Escritórios: Lisboa e Porto com dinâmicas diferentes

Por a 15 de Maio de 2020


O 2º trimestre de 2020, o primeiro que se inicia em tempos pós Covid-19, arrancou com uma elevada dinâmica no mercado de escritórios de Lisboa, registando a absorção mensal mais elevada do ano, de 29.756 m2, revela a JLL.

De acordo com a consultora, este desempenho traduz a realização de apenas quatro operações, incluindo duas com mais de 10.000 m2 cada. Trata-se da tomada de 16.441 m2 na zona 1, em pleno Prime CBD, e de 10.406 m2 na zona 7 (outras zonas de escritórios), por duas empresas que pertencem ao sector financeiro. Destaca-se ainda o arrendamento da totalidade do edifício República 87, na zona 2, CBD, pela Axians, no total de 2.695 m2, uma operação que foi intermediada pela JLL.

Apesar dos números, que para o mesmo período de 2019 representam um crescimento de 40% no take up, é preciso analisar com cautela esta evolução uma vez que a mesma pode não representar uma dinâmica real. “Temos que olhar com alguma cautela para o comportamento do mercado de Lisboa durante o mês de Abril, o primeiro que esteve na sua totalidade sob influência da pandemia, pois é influenciado por duas operações de grande dimensão que concentraram 90% da actividade e que, apesar de serem concluídas agora, já vêm sendo negociadas há vários meses. Ou seja, o desempenho do mês reflecte mais o culminar de um processo do que propriamente uma dinâmica real das empresas na tomada de espaço”explica Mariana Rosa, Head of Office & Logistics Agency & Transaction Manager da JLL. Por outro lado a mesma responsável reforça que “se isolarmos este efeito, vemos que o mês exibiu uma operação de tomada de um edifício inteiro, o que sinaliza que o mercado não parou por completo. Diria até que este período pode trazer boas oportunidades para empresas com capacidade de reacção mesmo no contexto de pandemia, ao criar um banco de oferta por inactividade da procura”, sustenta.
Em termos acumulados, a absorção de escritórios em Lisboa soma agora 74.427 m2, mais 40% do que no período homólogo. Neste período foram concluídas 38 operações, com uma área média de 1.959 m2, indicador também influenciado em alta pelas duas operações concretizadas em Abril. A zona 1, com 26% do take up anual, a zona 2 (com 19%) e a zona 7 (com 18%), são os destinos preferidos das empresas, embora as zonas 5 (Parque das Nações) e 6 (Corredor Oreste) apresentem quotas também expressivas de 16%. Novamente devido às duas operações concretizadas em abril, as empresas de Serviços Financeiros são agora líderes destacadas da procura anual, com 46% do take up desde janeiro.

No Porto, o comportamento do take up anual é semelhante, com a actividade acumulada de Janeiro a Abril a ficar 41% acima do mesmo período do ano passado. Neste período, a ocupação, num total de 17 operações, atingiu os 20.713 m2. O CBD Boavista é o destino mais procurado, com 35% do take up anual, sendo as empresas de Outros Serviços, Serviços de Empresas e TMT & Utilitie’s as mais dinâmicas, com quotas semelhantes em torno dos 30%. Contudo, ao contrário do que aconteceu em Lisboa, o mês de abril contribuiu de forma pouco expressiva para o acumulado anual, verificando-se uma baixa catividade e a concretização de apenas uma operação, nomeadamente a tomada de 1.564 m2 pela Synopsys na Tecmaia, na zona 7 (Maia).

No Porto, o comportamento do take up anual é semelhante, com a actividade acumulada de Janeiro a Abril a ficar 41% acima do mesmo período do ano passado. Neste período, a ocupação, num total de 17 operações, atingiu os 20.713 m2. O CBD Boavista é o destino mais procurado, com 35% do take up anual, sendo as empresas de Outros Serviços, Serviços de Empresas e TMT & Utilitie’s as mais dinâmicas, com quotas semelhantes em torno dos 30%. Contudo, ao contrário do que aconteceu em Lisboa, o mês de Abril contribuiu de forma pouco expressiva para o acumulado anual, verificando-se uma baixa actividade e a concretização de apenas uma operação, nomeadamente a tomada de 1.564 m2 pela Synopsys na Tecmaia, na zona 7 (Maia).

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