Cushman & Wakefield prevê transacções superiores a €3 mil milhões em 2018

Por a 14 de Agosto de 2018

A Cushman & Wakefield deu a conhecer os indicadores do mercado imobiliário nacional no primeiro semestre de 2018. Segundo a consultora, “a previsão do total de transacções em Portugal para 2018 ficará entre os €3 mil milhões e os €3,5 mil milhões”, o que permite antever “mais um ano muito positivo para o sector”.

Entre Janeiro e Julho de 2018, a consultora adianta que foram fechadas cerca de 30 operações em Portugal envolvendo cerca de €1,9 mil milhões, o que corresponde a um crescimento de 56% face a igual período de 2017.

Retalho
O sector do retalho lidera o volume de investimento, com 65% dos capitais alocados até à data ao imobiliário comercial. Recorde-se que em 2017, os sectores de escritórios e retalho foram responsáveis por volumes equivalentes de capital.

A análise da Cushman & Wakefield revela que, entre Janeiro e Junho de 2018 abriram mais de 150 novas lojas em Lisboa e no Porto, o que perfaz um crescimento de 20% face a 2017, sendo que o sector da restauração foi o que se manteve mais activo, tendo sido responsável por 60% das novas aberturas.

Neste sector, as rendas mantiveram o crescimento dos últimos anos, com o comércio de rua a registar as maiores subidas. De acordo com a consultora, em Lisboa a zona da Baixa teve a subida mais acentuada, estando hoje nos 100€/m2/mês; o Chiado manteve-se a localização de retalho mais cara do País, com uma renda prime na ordem dos 130€/m2/mês. O Porto registou ainda um crescimento mais acentuado nos valores de rendas no comércio de rua, sendo a Rua de Santa Catarina a localização mais valorizada, com a renda prime actualmente nos 75€/m2/mês.

O maior negócio do ano até à data foi a compra da  Immochan, atcualmente Ceetrus Portugal, do portfolio de retalho da Blackstone, composto por o Forum Sintra, Forum Montijo e Sintra Retail Park, por um valor de €411 Milhões.

Escritórios

No que diz respeito ao mercado de escritórios, a consultora apurou que, os valores de mercado espelham o bom momento do mesmo, situando-se a renda prime em Lisboa nos 21€/m2/mês e no Porto nos 16,5€/m2/mês, o que, em ambos os casos, atinge máximos dos últimos 15 anos. Contudo, ambas as cidades demostram escassez de espaços disponíveis de qualidade.

Na Grande Lisboa, verificou-se nos primeiros 7 meses do ano um crescimento da procura de espaços de escritórios de 31% face a 2017, com cerca de 114.000 m2 transaccionados. A zona 6 (Corredor Oeste) concentrou o maior volume de área contratada no semestre, 30% do total, tendo sido na Zona 5 (Parque das Nações) que se fechou o maior negócio: a ocupação integral por parte da Teleperformance de um edifício com 8.000 m². na Avenida Infante Dom Henrique
No Grande Porto, o primeiro semestre registou também um elevado dinamismo, com cerca de 30.000 m2 transaccionados. A ocupação de 16.000 m2 por parte do BNP Paribas no Urbo Business Center foi a operação de maior dimensão em 2018 até à data.

O negócio de maior dimensão no sector de escritórios foi a venda do Lagoas Park da Teixeira Duarte à Kildare Partners, por um valor de €375 Milhões.


Franceses lideram investimento estrangeiro

Segundo a análise da consultora, o investimento estrangeiro lidera largamente a actividade, representando 98% do capital investido. Os investidores franceses foram responsáveis por a maior parcela, 35% do total, seguidos por os espanhóis, com 29% e por investidores originários do Reino Unido, responsáveis por 20% do total.

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