Porto: World of Wine já abriu ao público

Por a 2 de Agosto de 2020

Já abriu ao público o World of Wine (WOW), o projecto que celebra a histórica indústria do Vinho do Porto. Localizado em Vila Nova de Gaia e desenvolvido pela Hilodi – parte do grupo The Fladgate Partnership, o World of Wine totaliza um investimento de 105 milhões de euros. A Broadway Malyan assina o projecto.

O WOW, desenvolvido durante seis anos, concretiza a visão de Adrian Bridge, CEO da The Fladgate Partnership, que pretendia criar “uma atracção de classe mundial nas históricas caves de Gaia, mas que, ao mesmo tempo, desse resposta à estratégia do Plano Municipal para atrair turismo para esta zona”.

O WOW contempla cinco áreas diferentes incluindo a Wine Experience, Cork Experience, Porto Through the Ages, o Fashion & Design Museum e a área de History of Drinking Vessels, todas integradas num projecto que combina a recuperação das caves e edifícios históricos com novas formas arquitectónicas, desenvolvidas em torno de uma nova praça pública com vários restantes e lojas.

O projecto inclui “a reabilitação sensível” da estrutura original de vários armazéns e Margarida Caldeira, directora da Broadway Malyan, frisa que “a sustentabilidade, preservação do património histórico e os valores sociais foram os principais motores para a arquitectura do novo projecto”. Para a arquitecta, os principais desafios estiveram relacionados com “a morfologia do terreno”, em conjunto com a necessária “integração do património histórico” e que tornaram “este projecto um dos mais complexos e desafiantes” em que esteve envolvida.

“Esta parte da cidade foi perdendo importância ao longo dos anos, devido às suas ruas estreitas e de difícil acessibilidade. Mas ainda que muitas caves tenham ficado num estado irreparável, a verdade é que esta zona, e as suas caves, são uma fabulosa memória da indústria mais importante desta região”, comenta a arquitecta.

“Antes de podermos criar um conceito para o World of Wine, trabalhámos de perto com as autoridades locais para avaliar os edifícios existentes no local, alguns com mais de 200 anos, para compreendermos quais tinham potencial para ser recuperados, e onde é que poderíamos incluir novos corpos contemporâneos, de forma equilibrada”.

“Não queríamos fazer um pastiche do original, mas sim criar uma linguagem histórica com a sua própria narrativa, mas que ao mesmo tempo fosse fiel e homenageasse esta importante paisagem cultural da zona histórica de Gaia”.

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