Performance do retalho tem sido condicionada pela actual conjuntura

Por a 13 de Setembro de 2011

O relatório de retalho da Worx indica que o sector de retalho se apresenta actualmente como um segmento “cuja performance dos activos de maior qualidade tem sido condicionada pela actual conjuntura económico-financeira”.

O comunicado da consultora imobiliária refere que a “retracção da procura, quer de consumidores, quer de retalhistas, teve como consequência um impacte nas rendibilidades das superfícies comerciais, enquanto o comércio de rua surge como alternativa crescente ao investimento nos centros comerciais, embora condicionado pela escassez da oferta e desadequação de alguns dos espaços disponíveis”.

A mesma fonte revela que a área bruta locável (ABL) atingiu no primeiro semestre deste ano cerca de 3,6 milhões de metros quadrados, sendo que os 93 mil metros quadrados de nova ABL que entraram no mercado se devem à abertura de dois novos centros comerciais, que são o Fórum Sintra, com 55 mil metros quadrados e o Aqua Portimão, com 35 mil metros quadrados.

“Refira-se ainda que, pela primeira vez nos últimos 10 anos, não foi inaugurado qualquer retail park e o crescimento de ABL neste formato se deve à ampliação do Sintra Retail Park”, acrescenta o comunicado da Worx.

A oferta futura, referente ao período entre 2011 e 2013, encontra-se estimada em cerca de 630 mil metros quadrados, um valor “bastante inferior ao previsto em anos anteriores” e que resulta do cancelamento de alguns projectos e do adiamento de outros. Assiste-se também, com consequência, a uma “forte contracção no investimento”, dada a conjuntura actual, a dificuldade de acesso ao financiamento e a redução do poder de compra dos consumidores que influencia a performance de algumas superfícies comerciais.

De acordo com os responsáveis da Worx, o actual cenário caracteriza-se pela “desalavancagem financeira dos promotores” e pela dificuldade de financiamento de “novos projectos e refinanciamento de projectos em curso com impacte na sua capacidade de investimento”. O estudo da consultora conclui também que é “expectável um impacte negativo no sector, embora difícil de quantificar”.

Outras das tendências deste segmento passarão pela “manutenção da atractividade do comércio local, dos níveis de procura por localizações prime e da escassez da oferta de espaços adequados aos requisitos da procura, e da manutenção da concessão de descontos temporários no valor das rendas”.

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