Economia do Mar com desempenho acima do resto da economia

Por a 17 de Novembro de 2020

Segundo dados divulgados no Dia Nacional do Mar, pelo Instituto Nacional de Estatística, a Economia do Mar continua com um desempenho relevante, situando-se acima do resto da economia portuguesa no triénio 2016-2018.

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O Ministro do Mar, Ricardo Serrão Santos, referiu que existem «evidências de que os sectores da economia azul tendem a ser particularmente resilientes em situações de crise. No período que se seguiu à crise financeira de 2008, a economia azul em Portugal cresceu 2,1% no VAB enquanto o nosso VAB nacional diminuiu 5,4%” e que, por isso, “a nossa Estratégia Nacional para o Mar terá o desenvolvimento da Economia Azul como uma prioridade fundamental, e não estamos a falar apenas de sectores estabelecidos, como pescas, portos e transporte marítimo, mas também de sectores inovadores, como a biotecnologia azul, aquicultura offshore, energias renováveis oceânicas, que trazem novas oportunidades de investimento e têm um enorme potencial para o desenvolvimento futuro das comunidades costeiras”, afirmou o ministro.

No âmbito da Conta Satélite do Mar (CSM) foram identificadas aproximadamente 53 mil entidades ligadas à área da Economia do Mar, cuja actividade representou 3,9% do Valor Acrescentado Bruto (VAB) nacional no triénio 2016-2018 e 4,0% do emprego nacional em 2016-2017. Entre 2016 e 2018, registou um crescimento de 18,5%, enquanto o VAB nacional aumentou 9,6%. Entre 2016 e 2017 as remunerações na EM aumentaram 8,8% e o emprego 8,3%, ambos valores acima do observado na economia nacional (6,0% e 3,4%, respectivamente).

Estima-se que, em 2018, o impacto direto e indireto da economia do mar na economia nacional se tenha traduzido em 5,4% do VAB e 5,1% do Produto Interno Bruto. As remunerações na EM representaram mais de 4% do total das remunerações nacionais, em 2016 e 2017. A remuneração média do emprego (Equivalente a Tempo Completo – ETC) foi superior à observada na economia nacional (+7,8% em 2016 e +6,3% em 2017).

As actividades caraterísticas, como a pesca e aquicultura, a salicultura, a construção naval, a actividade portuária, os transportes marítimos, as obras costeiras, a náutica, etc. representaram 45,8% do total de VAB da EM e mais de metade do emprego da EM (51,2%). As actividades transversais, isto é, os equipamentos e serviços marítimos, corresponderam a 13,8% do VAB e 12,6% do emprego na EM e as atividades favorecidas pela proximidade do mar, ou seja, actividades associadas ao turismo costeiro, corresponderam a 40,4% do VAB e a 36,2% do emprego na EM. A importância relativa destas actividades aumentou significativamente face à primeira edição da CSM (representavam 26,1% do VAB e 27,2% do emprego, em 2013), reflectindo o forte crescimento da actividade turística a nível nacional no triénio 2016-2018.

Na edição da CSM, agora divulgada, pela primeira vez identificam-se resultados para as Regiões Autónomas. Em 2016-2017, 10,7% do VAB da economia do mar foi gerado nestas regiões, mais 6,1 pontos percentuais do que o peso que estas regiões têm globalmente no VAB nacional.

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