APPII lança “Programa Relançar” para captar investimento imobiliário

Por a 2 de Junho de 2020

A Associação Portuguesa de Promotores e Investidores Imobiliários (APPII) lançou esta terça-feira o “Programa Relançar”, iniciativa que tem como objetivo atrair investimento para o sector imobiliário e colocar Portugal no caminho da retoma económica, gerando confiança dos investidores nacionais e estrangeiros neste sector.

Segundo os responsáveis da associação, o “Programa Relançar” baseia-se no Manifesto dos Investidores Imobiliários, uma iniciativa
dos 200 Investidores Imobiliários Associados da APPII, que elenca as preocupações e propostas para, no entender desta Associação, relançar a economia de forma célere, entendendo-se que a captação de investimento assume neste momento e nestas circunstâncias, um papel essencial.

“Devemos preparar uma estratégia global e integrada de retoma da economia, tão rápida quanto possível, atenta a duração da pandemia COVID-19, devendo adicionar medidas complementares de apoio, que favoreçam a retoma da atividade e o regresso ao crescimento económico, alicerçado na captação de mais investimento” afirma Hugo Santos Ferreira, vice-presidente Executivo da APPII.

Nesta primeira fase, o “Programa Relançar” quer sensibilizar governantes, empresários e a opinião pública para a necessidade de implementação de medidas imediatas que devolvam ao setor do investimento imobiliário a necessária confiança, atratividade e segurança, estando desde já, os principais players deste setor, que representa 15% do PIB nacional, disponíveis para trabalhar em conjunto no relançamento da economia portuguesa.

Entre as medidas propostas pela APPII está o relançamento “de forma clara e inequívoca, dos programas Golden Visa e Regime do
Residente Não Habitual para captação de investimento estrangeiro”, o “”encurtamento efetivo dos prazos do licenciamento camarário acompanhado da sua digitalização. Um passo fundamental para captar o investimento neste período de retoma” ou mesmo a “redução da taxa de IVA, na construção nova, para viabilizar novos projetos orientados para a Habitação, Arrendamento e oferta para a classe média, uma das maiores necessidades atuais do nosso país”. A Associação propõe ainda o fim do AIMI na habitação (Adicional ao IMI), que representa uma dupla tributação para as empresas que querem investir nesta necessidade, uma das maiores contradições atuais da política fiscal nacional”.

“O setor imobiliário já provou ser um dos primeiros setores capazes de se reerguer após uma crise, e, com ele, espera-se um efeito positivo nos demais setores de atividade. Estendendo-se ao turismo, comércio, indústria, construção e muitos outros, até à total recuperação da economia e do emprego”, acrescenta Hugo Santos Ferreira.


Deixe aqui o seu comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *