Campo Baeza e Manuel Aires Mateus no arranque da programação de 2013 do Pavilhão KAIROS

Por a 2 de Abril de 2013

Inserido no programa “Distância Crítica” da Trienal de Arquitectura, o Pavilhão KAIROS dá início à sua programação de 2013 com a conferência e apresentação da proposta site specific do primeiro arquitecto convidado: Alberto Campo Baeza.

O arquitecto espanhol vai marcar também, juntamente com Manuel Aires Mateus, em conferência, a inauguração da instalação “Uma chuva de sonhos” O arquitecto português, que será o próximo a apresentar uma intervenção neste espaço, conduzirá uma conversa com Campo Baeza – que foi recentemente distinguido com a medalha de ouro Heinrich Tessenow 2013, em torno de alguns dos temas centrais da obra de ambos.

A apresentação ficará a cargo de Paulo Henrique Durão e será ainda realizado o lançamento do novo livro de Campo Baeza: “Principia Architectonica”, editado pela Caleidoscópio.

De entrada livre, o evento conta com o patrocínio da Caixa Geral de Depósitos e o apoio da Embaixada de Espanha em Portugal e realiza-se no Espaço XL da Lx Factory, dia 13 de Abril.

Este é o quarto momento do programa Distância Crítica que, segundo a Trienal de Arquitectura de Lisboa, “elege desta vez um espaço de personalidade vincada, a capela do antigo complexo fabril de meados do século XIX, hoje polo de indústrias criativas LX Factory”.

O projecto KAIROS foi criado no ano de 2012 pelos arquitectos João Quintela e Tim Simon, em parceria com a empresa de betão pré-fabricado Gracifer, enquanto resposta a um insustentável e inibidor contexto social e económico com o objectivo de estimular, gerar e apresentar trabalhos de âmbito cultural no qual a questão do Espaço surge como temática principal e inevitável.

Segundo a Trienal de Arquitectura, o projecto KAIROS “assume-se como uma plataforma aberta e colaborativa de apresentação de produção criativa, em diversas áreas e práticas que vão da arquitectura e design às artes plásticas, performance ou teatro. Afastando-se do circuito institucional de museus e galerias, o KAIROS visa potenciar o encontro, interação e cruzamento disciplinar”.

A programação seguirá em Maio, com a proposta dos arquitetos portugueses Manuel e Francisco Aires Mateus, e em Junho, com a intervenção e presença dos arquitetos chilenos Pezo Von Ellrichshausen.

Com vista a cumprir a sua missão de espaço “público, livre e aberto à participação”, KAIROS convida agentes culturais portugueses e internacionais a apresentarem projectos pensados especificamente e de raiz para este espaço, tirando partido e dialogando com as suas características e ambientes através de uma visão própria e investigação pessoal.

As propostas, nas áreas da arquitetura, artes plásticas, performance, teatro, música ou outra linguagem artística, podem ser enviadas até 12 de Maio para serem implementadas no segundo semestre de 2013. O regulamento está disponível em www.kairos.pt

Face a uma crescente falta de distância crítica na arquitectura contemporânea em Portugal versus um persistente afastamento crítico entre a disciplina e o público, a Trienal de Arquitectura de Lisboa lançou Distância Crítica, cujo programa compreende, entre outros, conferências, mesas redondas, workshops e publicações.

Co-organizadora deste evento no âmbito do programa Distância Crítica, a Trienal de Arquitectura de Lisboa reafirma assim o seu apoio às práticas criativas que reflectem, activam e questionam o espaço enquanto realidade material e simbólica.

Distância Crítica teve início em Novembro 2011 com uma conferência de Kazuyo Sejima e Beatrice Galilee, que esgotou a Aula Magna. Seguiu-se em Julho de 2012, na sede da Trienal, o workshop “Critical Lisbon: Falar à Cidade, Falar com a Cidade”, dedicado à expressão, discussão, escrita e publicação crítica sobre arquitectura, coordenado por Lev Bratishenko, Frederico Duarte e Becky Quintal. Em Fevereiro de 2013 realizou-se na Culturgest o lançamento do livro NU#40 Entrevistas.

Quanto à A instalação ‘Uma chuva de Sonhos’, de Alberto Campo Baeza, a mesma “nasce do diálogo estabelecido com o Pavilhão KAIROS. Para além de uma clara relação com a luz e a geometria impostas pelo próprio espaço, a proposta do arquitecto espanhol tira partido do sistema construtivo das peças de betão para fixar os esquissos de arquitectos convidados e que o têm acompanhado ao longo da sua vida profissional.

 

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