Terreiro do Paço pronto a tempo da visita de Bento XVI

Por a 10 de Março de 2010

O presidente da Câmara de Lisboa, António Costa, reafirmou esta quarta-feira que as obras de reabilitação do Terreiro do Paço estarão concluídas no início de Maio, para a visita do Papa Bento XVI, um mês depois do “desejado” pelo autarca.

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“A única coisa que faltará na semana santa é a [conclusão das obras] na placa central” do Terreiro do Paço, afirmou António Costa (PS) aos jornalistas na conferência de imprensa que se seguiu à reunião do executivo municipal.

O autarca tinha apontado a semana da Páscoa, altura em que Lisboa aumenta o número de visitas por parte de turistas estrangeiros, particularmente espanhóis, para a conclusão das obras.

“Foi um desejo”, afirmou, acrescentando que os arranjos laterais já estarão concluídos nessa altura, faltando a placa central, que estará em condições de receber a missa que será celebrada pelo Papa Bento XVI a 11 de Maio.

A Moda Lisboa, o “primeiro grande evento” depois do grosso das obras no Terreiro do Paço, começa na quinta-feira, sublinhou António Costa.

Questionado sobre o apoio da autarquia à visita do Papa, António Costa reafirmou que “todo o apoio que foi solicitado [pelo Patriarcado] foi concedido”.

Entre esses apoios incluem-se a “conclusão das obras no Terreiro do Paço” e matérias essencialmente logísticas como o “ordenamento do trânsito”, entre outras, existindo para isso um “grupo de trabalho” constituído.

O autarca sublinhou que os contactos com o Patriarcado sobre o matéria têm decorrido com “toda a normalidade”.

Sobre um eventual apoio da Câmara para pagar o altar que será construído propositadamente para a missa, no valor de 200 mil euros, Costa reiterou que o Patriarcado não solicitou qualquer apoio da autarquia.

“Se for solicitado, há de ser solicitado pelos canais próprios e não numa conferência de imprensa”, declarou, depois de questionado sobre a eventualidade de aquele apoio vir ainda a ser pedido à Câmara.

Para o vereador do CDS-PP na Câmara de Lisboa, António Carlos Monteiro, “a Câmara deveria ter sido mais pró-activa nesta matéria”, sobretudo por contraste a “outros eventos que acontecem no município de Lisboa”.

Já na semana passada o eleito democrata cristão tinha questionado a ausência de apoio financeiro por parte da autarquia à missa a realizar no Terreiro do Paço, quando a autarquia irá apoiar iniciativas como a Red Bull Air Race ou entidades como a Fundação José Saramago.

“Uma coisa é ser-se laico, outra é ser-se jacobino”, disse, na altura.

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