OPCA investe em Angola

Por a 30 de Novembro de 2007

O presidente do Conselho de Administração da OPCA, Filipe Soares Franco, anunciou, em Luanda, o arranque para breve de um segundo projecto imobiliário a desenvolver pela empresa portuguesa na capital angolana, num investimento orçado em mais de 100 milhões de euros.Este novo projecto imobiliário, que reforça a presença da construtora neste segmento do mercado angolano, ficará situado junto ao Kinaxixi, em Luanda, e segue-se a um primeiro edifício, denominado Kualanda, agora apresentado ao mercado pela OPCA, cuja construção só deverá estar ultimada dentro de um ano, mas que tem já uma parte significativa da sua área vendida.

O edifício Kualanda, que representa um investimento superior a 35 milhões de euros, destina-se essencialmente à habitação, sendo constituído por 4 caves para estacionamento (130 lugares), r/c e sobreloja para comércio (4 lojas), 3 pisos de escritórios, 40 apartamentos em 8 pisos e uma penthouse no último piso, num total de área de construção de 15.960 m2.

Quanto ao segundo empreendimento, cuja construção se deverá iniciar em 2008, ficará situado no mesmo quarteirão onde serão construídas as Torres Espírito Santo, e contará com 6 caves e vinte pisos acima do solo, num total de mais de 30 mil m2 de construção.

Angola como oportunidade

A OPCA está presente em Angola desde 1992, com uma grande diversidade de obras, e a sua recente entrada no mercado do imobiliário em Luanda ficou a dever-se a uma especial atenção dedicada a esse mercado e ao aproveitamento de duas boas oportunidades. "Importa referir que estamos perante um mercado de segmento elevado em rápido crescimento e onde a procura supera largamente a oferta, mesmo tendo em conta que neste momento deverão estar em construção em Luanda cerca de 1,1 milhões de m2 de habitação e escritórios", referiu o administrador delegado da OPCA em Angola, António Santos.

Quanto ao empreendimento Kaluanda, a OPCA negociou com um promotor a compra do terreno já com o projecto aprovado, tendo depois realizado vários projectos de alterações. No que diz respeito ao projecto do Kinaxixi, a construtora optou por fazer uma parceria que inclui a família proprietária de parte do terreno, cuja localização é privilegiada. "Tudo isto porque não é fácil encontrar em Luanda terrenos em condições legais para serem adquiridos e depois urbanizados. É muito difícil encontrar, por exemplo, terrenos em que o título de propriedade ou de direito de superfície seja perfeitamente claro e transparente. Para além disso, os preços por m2 são elevadíssimos", sublinhou António Santos.

Apesar das dificuldades – há que vencer todas as barreiras burocráticas e as dificuldades da logística, já que a esmagadora maioria dos materiais tem de ser importada – o administrador delegado da OPCA em Angola considera que este país representa uma grande oportunidade para o mercado imobiliário português. "E não será só em Luanda. Há muitas outras regiões onde o mercado imobiliário é também apetecível, como o Lobito, Benguela ou o Huambo, onde será mais fácil adquirir terrenos e a um melhor preço. Isto para não falar já da região e do grande potencial turístico, onde os condomínios hoteleiros serão também uma grande oportunidade."

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