Escritórios: Mais de 1000 intenções de ocupação em Lisboa e Porto

Por a 7 de Junho de 2018

À semelhança do acontece no residencial, também no caso dos escritórios a pressão actual vem do lado da procura, sendo muito expressivos os números relativos às manifestações de interesse por parte das empresas internacionais que avaliam localizar-se nas cidades de Lisboa ou do Porto.

De acordo com o Confidencial Imobiliário (Ci), e com base nos dados revelados pelas agências de investimento Invest Lisboa e a Invest Porto, foram registados mais de 1000 processos de procura potencial para escritórios.

Um padrão visível é o da procura por áreas disponíveis acima de 2.000 m2, chegando a ser solicitadas áreas de mais de 5 mil m2, o que indicia o potencial de promoção de novos edifícios.

De acordo com o “Pipeline Imobiliário” da Ci, foram lançados, em Lisboa, novos 100 mil m2 de projetos em 2017. Mas, nesse volume, somente constam três projetos com mais de 10 mil m², havendo depois uma dispersão por um conjunto de edifícios de menor dimensão. Acresce que, olhando para os projetos concluídos, o volume de promoção cai para 28,5 mil m², com a agravante de uma fatia substancial dessa área ter sido lançada visando já ocupantes em concreto, não sendo dirigidos ao mercado em geral.

“Assim, juntando as peças, o mercado de escritórios caracteriza-se por um quadro de aumento da rentabilidade (conjugando valorização e subida de rendas), uma forte dinâmica da procura e uma relativamente incipiente actividade de promoção”, considera Ricardo Guimarães, director do Ci.

Apesar do quadro económico favorável, Ricardo Guimarães considera “haver ainda alguma resistência à criação de projectos numa lógica especulativa, ou seja, não dirigida a ocupantes em concreto, pré-contratados”.

“Mas essa ausência é um entrave à materialização da procura potencial que se dirige ao mercado, em especial a internacional, que visa edifícios com características modernas e, ao mesmo, tempo, num envelope de rendas que se mantém competitivo face a localizações alternativas”, reforça, relembrando também a necessidade de lançar, em Portugal, veículos de investimento já aceites a nível global como é o caso dos REITS – Real Estate Investment Trusts.

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