Soluções que reduzem o impacto ambiental dos edifícios

Por a 18 de Novembro de 2020

Junto ao novo terminal de passageiros de Lisboa, projectado pelo arquitecto luso Carrilho da Graça, estão localizados dois edifícios, desenhados também por Carrilho da Graça, que se destinam a espaços de coworking da empresa Heden. Ambientes colectivos de trabalho que se definem por fomentar programas saudáveis, criar espaços abertos e fomentar a cooperação entre as empresas e profissionais residentes. Mas que também defendem a construção com critérios sustentáveis e que respeitem o ambiente, em que se devem incorporar soluções arquitectónicas que reduzam o consumo energético e o impacto ambiental dos edifícios.

Deste modo, os imóveis têm incorporados painéis fotovoltaicos capazes de alimentar a maioria das necessidades energéticas do edifício, fachadas verdes bioclimáticas que contam com um componente de arrefecimento passivo, sistemas de controlo solar com lâminas orientáveis na fachada que são combinadas com cortinas de madeira e bambu, e a utilização de iluminação LED de baixo consumo. Segundo os cálculos da propriedade, todas estas actuações podem implicar uma poupança de até 30% do consumo energético de ambos os edifícios. Mas, mais ainda, nas coberturas foi instalado um tecto frio passivo que reduzirá a utilização de aparelhos de ar condicionado e climatização, e, por conseguinte, conseguirá uma maior poupança energética.

A cobertura como elemento de arrefecimento passivo do edifício

As coberturas constituem a pele do edifício que está mais exposta à radiação solar. Escolher materiais de construção claros para o telhado é uma forma passiva de contribuir para a redução da necessidade energética do edifício em relação aos equipamentos instalados. Por este motivo, para estes edifícios complementares do terminal, optou-se por colocar coberturas de cor cinza claro altamente refletoras com painéis sanduíche Isodeck PVSTeel da Isopan, que ao terem o núcleo em lã de rocha também oferecem um maior isolamento térmico e acústico. A estes painéis foram adicionadas lâminas de alta refletância da marca Renolit, com alto SRI, baixa sujidade e alta emissividade térmica. Estas lâminas fazem com que a cobertura não absorva toda a radiação UV que incide sobre ela e, desta forma, evitam o aquecimento da superfície e a transmissão de calor para o interior do edifício. Com esta solução de arrefecimento passivo ou cool roof, não só se consegue um menor sobreaquecimento do edifício, como também se reduz o temido efeito “ilha de calor”, que é o fenómeno do sobreaquecimento dos centros urbanizados em relação à área circundante, e minimizam-se as emissões de CO2 provenientes de equipamentos de refrigeração e aquecimento.

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