Mercado de investimento ascende a 1,45 MM€ no 1º trimestre de 2020

Por a 13 de Julho de 2020

Apesar da chegada da pandemia ao continente europeu, o primeiro trimestre de 2020 bateu todos os recordes de investimento totalizando 1.45 mil milhões de euros e ficou marcado pela venda de 50% da posição da Sonae, nalguns dos seus centros comerciais, impulsionando o sector do retalho para uma quota de mercado de 60%. O sector da hotelaria e dos escritórios somaram respectivamente 300 milhões de euros (21%) e 220 milhões (15%), em investimento imobiliário.

O estudo Prime Watch, realizado pela B. Prime, que  normalmente seria lançado em Março, no MIPIM, mas cuja publicação foi adiada para que pudesse ser actualizada, tendo em conta o impacto que a pandemia está a ter no mercado imobiliário, prevê, ainda, que vários investidores, com um perfil mais especulativo, venham a posicionar-se para adquirir imóveis ou carteiras inteiras no que diz respeito ao sector mais afectado pela pandemia, nomeadamente a hotelaria.

Quanto à performance dos vários segmentos no mercado imobiliário comercial, o efeito da pandemia foi mais adverso no retalho, fruto do confinamento e do encerramento dos estabelecimentos comerciais, que se traduziram numa queda abrupta do consumo. O sector logístico está em sentido contrário, ou seja, a pandemia foi-lhe favorável devido a um incremento vertiginoso do e-commerce, que expôs a importância da logística ao garantir o fluxo entre o sector produtivo e o consumidor final.

No segmento de escritórios, o mercado de arrendamento continua a ser pautado pelo pré-arrendamento, que leva a que novos projectos cheguem ao mercado praticamente arrendados. Para este ano de 2020, da área prevista que ascende a 44.581 m2 mais de metade já terá um ocupante final. A falta de oferta limita o volume de negócios concluídos, no entanto não trouxe uma quebra nas rendas, tendo a prime atingido a fasquia dos 25€/m2.

Segundo Jorge Bota, Managing Partner da B. Prime, “num ano atípico mantivemos a análise, pela qual o Prime Watch é reconhecido, mas decidimos adicionar alguns dados e comentários sobre o impacto desta conjuntura anormal, nestes primeiros meses de 2020. Embora o primeiro trimestre tenha sido um dos melhores de sempre no mercado português, a partir de Abril, tudo se alterou e apesar de estarmos a assistir a sinais interessantes de retoma de actividade, essa tem vindo a ser assimétrica nos vários sectores, com maior dinamismo nos escritórios e logística e ainda a aguardar por melhores tempos, no retalho e no turismo.”

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