CBRE: Investimentos em pipeline projectam 2018 para valores na ordem dos 2,6MM€
Os investidores continuam a apresentar elevada liquidez pelo que é quase certo que o sector imobiliário vá beneficiar novamente desta situação em 2018

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2017 fechou o ano com um volume de investimento em imobiliário comercial recorde, conseguindo superar 2015, o melhor ano da ultima década, e atingiu os 2,2 mil milhões de euros. Os investidores continuam a apresentar elevada liquidez pelo que é quase certo que o sector imobiliário irá beneficiar novamente desta situação em 2018. De acordo com Nuno Nunes, senior de Capital Markets da CBRE, “a previsão será continuarmos a trajectória de crescimento e atingir os 2,6 mil milhões de euros”.
Também em Portugal, como tem vindo a ser noticiado, o mercado imobiliário encontra-se “mais forte do que nunca”, representando já os investidores nacionais cerca de 20% do volume total, reforçou este responsável, aquando da conferência da CBRE sobre as Tendências do Mercado Imobiliário 2018, que decorreu esta quinta-feira, no CCB, em Lisboa.
Para tal contribuíram duas importantes transacções de aquisição de empresas, a Logicor e a Empark, por parte de fundos institucionais.
De uma forma geral e transversal a todos os sectores imobiliários, a perspectiva de crescimento está relacionada com a escassez de oferta que existe no mercado, algo que obviamente ainda irá manter-se durante mais alguns anos dado que muitos novos projectos iniciaram em 2017 ou vão iniciar durante o ano de 2018.
Os principais negócios em curso dizem respeito a centros comerciais de grande dimensão, para os quais estão previstos vários investimentos nomeadamente na reformulação e expansão dos seus espaços e de portefólios de escritórios, nomeadamente com os novos espaços de trabalho flexíveis, e de habitação, cuja procura por nova habitação irá continuar a ditar o aumento de investimento nesta área.
Além disso, Eduardo Abreu, da Neoturis, partner da CBRE, salientou a continuidade do crescimento entre 3% a 5% do sector hoteleiro com a entradas de novas marcas no mercado nacional, em particular para o mercado de quatro estrelas ou superior, assim como conceitos diferenciadores. Neste âmbito foi também abordada questão da recente legislação sobre o Alojamento Local e as suas repercussões, que “poderão ser muito negativas se as mesmas não forem revistas”. E explica: “Se a nova lei for aprovada cerca de um terço da oferta prevista para a cidade de Lisboa pode não avançar e criar sérios problemas no sector”.
Também na logística escasseiam os espaços de qualidade em Lisboa e no Porto e a falta de oferta irá condicionar a ocupação no país em 2018, prevendo-se uma redução relativamente a 2017. Neste âmbito, vão arrancar novos projectos de construção de plataformas logísticas à medida e estruturas de apoio a comércio electrónico.