Proap em segundo lugar no Concurso Internacional do Parque Citylife, em Milão
“A expressividade plástica deste projecto corresponde não à procura de uma plástica gratuita ou de uma acção de cosmética, mas antes de uma coerência e capacidade de síntese”

Ana Rita Sevilha
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O atelier Proap classificou-se em segundo lugar no Concurso Internacional do Parque Citylife, em Milão, “uma decisão não unânime no seio do júri”, pode ler-se no portal da Ordem dos Arquitectos Secção Regional Sul (OASRS).
A equipa foi ainda constituída por Gonçalo Byrne Arquitectos, PROAP Itália e pelo Engenheiro Agrónomo Luca Baroni.
Sob o lema “O melhor de dois mundos”, a proposta destacou-se de entre o conjunto das oito equipas internacionais convidadas (Gustafson Porter, PROAP, Atelier Girot, Erika Skabar, Lattitude Nord, Agence Ter, Rainer Schmidt Landshaftsarchitekten, Latz + Partner).
Segundo a nota de imprensa enviada pelo atelier, “a expressividade plástica deste projecto corresponde não à procura de uma plástica gratuita ou de uma acção de cosmética, mas antes de uma coerência e capacidade de síntese, alicerçado numa leitura pragmática do território, numa economia de recursos ponderada e num funcionamento operativo claro.
“A estrutura radial emerge do espaço e do contexto e é dessa forma que todo o território de intervenção é compartimentado. A partir desta estratificação espacial horizontal são criados diferentes nichos de apropriação, bacias visuais que nos distanciam, compartimentam o espaço e, por isso, revelando pontualmente, que ritmam o espaço, dividem-no e dão-lhe continuidade”, revela a mesma fonte.
“A estratificação surge também no plano vertical, dissecada em três níveis: a matriz urbana; o complexo de modelações; e finalmente o copado das árvores. O primeiro nível – o chão da cidade – garante a continuidade territorial da cidade, enquanto o segundo – o enrugamento morfológico – introduz a noção de distância, funcionando como dispositivo cénico. Mas é também este nível, em conjugação com o terceiro – o copado das árvores – que à distância opõe a revelação”.
“De uma estratificação horizontal que é no fundo uma compartimentação operacional, de uma estratificação vertical, distribuída em três níveis de continuidade, distância e revelação e, finalmente, do enrugamento morfológico como vibração necessária para a vida, consegue-se uma reinterpretação da identidade espacial – a transformação deste espaço num lugar”, conclui.