Ministro do Ambiente faz ponto da situação do “Mondego mais seguro”

Por a 7 de Maio de 2020


O Ministro do Ambiente e Acção Climática, João Pedro Matos Fernandes, visita esta sexta-feira, dia 08 de maio, as obras no Aproveitamento Hidráulico do Baixo Mondego, numa acção promovida pela Agência Portuguesa do Ambiente. As intervenções decorrem no âmbito do Plano de Acção Integrado de Intervenções a executar no período entre 2020 e 2023, designado por “Mondego mais Seguro”, num valor total de mais de 35 milhões de euros.

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Este conjunto integrado de operações é desenvolvido em três eixos de actuação, revestindo-se as acções do 1.º eixo a executar com maior urgência, para repor as infraestruturas do Aproveitamento Hidráulico do Mondego danificadas pela cheia de Dezembro de 2019.

Para o efeito, além da imediata execução de aterros para fecho das roturas das estruturas de protecção de cheias (cerca de 370 mil euros), foram despoletados trabalhos de reparação do canal condutor geral, os quais vieram a revelar-se de dimensão significativa, considerando os numerosos danos que se constataram existir em várias frentes, que permitissem repor o sistema de abastecimento de água, incluindo a rega dos campos do Baixo Mondego e o fornecimento à industria de papel.

Nesta visita, serão percorridos os locais que sofreram maiores danos e algumas das estruturas de controlo de cheias, designadamente a reconstrução do canal condutor geral no Choupal de Coimbra
que ficou danificado numa extensão de cerca de 100 metros, em virtude do impacte da água conduzida pelo Valeiro do Campeão, e proveniente do descarregador de cheias “fusível” do Choupal. Esta obra está em curso e custará cerca de 1.200.000 euros.

Serão igualmente visitadas as estruturas de dissipação de energia dos descarregadores de cheia do Leito Central do Mondego, que foram recentemente finalizadas. Estas 3 estruturas de dissipação de energia dos descarregadores de cheia do Leito Central do Mondego, em fase final de construção aquando da ocorrência da cheia de Dezembro de 2019, sofreram alguns danos que obrigaram a intervenções pontuais de reabilitação.

O ministro terá oportunidade de se inteirar sobre a reconstrução do dique e canal condutor geral na margem direita, no Leito Central do Mondego, na zona da rotura em Santo Varão. A empreitada em curso tem um valor de 1.600.000 euros e um prazo de execução de noventa dias. Uma vez concluída irá não só reconstruir o dique, como o troço do canal condutor geral destruído com a rotura, bem como o troço de estrada adjacente.

Para assegurar o abastecimento de água durante a execução dos trabalhos, foi instalado um bypass constituído por duas condutas exteriores ao canal, que irá possibilitar o restabelecimento da circulação de água no canal condutor geral para jusante durante a execução da empreitada.

Já concluídos foram o troço do canal condutor geral junto à ponte de Formoselha/Estação elevatória de Santo Varão, numa extensão de cerca de 350 metros, e o aterro de fecho da rotura do dique do Leito Periférico Direito no Poço da Cal, estando em preparação o lançamento da empreitada de “Reabilitação do dique do Leito Periférico Direito no Poço da Cal” com incorporação de uma estrutura fusível, com projecto em fase final de elaboração. Esta intervenção terá um custo de cerca de 1.600.000 euros
O investimento das obras previstas no 1.º eixo, de mais de 12 milhões de euros, será suportado essencialmente com financiamento do Fundo Ambiental.

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