Investidores querem mais e melhor promoção do turismo em Portugal

Por a 26 de Setembro de 2007

Num seminário organizado pelo grupo Pestana e pela embaixada dos Estados Unidos da América (EUA) sobre o sector do turismo, o presidente da Amorim Turismo, Jorge Armindo afirmou estar farto de "associativismo que não envolve investimento". Numa reunião de esforços de todos os grupos que estão a investir na Península de Tróia, de forma a promoverem este novo destino turístico, Jorge Armindo sugeriu um Agrupamento Complementar de Empresas (ACE), tendo já a concordância inicial, do administrador do grupo Pestana, José Roquette.Segundo o Jornal de Negócios, as declarações do presidente da Amorim Turismo surgiram na sequência da intervenção do presidente da Espírito Santo Resources, Manuel Espírito Santo que afirmou ser necessário "um desígnio para toda aquela zona", reiterando haver já uma associação de alguns investidores.

José Roquette afirmou que a sugestão de Jorge Armindo "é viável" e demonstrou-se defensor "de tudo o que seja juntar esforços". A visão de Jorge Armindo assenta na promoção, uma promoção que terá "que ser completamente diferente, em Portugal. E defende que no caso particular do Algarve, "não se pode promover o turismo sem se segmentar a oferta", evitando que resorts de luxo sejam "vendidos" com quatro e três estrelas à mistura. O promotor da Quinta do Lago e da Planbelas (Belas Clube de Campo), André Jordan, concordou que o "ponto fraco" do turismo no nosso país é a promoção.

O JdN explica que neste debate o Governo não foi poupado a críticas, sendo que o licenciamento e a legislação foram as questões alvo das contestações dos empresários. O presidente da Confederação do Turismo Português (CTP), Carlos Pinto Coelho, admitiu que "gostava de menos Estado", que este tem uma "postura paternalista" e que desta forma, fosse dado mais protagonismo aos empresários, enquanto "criadores de riqueza".

O presidente do grupo Vila Galé, Rebelo de Almeida, criticou a "dificuldade extrema no licenciamento dos projectos", sendo que reconhece algum "alívio", mas não o suficiente pois considera que "as práticas de complicação estão tão enraizadas que não vai ser fácil desbloqueá-las".

PUB

Deixe aqui o seu comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *