Madrilisboa investe 3 mil milhões em empreendimento no Brasil

Por a 18 de Outubro de 2007

Os promotores do Grupo Madrilisboa apresentaram ontem a proposta de investimento no Brasil, um empreendimento de luxo avaliado em três mil milhões de euros em Maricá, no Rio de Janeiro.Segundo explicou Miguel de Almeida em conferência de imprensa, a Madrilisboa entra neste investimento associada ao grupo Dico (47 por cento), tendo como parceiros os grupos espanhóis Avantis (13 por cento), Vancouover (nove por cento) e Cetya (31 por cento).

Localizado na Fazenda de São Bento da Lagoa, no município brasileiro de Maricá, ocupando um lote de 841 quilómetros, dois quais oito são de praia e cinco são de lagoa, este projecto tem como objectivo "desenvolver a qualidade de vida de uma zona que está muito degrada, que sofre de desordem urbanística, que perdeu o encanto em termos de natureza e que tem carências aos nível dos serviços".

Neste sentido, e segundo explicou o director-geral da Madrilisboa, a construção deste empreendimento, dirigido à classe média alta e alta, tem como "factor chave" a preservação do ambiente, sendo uma das prioridades a recuperação de grande parte da vegetação degradada em áreas protegidas e a revitalização total de cinco lagoas. Apesar de ser um projecto "sobretudo residencial", a construção deste empreendimento procurará aliar um "resort" de praia e de golfe a um espaço comercial e de restauração, "que servirá toda a área de Maricá", criando 40.000 postos de trabalho. Assim, este empreendimento integrará "um campo de golfe destinando a receber provas de nível internacional, um centro equestre, uma marina com lugar para 1.100 barcos e um centro de ténis".

De acordo com Miguel de Almeida, citado pela Lusa, as estimativas apontam para que o projecto demore dez anos a estar concluído. Neste momento, o projecto está na fase de licenciamento, estando em processo de aprovação um Plano Director Municipal (PDM) para a zona onde será construído o empreendimento. "Os clientes principais vão ser clientes locais, que vão adquirir a primeira habitação", afirmou o director-geral da Madrilisboa, acrescentando que apenas "cinco a dez por cento será vendido no mercado internacional, para segunda habitação".

Questionado sobre a forma de financiamento deste projecto, Miguel de Almeida disse que o modelo "ainda está em aberto", estando em cima da mesa opções como o recurso ao financiamento bancário, através de grupos locais ou através de sindicatos bancários. Presente no mercado imobiliário português desde 2000, o grupo Madrilisboa actua também na Polónia, na Índia, no México e no Brasil, estando a preparar a sua entrada no mercado da República Dominicana.

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