e assim alavancar as sinergias científicas e económicas”. O projecto ambicioso é
coordenado pela EDISOFT e nele participação outras dez entidades, para além da própria
dstelecom.

Energias renováveis no topo da agenda
Numa altura, em que as questões relacionadas com a eficiência energética estão no topo das
agendas, a gestão da energia é chave para dois últimos projectos de investigação em que o
grupo de Braga está envolvido. Através da dstsolar, o grupo é líder dos projetos de investigação
Baterias 2030 e Building HOPE.
O primeiro é um projecto mobilizador no âmbito do Portugal 2020 e está alicerçado nos guias
estratégicos nacional e europeu para a descarbonização das cidades, através da integração de
energias renováveis e mobilidade eléctrica, propondo o desenvolvimento das baterias do
futuro, catalisadores da produção eléctrica descentralizada sustentável e autossuficiente.
Complementarmente, o projecto visa a conceção e desenvolvimento de tecnologias
relacionadas com novas abordagens à produção descentralizada de energia renovável e
plataformas que visam uma utilização eficiente da energia, numa lógica de comunidades
energéticas.
O Building HOPE, desenvolvido em copromoção com a Carnegie Mellon University, ao abrigo
do Portugal 2020, e com a participação da innovationpoint, o objectivo é o de desenvolver e
validar uma ferramenta para Otimização Holística de Energia Presumida de edifícios, que
permita redefinir as práticas de gestão de energia de edifícios, no contexto de ambientes
urbanos inteligentes. A tecnologia resultante deste projecto adicionará novas dimensões ao
conceito de gestão de energia e ampliará as capacidades dos sistemas de gestão de energia.
Os projectos Baterias 2030, Building HOPE, K2D e AEROS Constellation são cofinanciados no
âmbito do Portugal 2020, pelo Programa Operacional Competitividade e Internacionalização e
pelo Programa Operacional Regional de Lisboa através do Fundo Europeu de Desenvolvimento
Regional (FEDER).

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