Lucro da Arcadis cai 35% em 2016
Facturação do grupo sofreu igualmente um decréscimo anual. De 2.597 milhões de euros, referentes à facturação de 2015, a multinacional holandesa de engenharia passou, no ano transacto, para 2.468 milhões de euros, reflectindo uma queda de 5%

Pedro Cristino
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uroA Arcadis registou um resultado líquido de 64,2 milhões de euros em 2016, um resultado que traduz uma quebra de 35% face ao resultado de 98,7 milhões de euros registado no ano anterior.
Da mesma forma, a facturação do grupo sofreu igualmente um decréscimo anual. De 2.597 milhões de euros, referentes à facturação de 2015, a multinacional holandesa de engenharia passou, no ano transacto, para 2.468 milhões de euros, reflectindo uma queda de 5%. O grupo revelou ainda, em comunicado, uma carteira de encomendas de 2,2 mil milhões de euros, que representam 11 meses de facturação, bem como uma quebra de 6%, devido ao cancelamento de projectos no Brasil, no Médio Oriente e na China.
Para Renier Vree, director-geral interino do grupo, “2016 foi um ano difícil para a Arcadis, que obrigou a que tomássemos medidas”. “Estou satisfeito por estarmos a fazer bons progressos nas prioridades designadas em Outubro”, continuou, explicando que a empresa está a implementar “um modelo operacional simplificado que nos permite responder melhor às oportunidades de mercado, combinado com a redução estrutural de custos”.
“Apresentámos um forte “free cash flow” no quarto trimestre, apoiado por significativas cobranças no Médio Oriente”, continuou Vree, explicando que as previsões de mercado “começam a melhorar devido aos preços mais altos do petróleo e do aumento do investimento em infra-estruturas em muitos países”.
“Vemos também uma maior procura de países na Europa, na América do Norte e na Ásia por resiliência hídrica, bem como por consultoria ambiental em todo o mundo” sublinhou o responsável do grupo, que continua a “vencer projectos grandes, como uma rede com o Corpo de Engenheiros das Forças Armadas dos EUA para serviços ambientais e de remediação na Europa, e para serviços de apoio à gestão da construção no projecto Regional Connector Transit, avaliado em 1,55 mil milhões de dólares, para melhorar o congestionamento do tráfego no centro de Los Angeles”.
Vree admitiu estar “confiante” de que as acções dos responsáveis do grupo os posicionam bem “para um crescimento rentável”. “Continuaremos focados nos nossos clientes para aumentar a nossa carteira de encomendas e facturação, reduzir os custos, melhorar a gestão de projecto, expandir os nossos Centros de Excelência Globais, enquanto reduzimos o capital circulante”, concluiu o director-geral.