Sugee Group investe mais de 6,5 M€ em Lisboa

Por a 3 de Dezembro de 2020

Empreendimento ‘Alcântara Vista’

Fundado em 1984, o Sugee Group é um dos grandes promotores imobiliários de Mombai (Bombaim, a maior cidade da Índia e o principal centro económico do país asiático. Ao longo de mais de 30 anos de actividade, promoveu e construiu 16 projectos residenciais num total de mais de 280 mil m2 de área construída. O grupo “chegou” a Portugal em Março de 2019 para analisar o mercado e ponderar as suas potencialidades; mas, no final desse ano, já estava a arrancar com dois projectos em Lisboa: a reabilitação de um edifício do séc. XIX no Príncpe Real, o “Royal 20”, e o ‘Alcântara Vista’, um empreendimento construído de raiz pensado para o mercado nacional.

O primeiro está em desenvolvimento e o final da obra previsto para Fevereiro de 2021. O segundo projecto iniciará a construção no início de 2021. Até ao momento, a empresa já investiu mais de 6,5 milhões de euros. A longo prazo o  Sugee Group prevê um investimento total superior a 150 milhões de euros, tanto em Lisboa como noutras cidades do País.

“Identificámos várias cidades estratégicas com potencial para bons retornos sobre o investimento imobiliário e esperamos desenvolver cerca de 50 mil metros quadrados de promoção nos próximos anos, podendo alguns desses projectos destinar-se ao mercado de arrendamento de média/longa duração para a classe média portuguesa”, garantem os responsáveis do Sugee Group.

A expansão da sua actividade a todo o território nacional será feita através da sua subsidiária “The Strokes & Ground”, com sede em Lisboa.

Segundo os responsáveis, a entrada no continente europeu através de Portugal foi ponderada. Lisboa foi encarada como “um dos mercados imobiliários mais promissores de toda a Europa, tal como o referem as recentes tendências e projecções de especialistas”. O crescimento da indústria do turismo e políticas para atrair investidores estrangeiros estimularam novas actividades de desenvolvimento e apoiaram os aumentos de preços.

O grupo indiano ponderou estes dados, assim como constatou “a falta de stock de fracções residenciais, o que está a impulsionar o sector de investimento com yelds residenciais brutos de cerca de 6% no centro da cidade e 8% na sua periferia”.

O facto de Lisboa “estar emergindo como um novo centro de tecnologia, uma capital da Europa Ocidental cada vez mais conhecida como um dinâmico centro cultural e de negócios também pesou na decisão, assim como “uma elevada qualidade de vida com um clima apelativo e um baixo custo de vida, em comparação com outras grandes cidades”.

Na ponderação, pesou a maturidade e oportunidades do mercado imobiliário nacional mas, também, as consequências inevitáveis do ‘Brexit, com a saída eminente do Reino Unido da União Europeia. Tradicionalmente a Grã-Bretanha, tem sido o destino preferencial dos investimentos indianos na Europa.

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