Novo Campus de Saúde irá nascer em Arruda dos Vinhos

Por a 22 de Novembro de 2020

A Santa Casa da Misericórdia de Arruda dos Vinhos e um grupo privado ligado à saúde vão construir um Campus da Saúde na vila do distrito de Lisboa. Em causa está um investimento de cerca de 20 milhões de euros.

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O projecto conta com o apoio da Câmara Municipal que aprovou uma declaração de interesse público, reconhecendo “a importância da instalação em Arruda dos Vinhos, de uma infraestrutura para o Concelho e para a região, com um papel fundamental na melhoria da qualidade de vida, fomentando uma oferta mais diversificada e estruturas de serviços ao nível da saúde e proporcionando a criação de mais postos de trabalho, ao mesmo tempo que estimula a economia e o comércio local”.

“Esta estrutura vem oferecer uma oferta que não existe atualmente a nível local, estruturada e com capacidade diferenciada, nomeadamente na área de cirurgia, atendimento permanente e de meios complementares de diagnóstico”, justifica a Câmara.

O Campus da Saúde, a construir em terrenos da Santa Casa da Misericórdia, junto ao seu antigo hospital, vai ter consultas de especialidade programadas, meios complementares de diagnóstico, hospital de dia, internamento hospitalar com 16 camas, bloco operatório e atendimento complementar.

O projecto prevê ainda a construção de uma unidade de cuidados continuados, com 80 camas, que irá mais do que duplicar a oferta existente. Aliás, a construção desta unidade, numa fase inicial, cujo o processo de licenciamento já foi submetido à Câmara Municipal local, esteve na origem do alargamento deste projecto a algo mais vasto.
Uma vez que o projeto não respeitaria as regras do Plano Director Municipal (PDM), ao prever um edifício de quatro pisos para aquela zona, o executivo municipal aprovou uma proposta para suspensão parcial do PDM e outra de interesse público ao projecto.

Na proposta de interesse público, a autarquia refere que a população de Arruda dos Vinhos tem vindo a crescer e não existe uma oferta local a nível de saúde estruturada e com capacidade diferenciada, nomeadamente na área da cirurgia, atendimento permanente e de meios complementares de diagnóstico.

As duas propostas vão ser submetidas à Assembleia Municipal, que deverá reunir-se no dia 30 de Novembro, e depois à Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo (CCDRLVT).

Até junho de 2021, os promotores estimam submeter o projeto de arquitetura à aprovação da câmara, se a suspensão parcial do PDM for aprovada pela CCDRLVT, para, após aprovação, iniciar a construção, cujo prazo de execução é de ano e meio.

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