Habitar Portugal 2012-17 com prazo alargado de candidaturas

Por a 20 de Abril de 2020


Foi alargado o prazo de candidaturas à exposição Habitar Portugal 2012-17 Espaço Público. A fase de candidaturas decorre até 22 de Maio e nela podem concorrer todos os arquitectos inscritos na Ordem.

A exposição Habitar Portugal constitui uma iniciativa da Ordem dos Arquitectos, iniciada em 2003. A sua abrangência, tanto geográfica, como do ponto de vista dos autores e obras representadas, constitui um importante referencial da qualidade da arquitectura produzida em Portugal.

Trata-se de uma iniciativa aberta a todos os arquitectos, através de um processo de candidatura, “o que faz desta mostra uma iniciativa singular, que garante uma participação alargada por parte dos arquitectos, bem como faz da mesma um momento privilegiado para a revelação de alguns autores e obras”, explica a organização.

A 6º edição da Habitar Portugal tem como lema “Espaço Público: uma casa para todos”, sendo dedicada, pela primeira vez, ao “desenho do ‘vazio’ colectivo”. “O conjunto das obras seleccionadas permitirá identificar os temas e reflexões mais significativas lançadas no debate disciplinar sobre o espaço público, proporcionando, em simultâneo, uma leitura sobre o seu significado para a cidade e a sociedade contemporâneas”, adianta Susana Lobo, Comissária Geral HP 12-17, no site dedicado à iniciativa. O exercício pretende também responder à questão: “O que se entende, hoje, por ‘espaço público’?” Um termo utilizado “indiscriminadamente” para classificar toda e qualquer intervenção e que, tem “contribuído para o esvaziamento deste conceito no que o mesmo implica
 de urbanidade, ou qualidade urbana”, assistindo-se, simultaneamente, “a uma crescente sobreposição dos âmbitos de intervenção da prática arquitetónica e do desenho urbano, abrindo o caminho à indefinição, e ao aparecimento de novas categorias tipológicas, e diluindo as fronteiras entre público e privado”.

As obras serão organizadas em quatro categorias, Símbolo, Recurso, Produto e Prática , de acordo com “ as suas dimensões de ‘representação’, ‘bem comum’, ‘comunicação’ e ‘desenho’. Esta categorização, embora não sendo estanque nem linear, será reveladora das políticas e interesses que têm orientado a produção de espaço público nos últimos anos, possibilitando uma espécie de diagnóstico da cultura arquitectónica portuguesa”, justifica Susana Lobo.

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