Laufen e AIA juntos no debate sobre o futuro da arquitectura
O evento teve lugar na sede da Laufen em Basileia e, juntou personalidades de relevo do panorama arquitetónico internacional

Ana Rita Sevilha
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A Laufen juntou-se ao AIA (American Institute of Architects Europe) e organizou um simpósio sobre arquitectura contemporânea, onde se discutiu o futuro da arquitectura e dos arquitetos, sob o tema “The Architect That Makes Everything“.
O evento teve lugar na sede da Laufen em Basileia e, juntou personalidades de relevo do panorama arquitetónico internacional, como são Robert Thiemann (co-fundador e diretor da FRAME, Editor da MARK Magazine), Daniel Arsham e Alex Mustonen (Snarkitecture, New York), Mark Fornes (Mark Fornes & TheVeryMany, New York), Simon Frommenwiler (HHF Architects,Basel), e Roberto Palomba (Architect &Designer, ps + a, Milan).
Entre os temas abordados pelos presentes, esteve a perda de influência dos arquitectos, em prol dos projectistas e dos empreiteiros, e de que forma estes podem reinvindicar o controlo sobre o projecto. Todos os presentes concordaram em relação à necessidade de estabelecer uma relação de proximidade e confiança com os clientes, e de um conhecimento cada vez mais amplo em relação às técnicas de design, instalação e visualização, redifinindo o significado de cada projecto.
Mark Fornes defendeu um aumento do outsourcing, e a existência do maior número possível de colaborações, tendo como objectivo fornecer respostas arquitectónicas sustentáveis para um mundo que muda cada vez mais rápido. O debate centrou-se na tese de que o design, a arte e a arquitectura são hoje mais influentes do que há décadas atrás.
Roberto Palomba realçou o crescente reconhecimento do facto de que a arquitectura necessita hoje mais do que nunca, de um “estímulo” por parte de outras disciplinas, para que todos os agentes envolvidos no processo criativo se influenciem mutuamente.
Daniel Arsham e Alex Mustonen acrescentaram ainda que este tipo de abertura a novas influências, tornariam a arquitectura uma disciplina menos fechada. Coube a Robert Thiemann encerrar o animado debate, com um apelo ao arquitecto moderno, que deve caracterizar-se pela sua elevada competência, e pela sua capacidade de cooperar e de ganhar a confiança daqueles com quem diariamente desenvolve projectos.